Archive for maio 2009

Rapidinhas Nucleares da Sexta

Não que eu queira ser repetitivo, mas essa semana os meninos traquinas da Coréia do Norte andaram aprontando de novo, explodindo seus buscapés atômicos e testando os rojões de médio alcance, e até agora a reação mais séria contra a Coréia do Norte e outros meninos maus foi a Microsoft cortar o acesso ao MSN.E agora, como o casal Kim Jong-Il-Ahmadinejah vai conversar sobre seu amor ao Armagedon? Sei não, mas se cortarem também o Twitter e  o Orkut do Kim, ele poderá encarar isso como um ato de guerra e a merda tá feita. De toda maneira, estou fechando a bodega  esse fim-de-semana pra procurar um boteco com abrigo antinuclear e tomar uma antes do apocalipse começar. E como diria Angela Ro-ro, o que é chato do Armageddon é Champanhe sem lesma. E ceveja quente, provavelmente.

E em caso de guerra, ao vencedor as baratas. Fui

American Flagg!

Um precursor dos quadrinhos adultos americanos

Desde idos dos anos oitenta que os fãs de quadrinhos sabem que houve um processo que deixou as histórias em quadrinhos do mercado americano mais maduras e com histórias realísticas e personagens moralmente dúbios. As obras citadas como divisão de águas normalmente são “Watchmen”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Sandman”. Mas antes dessas obras, uma editora já produzia revistas com histórias que já possuíam essas características.

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Jabá com Rapadura

O Farrazine é um fanzine eletrônico que surgiu a partir da troca de idéias no fórum do FARRA – Fórum de Agrupamento dos Revolucionários da Rapadura Açucarada, que por sua vez foi criado para complementar o trabalho de distribuição de scans de histórias em quadrinhos do Blog Rapadura Açucarada, empreitada sem fins lucrativos do honorável Eudes Honorato.

Hoje o Fanzine já está na edição 11, e possui fórum e blog próprios.   Além de contos e tiras criadas pelos colaboradores,  resenhas sobre livros, filmes e quadrinhos,  a repercussão positiva dessa publicação junto aos fãs e profissionais do ramo fez com que  os “farristas” tenham conseguido entrevistas com renomados nomes do meio. Essa edição, por exemplo, traz uma entrevista com o artista Juan Giménez e outra com a letreirista Lilian Mitsunaga.

E para quem quiser fazer o download do material, escolha um dos links abaixos e boa leitura.

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Leitura On-Line

(o jabá pode ser acertado no balcão, diretamente com o blodegueiro)

Elos Achados e Perdidos

Notícias científicas são outro entre vários dos meus interesses. E esta semana foi revelado que um fóssil encontrado há vários anos pode ser o exemplar do tão procurado Elo Perdido. E elo perdido é mais do que o título de uma série dos anos 70 muito da mal feita, que na versão exibida no SBT provavelmente deveria ter a dublagem com pior sincronia da história da TV. Pior até que a do Chaves e Chapolin, por mais inverossímil que isso seja. Tampouco é o termo técnico para explicar porque a porcaria da minha Internet 3G cai a toda hora. Elo Perdido seria o mamífero a partir do qual surgiram duas linhas evolutivas, sendo uma delas a dos macacos e a outra a nossa. E esse fóssil pode ser o ancestral comum entre a raça humana e os demais primatas, o teragigamegatretatataravô meu e teu, como também daqueles macacos do zoológico que enviam sementes no bóga antes de comê-las. Isso, obviamente, se você acredita na Teoria da Evolução e não acha que os dinossauros foram extintos por serem grandes demais pra entrarem na Arca de Noé.

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Candelabro Italiano – Que Cazzo é Isso?

Desvendando os mistérios da sacanagem

(publicado originalmente em janeiro de 2006)

Sexo é algo bem folclórico, por assim dizer. Vez por outra surgem lendas urbanas ou paradigmas sobre o assunto. E certamente um dos maiores mitos da sacanagem é o famoso “candelabro italiano”. Os cinéfilos devem conhecer que este é o título de um filme romântico dos anos 60, e logo associam este filme à música “Al di Lá” e a um casal passeando de lambreta.

Mas no jargão da putaria, “Candelabro italiano” é uma posição sexual. Mas que diabos de posição seria essa? Infelizmente candelabro italiano é como o amor e a mecânica quântica: muita gente fala a respeito, mas quase ninguém faz idéia do que se trata. Leia Tudim... »

Rapidinhas de Sexta: Strangelove

“Ou como paramos de nos preocupar com os EUA e aprendemos a amar a bomba

Se estes dois putos querem foder com o mundo, queremos mais que eles se fodam, de preferência entre eles. De minha parte vou discutir geopolítica no botequim mais próximo, e se Obama quiser ouvir nossos conselhos, tá convidado, desde que não beba demais e fique apontando pra todo mundo na mesa e dizendo : “Vôshê é meu amiiguu…”, “você é o cara…”, estas coisas de bêbado chato…

E se não quiser tomar uma na sexta à noite, sugerimos um filme: Dr. Fantástico, do Kubrick. Ao menos dá pra rir um pouco do apocalipse nuclear.

O Filho Problema de Odair José

resumo da ópera-rock de odair josé, "o filho de josé e maria" Leia Tudim... »

É “gaia” pra todo lado!

A geopolitica do Chifre

Enquanto todo mundo se preocupa com gripe suína, o que eu estou vendo se espalhar pelo mundo é a gripe do urso(1), a febre Ricardão. E não é epidemia nem pandemia, é loco mia! Bem que a banda “Cavaleiros do Forró” está certa ao cantar que é “gaia”(2) pra todo lado. Vendo o que anda acontecendo pelo mundo, constatamos que há coisas mais preocupantes que a crise e a gripe. O chifre está globalizando-se:

- Em Taiwan, um incauto marido resolve investir no entretenimento adulto solitário e compra um DVD pirata com o interessante título “Sexo com Esposas dos Outros”, e para sua surpresa descobre sua esposa enchendo o rabo de carne com seu amigo açougueiro. Indignado, ele passou o chifre, digo, a faca no rival, que acabou processando-o por agressão. Todo castigo pra corno e consumidor de DVD pirata é pouco.

- Já na Itália o casal traíra estava no trabalho e, na folga do cafezinho, resolveram dar uma rapidinha no banheiro, mas o Ricardão teve uma câimbra das brabas e precisou de ajuda pra soltar a mulher. E adivinha quem tava por perto para ajudar o casal a se desenroscar? O corn…digo, o marido, que também trabalhava no estabelecimento. E como castigo pra Ricardão também é pouco, o urso, que era vigia do estabelecimento, foi demitido por comer em serviço, e pra comletar, a sua esposa o deixou.

- E se formos ao Canadá existe uma empresa especializada em “serviço de gaia”, mais especificamente em juntar casais de infiéis. E, usando tecnologia de “ponta”, acabou de lançar um serviço de SMS (Sou Muito Safada) exclusivo para troca de idéias. Considerando que a empresa alega ter 3,6 milhões de clientes, e que cada cliente traia seu respectivo cônjuge, isso significa que tal empresa é responsável por colocar mais de 7 milhões de cornos no mercado.

- Nos EUA uma mulher deu a luz gêmeos. O inusitado é que cada filho é de um pai diferente, conforme provou o exame de DNA . Mas como diz o adágio popular, pai é quem cria.

- E já que é febre, um picaret..artista plástico criou o “kit infidelidade” com 9 peças para a mulher deixar evidências de uma provável traição, como chupões no pescoço, marca de batom, arranhões e fios de cabelo, tudo para despertar a volúpia de corno no infeliz.  Só faltou o chifre propriamente dito, que deve estar na cabeça do criador disso…

Diante de tanta evidência, o negócio é se precaver, pois não existe vacina e muito menos cura para esse mal. Ou alguém já viu algum ex-corno?

Notinhas de rodapé para passar rasteira em chifrudo:

(1)Corruptela de galha, galhada, chifre, coisa de sua cabeça

(2)  Termo com o qual se designa em algumas regiões do Nordeste o safado que passa a rôla na mulher alheia; Ricardão

Bettie Page

(originalmente publicado em maio de 2005)

A Rainha das Pin-Ups em Carne e Osso

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Em Busca da Batida (de limão) Perfeita

Já falei sobre o zen e a arte de preparar caipirinhas em outro papo um dia desses, e frisei que um aspecto importante da receita seria a cachaça, e rechacei de imediato algumas marcas tradicionais. Nada de criar polêmica, mas cachaça industrializada dificilmente superará em qualidade e paladar uma boa cachaça artesanal, seja para se fazer caipirinha ou para tomar pura, mesmo. E algumas industrializadas fazem questão de não serem um primor de produto. E só são boas idéias na cabeça de algum publicitário que nunca teve que vomitar as entranhas no dia seguinte por overdose de água de Pirassununga.

Tomou cachaça industrializada...

Tomou cachaça industrializada...

Cachaça já foi sinônimo de bebida ruim e de péssima qualidade, já que o público para o qual era voltado normalmente era de baixíssima renda e que queria encher a cara com o menor custo possível sem se preocupar com frescuras, como qualidade do produto, bafo de onça ou nível de ressaca próximo à morte, por exemplo. Mas os produtores de cachaça resolveram investir na melhora do produto, tanto na qualidade quanto na imagem junto ao público, e hoje a bebida já goza de excelentes marcas e de um marketing bem favorável, a ponto de preocupar os produtores de run, principal concorrente da cachaça no mercado internacional. Hoje a cachaça mineira é bem famosa, mas cobra o preço dessa fama.

Na minha terrinha, pela última vez que conversei com meu consultor para

...e teve uma ressaca de matar!

...e teve uma ressaca de matar!

assuntos cachacísticos, a quantidade de marcas da branquinha no comércio girava em torno de 300. Sim, trezentinhas. Todavia, com registro (aquelas com lacre do Ministério da Fazenda na tampa) só deveria ter umas 50. E como os mineiros, os produtores paraibanos vem investindo bastante emqualidade e divulgação de seu produto, com ótimas marcas no mercado, como a Serra Preta, Serra Limpa, Rainha e Cigana.

Mas cachaça boa mesmo é aquela que a gente apanha direto do alambique. Lembro das vezes em que, quando viajava profissionalmente pelo interior do Estado, acabava me embrenhando no meio do mato em busca dessas fontes artesanais de água que passarinho (nem o do twitter) bebe. De certa forma parecia uma aventura quase clandestina descobrir essas paragens, onde dava para se conseguir um bom produto por um preço mais que honesto, com direito a degustação preliminar em canequinho (de madeira ou de lasca de côco seco) e uma boa conversa com o dono do pequeno alambique. E nessas é que descobri que a tão endeusada “cana de cabeça”, na realidade é a primeira leva da destilação do produto, que contém impurezas e possui péssima qualidade. A boa cachaça deve ser o “corpo”da produção, que deve descartar a “cabeça”e o “rabo”. Boa cachaça é saborosa e tem aroma agradável, não queimando na garganta e nem provocando rebordosa homérica. E melhor ainda se envelhecida em barris de boa madeira. Envelhecida dois anos então, é melhor do que uísque.

Essa sim é da boa!

Essa sim é da boa!

Lembro que ao iniciar na profissão de técnico, costumava atender um engenho nos arredores de Santa Rita, a poucos quilômetros de João Pessoa, para com sertar uma pequena central PABX. Logo na primeira visita saí de lá com duas garrafas de cachaça presenteadas pelo pessoal de lá. Não é das minhas marcas preferidas, mas a este preço… Fora que naqueles tempos eu só não bebia acetona pra não tirar o esmalte dos dentes. E obviamente, depois que meus colegas e chefia descobriram isso, nunca faltou “voluntário” para me dar carona a estes atendimentos técnicos. E nos posteriores empregos nos quais precisava viajar, oportunamente aparecia uma boa alma pra compartilhar do “segredo” de onde comprar uma branquinha, principalmente nas cidades do Brejo paraibano. E atendimentos em lugares como Sapé, Guarabira, Areia, Bananeiras e Solânea tinham o “plus a mais” dessas visitas etílicas, onde parte da diária de convertia em alguns litros de cachaça “para uso medicinal”.

Pode tomar que garanto que essa é da boa!

Pode tomar que garanto que essa é da boa!

Com o tempo deixei a vida de turista acidental, mas sempre que possível dava pra encomendar a um colega samaritano em viagem a estes locais privilegiados. E na falta desses, sempre dava uma escapulida à Cachaçaria Philipéia, onde o proprietário, cujo nome infelizmente esqueci por pura amnésia alcoolica, acho que é Roberto, além de fornecer cachaça trazida diretamente de algum desses alambiques, compartilhava seu vasto conhecimento sobre o assunto, em um ambiente bem freqüentado e de aparência deliberadamente rústica. Acompanhado de um caldo de peixe ou mocotó, ou ainda de algumas frutinhas.

Cachaçaria Philipéia, o templo da perdição etílica (Foto de Sarah Falcão, clique na imagem para ir a seu álbum)

Cachaçaria Philipéia, o templo da perdição etílica (Foto de Sarah Falcão, clique na imagem para ir a seu álbum)

Como no momento estou aqui no interior de São Paulo, preciso descobrir quais as boas cachaças que tenho a mão. Observei que pela proximidade com Minas Gerais, há algumas marcas mineiras disponíveis nas prateleiras. Preciso começar a descobrir alguma boa substituta para minhas brejeiras paraibanas, e a um preço honesto. Porque ainda não estou mijando ouro em pó para pagar quase trezentas pilas numa garrafa de Anísio Santiago. Há outras marcas mais conhecidas disponíveis as quais já tive oportunidade de bebericar, como a carioca Nêga Fulo e a paulista Sagatiba, as quais não são ruins, mas tem um sabor bem diferente das cachaças as quais apreciava lá pras bandas da Paraíba. Mas claro que já estou cavando alguma amizade que conheça essas paragens e algum bom alambique. Mas isso parece quase tão difícil quanto conseguir um fornecedor de drogas ilícitas.

No momento estou iniciando essa epopéia provando umas doses de uma garrafa a mim presenteada por um colega de trabalho chamada “Villa Velha” (a cachaça, não o colega). Com certeza á melhor que 51, 21 ou qualquer coisa oriunda de Pirassununga com número e não nome no rótulo. Mas perseguirei minha busca, nem que morra (de cirrose) tentando. E quem estiver aí em João Pessoa, dê uma passadinha na Cachaçaria Philipéia e tome uma por mim

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  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
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