Elos Achados e Perdidos

Notícias científicas são outro entre vários dos meus interesses. E esta semana foi revelado que um fóssil encontrado há vários anos pode ser o exemplar do tão procurado Elo Perdido. E elo perdido é mais do que o título de uma série dos anos 70 muito da mal feita, que na versão exibida no SBT provavelmente deveria ter a dublagem com pior sincronia da história da TV. Pior até que a do Chaves e Chapolin, por mais inverossímil que isso seja. Tampouco é o termo técnico para explicar porque a porcaria da minha Internet 3G cai a toda hora. Elo Perdido seria o mamífero a partir do qual surgiram duas linhas evolutivas, sendo uma delas a dos macacos e a outra a nossa. E esse fóssil pode ser o ancestral comum entre a raça humana e os demais primatas, o teragigamegatretatataravô meu e teu, como também daqueles macacos do zoológico que enviam sementes no bóga antes de comê-las. Isso, obviamente, se você acredita na Teoria da Evolução e não acha que os dinossauros foram extintos por serem grandes demais pra entrarem na Arca de Noé.
Só que na busca por desvendar os mistérios da evolução humana, os mal pagos cientistas perdem muito tempo mexendo em fósseis enterrados em locais do mundo que sequer aparecem no Guia Quatro Rodas. Se prestassem bastante atenção achariam algumas variedades do gênero Homo ainda não extintas, que evoluiram (ou não) em paralelo e que convivem com os Homo sapiens numa boa, ao menos na maior parte do tempo.
Por exemplo, temos o Australopitecus dipsomanus. Esse parente distante do Homo sapiens pouco difere de seu parente mais metido a inteligente, sendo fisicamente mais barrigudos e barbudos, ao menos em dias de ressaca. Seu principal traço é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A teoria é que esse ramo evolutivo surgiu após um primata distraído comer umas frutas fermentadas acidentalmente. Depois do primeiro porre e ressaca da pré-história, ele reuniu outros colegas da caverna e passaram a comer essas frutas em grupo enquanto assistiam às partidas de futebol entre os Cro-Magnon e os Neanthertal, soltando grunhidos para as mulheres transeuntes. Mesmo após séculos, tais rituais são mantidos praticamente intactos, se debruçando diante da TV ao assistir qualquer jogo de futebol da terceira divisão do Estadual e aperreando a patroa por cerveja. Ou se reunindo em algum boteco para lançar cantadas a vítimas indefesas, cantadas estas usadas desde o período Pleistoceno. Alguns desses quando conseguem manter o consumo da “mardita” a níveis compatíveis com os primatas, até consegue evoluir para um Homo erectus, mas se exagerar na manguaça, não levanta nem falso testemunho.
Temos também os homens de Nerd-e-tal, que poderiam vir a ser um passo adiante na escala evolutiva, superior até ao Homo sapiens por desenvolver seu intelecto acima da média, se comparados aos dipsomanus, por exemplo. A seus antepassados diretos é creditado o invento da roda 2.0, que corrigiu diversos bugs da versão anterior, e seus desenhos rupestres, ao invés de retratar atividades cotidianas como caça, mostravam aventuras de super-heróis e vilões, ou dos personagens Brucutu, Piteco e Capitão Caverna, sendo precursores dos quadrinhos e mangás atuais. Devido a seu interesse em determinados aspectos do conhecimento e da cultura humanas, se destacam da multidão, e apesar de normalmente ser isolado e solitário, costuma esporadicamente se reunir em grupos, nem que seja pra assistir o novo filme do Star Trek (ou Star Wars, que seja). Mas tal espécie chegar aos nossos dias é um mistério que desafia a Teoria da Evolução, pois os Nerd-e-tal possuem uma notória e terrível dificuldade em se acasalar com as fêmeas e garantir sua perpetuação.
Já o Homo inabilis é um desafio à Teoria da Evolução, já que não sabe fazer porra nenhuma direito, mas ainda conseguiu sobreviver. Provavelmente servindo de encosto a algum cunhado bem mais “habilis”. Costuma sobreviver de bicos e não é capaz de encontrar as próprias cuecas em casa, dependendo de terceiros para desempenhar tais funções básicas. E se resolver se juntar a uma Cro-Mignon, até sobrevive para perpetuar a espécie, mas deve apanhar e levar nome de inútil e imprestável pro resto da vida.
E pra não dizer que não falei das flores, vamos falar também das mulheres. Outro exemplo de potencial elo perdido é a mulher de Crom-Mignon que, como o nome sugere, tem pequeno tamanho. Raramente passa do 1,60 metros. E uma característica típica desse ramo evolucionário é que seu humor é inversamente proporcional a altura. Ou seja, quando mais baixinha, mais enfezada é. Fora esse detalhe, é tão complicada quanto qualquer fêmea da espécie humana. E o que mais lhe irrita, mais do que ter que levar cerveja pro Australopitecus dipsomanus durante o futebol na TV, encontrar marca de batom na cueca ou perfume barato na camisa, é ser chamada de baixinha, apesar de sua evidente desvantagem vertical. E tome resposta do tipo “baixinho é teu salário”, “é a puta que pariu!”, “conheço coisa bem menor”, e etc. E se ela estiver em plena TPM, aí é que vira a Mulher do Cramunhão.
Diante de tão vasto material, bem que os cientistas poderiam esquecer os fósseis. A não ser que eles prefiram entrevistar o Oscar Nyemeier. Mas isso poderia vir a ser um problema dos grandes para a Teoria da Evolução, até porque em alguns casos a dúvida é saber onde diacho está a evolução. Fora que nunca se preocuparam em pedir a opinião dos macacos sobre essse suposto parentesco…

facebook comments:





Poxa Bixo! Tu entende pra caramba de Teoria da Evolução das Espécies. Já pensou em escrever um livro; diante do teu monólogo, chego a duvidar ferrenhamente daquele velho barbudo como chama mesmo… Ah! Charles Darwin!
Um abraço!
Rapaz, escreverei um livro só se for pra ser vendido em garrafas ou em caixas de ceveja. Abraços e volte sempre!