Contra o Frio, Use a Cabeça (de Galo)

No último fim-de-semana deixei a Blodega no piloto automático enquanto apreciava os prazeres etílicos de uma boa companhia. E nesse meio tempo achei que tivesse exagerado na birita ao ouvir que o governo americano se tornou o maior acionista da GM. Ou seja, um dos baluartes do capitalismo e, porque não dizer, do liberalismo econômico se tornara estatal. Se eu tivesse dito isso alguém poderia me chamar de mentiroso safado. E aproveitando a ressaca para conversar com alguns economistas de botequim, concluímos que os tubarões preferiram seguir a velha escola de economia do cada-um-por-si e se fuderam em vermelho, azul e branco. Um dos motivos seria ter optado por usar mão-de-obra barata em países do terceiro mundo para aumentar o lucro, ao mesmo tempo que lascava os empregados americanos, que por sua vez seria uma parcela do publico potencial para consumir os seus produtos. Eles deveriam ter preferido seguir John Nash a Adam Smith e Max Weber. Mas agora ‘e tarde, e se quiserem ver algo interessante sobre isso, o pessoal do Nerd Somos Nozes publicou um texto muito interessante do Michael Moore, que já havia tratado sobre a indústria automobilística no seu documentário “Roger and Me”, de 1989.
Mas não estamos aqui pra dar receita alguma para mega corporações escaparem dessa fria, e sim uma receita para nos livrarmos um pouco desse frio que chegou as partes baixas do Brasil no começo da semana. Para alguém acostumado com mínimas de 22 graus, chegar perto do zero é algo estranho. E como esse negócio de fondue e chocolate quente é meio estranho a esse paladar, preferi improvisar algo mais palatável ao gosto nordestino. Por isso, para encarar essa frente fria de frente, nada melhor que uma cabeça de galo, que apesar do nome, de galináceo só vai os ovos. E não é nada disso que pensas, se trata apenas de um ensopado bastante saboroso. Iria postar aqui a receita, como fiz com a caipirinha. Mas encontrei na Internet uma idêntica a receita que costumo preparar. Por isso, veja a receita completa aqui. E, obviamente, para acompanhar, uma cachacinha. Além de dar aquele suadouro também pode levantar o moral do elemento.
Mas se preferir uma cerva, aproveito para indicar uma marca diferente que andei provando estes dias, uma artesanal mineira da marca Backer. Ela é produzida em quatro versões, e ganhei um exemplar de cada para experimentar, graças a uma alma caridoras. A Backer Trigo tem cor é de cerveja pilsen, porém um pouco mais escura, encorpada, e opaca. Tem um sabor levemente adocicado e agradável, lembrando um pouco mel. A Pilsen lembra o gosto das tradicionais, com um sabor mais apurado. A Brown é escura e tem um agradável aroma de chocolate, porém ao contrário do que poderia se esperar, não é adocicada, aliás, é até um tanto amarga. Mas a minha preferida foi a Pale Ale, de sabor forte e delicioso, coloração próxima a ferrugem. Para dias mais frios, achei a mais adequada. Mas não é o tipo de cerveja que se beba em hectolitros, é mais o tipo para se apreciar o sabor. Até porque estas cervejas não são exatamente baratas, se comparadas às marcas tradicionais e populares.
Fora isso, o jeito seria agüentar o frio. Mas diante desse frio do cacete, não recomendo…

