The Sims 3 Vende que só Cerveja no Carnaval!

Como todo bom Nerd de plantão já deve saber, a nova versão do game de simulação de vida The Sims já foi lançada. O que mais se encontra são torrents pela net para baixar o game, em sua terceira e melhor versão. A Eletronics Arts, desenvolvedora do joguinho está de papo pro ar, comemorando as vendas que já passam de 1,5 milhão de cópias. Uma bagatela no mundo dos jogos eletrônicos. Como essa indústria está dando mais dinheiro que a do cinema, é do ponto de vista economico, um fato importante. Por que a GM não faz um simulador de carros de passeio e vende? Tem gente que não gosta de dirigir de verdade mas adoraria dirigir no computador em uma espécie de Fligth Simulator para carros.

Aproveitando o ensejo e utilizando a velha fórmula de copiar e colar textos antigos do finado Busilis, segue um texto que escrevi em 2005, tratando sobre esse assunto, simulação de vida. E sexo seguro mesmo, só na tela do the sims!

Simulação de Vida

O mundo cada vez mais virtual e tecnológico me faz pensar de uma maneira virtual e digital. Após instalar um simulador de vidas aqui no meu micro pude constatar que dá pra se viver muito bem diante da tela de um computador, só saindo para necessidades básicas. Um cientista já fez essa experiência, onde ele mesmo era a cobaia. E, de certo ponto de vista, ela foi bem sucedida, apesar da esposa tê-lo deixado.

Essa experiência é fascinante e agora transcrevo aqui para que vocês possam ter uma idéia o que o cientista, que manteve seu nome em segredo para não atrapalhar nas pesquisas, passou durante o feito, que certamente merecia um Nobel.

“No primeiro dia fui na loja de jogos e escolhi o simulador. Para evitar brigas desnecessárias com fabricantes e desenvolvedores, não vou expor nem o nome do jogo, nem muito menos a loja onde os adquiri, pois como cientista não tenho grana para comprar softwares originais, e comprei o pirata mesmo.

Após a demorada instalação de todos os cds que compunham o kit, finalmente pude começar a experiência de fato. Logo de cara tinha que criar minha família. Um nome para ela, quantas pessoas, se haveriam crianças e tudo mais. Pensei logo na minha própria família, real. Mas eu estava ali pra me livrar virtualmente deles, portanto tinha que fazer o mais diferente possível e mais longe do real. Escolhi uma família onde só havia eu mesmo. Com um nome bonito, diferente do da minha família de verdade que é Silva. Criei a família Rosemberg. O nome veio na hora de supetão, achava bonito, era nome de general, ou algo parecido. Escolhi um personagem meio loiro, alto, forte e jovem. Afinal ele tinha que ser jovem, coisa que eu havia sido há muito tempo. Loiro, alto e forte eu nunca fui, portanto fiquei bem distante do real. Depois do físico do cara era hora de por um nome para ele e uma biografia. O nome foi fácil, pensei em um nome forte, de herói, e como havia assistido a um bom filme de ação com um herói bem fortão coloquei o nome do meu eu virtual de Máximus. Pois é, Máximus Rosemberg. Achei meio estranho a principio, mas depois gostei. É um nome que impõe uma certa virilidade, força. Atrai as mulheres, pelo menos assim eu penso. E, pra ser sincero nunca gostei do meu nome verdadeiro, João Raimundo da Silva, cientista e biólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bom, mas voltemos a experiência. Até esqueci de falar de que se trata. Na verdade eu queria ver quanto tempo uma pessoa normal podia ficar no computador, vivendo todas as emoções e frustrações que temos na vida real, virtualmente.

Então passei para a segunda fase. Criada a minha família virtual, onde eu sozinho iria atrás de uma esposa e tudo mais, para ver se ainda era competente nesse aspecto, escolhi uma vizinhança que fosse cheia de gatinhas. Quanto mais amigas e amigos também, melhor para meu nível de relacionamento. Fui para a Cidade dos Gafanhotos, ou Gafanhoto City se fica mais bonito. Lá logo pensei que haveriam muitas mulheres “pulando” no meu quintal. Me enganei um pouco. Na verdade a cidade tinha esse nome por que seus moradores em sua maioria tinham a pele meio verde. Pois é, pareciam ET´s. Bom, depois do susto de ver pessoas verdes por todos os lados, decidi comprar uma casa em um lugar aparentemente tranqüilo do bairro. Só aparentemente, pois nunca vi tanta gente indo me visitar e fazer bagunça na minha casa. Era muito difícil controlar todos aqueles verdinhos, que iam na minha geladeira recém-comprada e me levavam a falência. Puxa vida, era sofrimento. Quando colocava todos pra ir embora já se passava das 3 ou 4 horas da manhã. Aí pra dormir e acordar as 7 para ir trabalhar era difícil. Minha barras ficavam todas vermelhas, inclusive a do banheiro, que me constrangiam em pleno público quando não dava tempo.

Depois de algumas semanas no simulador, comendo pizza sobre o teclado e apenas saindo para tomar banho e ir ao banheiro, minha esposa, a real, não agüentou. Disse que ia para a casa dela, onde pelo menos lá alguém lhe daria atenção. Pois é, no mundo cientifico existe dessas coisas. Pelo menos minha mulher virtual era mais bonita. Uma loira linda, mas de pele verde. Como não vejo muito problema com questões de cor de pele parti pra cima. Pedi ela em casamento e nada dela aceitar. Afinal, as esposas virtuais são um pouco mais sinceras que as reais, para aceitar eu tinha que primeiro oferecer um jantar romântico e caro, depois uma jóia bonita e cara e ainda alguns outros mimos que ela exigia. Depois de toda essa maratona e que a carteira ficou vazia ela resolveu aceitar. Pronto, conseguir casar no meu mundo virtual. Era um feito, tirei bastante fotos, para o álbum da família virtual. Decidimos que ela iria morar na minha casa. Logo no primeiro dia a primeira frustração. Ela reclamou da posição dos móveis, das paredes, das portas, enfim reclamou de tudo. Tive que fazer uma pequena reforma. E foi embora mais algumas quantidades extras de dinheiro.

Tirando esses primeiros conflitos, no mais o casamento ia seguindo normalmente. Até que ela decidiu ter filhos. Aí foi demais. Filhos virtuais são muito menos toleráveis do que os reais, mas pelo menos tem uma vantagem, você pode prendê-los sem aquela sensação de culpa e sem ir em cana por isso. Pois é, o meu filho virtual havia puxado a mãe. Era verde, gordinho e muito, mas muito ruim mesmo. Quebrava tudo, e tome mais dinheiro para consertar. Chorava compulsivamente pedindo presentes, enfim era um demônio. Corri para o telefone virtual em busca de ajuda. Mas na lista telefônica não havia nenhum psicólogo infantil, nem muito menos uma FEBEM virtual. Que lástima.

Nisso, o tempo real, já haviam passado mais de duas semanas. Durante esse tempo eu virtualmente já havia conseguido emprego, reformado minha casa, casado e tido filho. Ou seja, o tempo passa bem mais rápido no virtual do que no real, essa foi a minha primeira constatação. Por esse fato o meu jovem e loiro personagem já estava ficando velho. Pois é, o simulador é tão real que nos faz ficar velho. Minha esposa virtual devia ser alguns anos mais jovem que eu, pois ela ainda continuava do jeito que veio. Meus cabelos já estavam caindo e uma promissora careca já estava a caminho. Nisso não pude me diferenciar do eu real. Mesmo sendo cientista nunca pude encontrar a cura para minha própria calvície. Daí pra diante perdeu a graça. Todos os dias era a mesma coisa, a mulher virtual acordava primeiro, fazia questão de me acordar e com aqueles gritos estridentes reclamava qualquer coisa. Eu tinha que ir fazer o café, e ainda trocar a roupa do pirralho para ele ir para a escola. Quando saia pra trabalhar um jovem jardineiro cuidava do meu jardim. Fora contratado por minha esposa virtual. Pois é, agora eu era além de tudo, um corno virtual. Eles faziam tudo o que queriam na minha cama ultra-moderna com sistema de vibração.

Uma vez ao chegar em casa peguei os dois no flagra. A mulher virtual me colocou pra fora. Disse que a casa era dela, jogou minhas roupas pela janela do primeiro andar que eu havia construído. E o jardineiro, rindo, me acenou. Ela ainda, aproveitando minha desgraça me jogou outra bolsa, dessa vez a do menino-capeta e me mandou levá-lo. Pronto estava nas ruínas de minha vida virtual. Sem dinheiro, esposa e ainda com uma verdadeira mala a tira-colo. Não faltava mais nada me acontecer. Gritei com o menino que não parava de chorar e fui preso pela assistente social. Pelo menos me livrei dele. Fui ao fundo do poço virtualmente. Era inacreditável, logo eu que comecei o jogo tão bem. Pena que não sabia os códigos para roubar dinheiro, chamados de cheats. Fiquei no limbo, depois fui liberado. Descontente com a vida e como não havia nenhum comando “suicídio” sai do jogo, apaguei todas as suas pastas e joguei o micro pela janela.

Voltei enfim para o mundo real, depois de quase um mês enfurnado dentro de um quarto. Dava um excelente Reality Show. Pena que nesse eu não tive prêmio nenhum. Quer dizer tive, pois quando fui pegar minha esposa na casa da mãe dela, fui comunicado que ela havia partido com o vendedor de carros da cidade, e o recado que deixou pra mim era para não mais procurá-la. Pelo menos não perdi para um jardineiro novamente. Mas é assim, nem sempre o mundo virtual é tão distante do real, por isso fiquei careca, desempregado e sem esposa nos dois mundos. E sem dinheiro, claro.”

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  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
  • suzilene: caraca o coelhinho é´loco e tarado e lindinho*-* fiado e´bom de mais. 100% play boy

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