Atrasadinhas do Sábado:”Comigo é na Manteiga!”

Brando, Schneider e Mante(i)ga discutindo a crise
Guido Mantega acredita que o pior já passou
Sempre que escuto o chavão “o pior já passou”, imediatamente associo-o ao conceito de um economista anônimo que já me presenteara com outras pérolas do gênero. Para ele, o pior já passou “quando as bolas batem na bunda”. O que dá a entender que, naquele misterioso dialeto do economês, se alguém fala que “o pior já passou” num contexto macroeconômico, é melhor se prevenir e providenciar o lubrificante íntimo, já que a entubada certamente será “macro”.
E ouvir essa frase de um ministro chamado Guido Mantega gera outra associação de idéias escrotas, como imaginar aquela cena famosa do filme “O Último Tango em Paris”, envolvendo Marlon Brando, Maria Scheider e um tablete de manteiga como uma alegoria da atual situação econômica. De acordo com o conceito de meu amigo economista, o pior passou para Maria Schenider , com Mante(i)ga e tudo, mas ela não parece estar gostando nem um pouco, apesar disso.
Mas Mantega é brasileiro e não desiste nunca. Ele também disse que a economia brasileira será a quinta do mundo. Em 2050. Aí me lembro de outra frase de economistas: “A longo prazo estaremos todos mortos”, o que torna pouco alentador a declaração amanteigada, variante daquela de que o Brasil é o país do futuro. E, a depender do cenário internacional e da política externa de certos países, estaremos todos mortos, mesmo, e em não tão longo prazo.
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