Archive for agosto 2009
Fim-de-semana perdido se despedindo em Las Vegas dos dias de vinho e rosas
Antes que os politicamente corretos acusem essa blodega de apologia ao alcoolismo, ofereço um brinde e um “fodam-se” grátis, já que o politicamente correto é uma das invenções mais escrotas depois do karaokê. Mas tirando as pilhérias, concordo que o alcoolismo é um problema sério e que deve ser abordado de forma responsável, mesmo que os potenciais e verdadeiros alcoólatras raramente admitirem o serem e ouvirem a respeito, o que torna o tema mais intragável do que cachaça barata. Mas se me pedirem para convencer alguém a parar de beber, eu acabarei chamando o elemento para um boteco, tentarei demovê-lo e acabaremos mais melados do que espinhaço de pão doce. Por isso, passo a palavra a Hollywood, que entende tanto de bebida quanto de fazer filmes. Bem, esqueçam esse último item. De toda forma, de vez em quando acertam, e seguem três filmes cujos DVD´s deveriam ser vendidos engarrafados.
Rapidinhas de sexta à noite: Uma Noite em Brasília

O trenzinho da alegria
José Sarney sofre inúmeras acusações, senadores chutam o pau do barraco Congresso, Renan e Tasso trocam desaforos, Lula, Sarney e Collor se tornam aliados políticos, Sarney é absolvido no conselho de ética, Mercadante diz que sai mas não sai, Suplicy Dá Cartão Vermelho à Sarney
Definitivamente tanto nonsense significa que os irmãos Marx invadiram Brasília. Parece a única explicação plausível. E devido ao bigode de Groucho, não duvido de algum possível parentesco distante com a quadrilha o clã Sarney. E com o histórico recente de presepadas praticadas pelos partidos de esquerda que estão no poder, o marxismo praticado por eles está mais para Groucho Marx do que para Karl Marx.
Tentaram, mas não conseguiram cortar a cabeça do Presidente do Senado. O bigode é forte!

Um novo modelito de bigode para Mercadante
E agora com licença que minha conversa é com o Sr. Bacardi. O último a sair baixe a porta da Blodega!
Uma Breve História dos Catecismos

Sacanagem é um negócio deveras lucrativo e quase sempre com retorno garantido, em qualquer mídia. E em quadrinhos não seria diferente. Hoje em dia há uma infinidade de opções de álbuns com temáticas eróticas ou até pornográficas. Como europeu já levava a sério quadrinhos há muitas décadas, até a sacanagem ganha status de arte. O melhor exemplo são os álbuns desenhados por Milo Manara, com suas belas e sensuais personagens magras, de bundinha arrebitada, olhares lânguidos e narizes minimalistas, com muito amor pra dar. E outra beldade é Drunna, cujo rabo sensacional desenhado pelo italiano Paolo Eleuteri Serpieri são um espetáculo da nona arte safada, o estado-da-arte na putaria.
Porém, vendo esses álbuns de luxo vendidos livremente em livrarias e bancas especializadas a um preço nem sempre tão acessível à maioria da população que (sobre)vive de salário mínimo, lembrei dos bons tempos no qual quadrinhos “de sexo explícito” não tinha o status de arte respeitável, ao menos aqui no Brasil, e ser pego com um exemplar desses seria equivalente a ser apanhado por sua vizinha sexagenária e fofoqueira saindo de um cinema pornô no centro de São Paulo.E se fosse de menor, aí é que o bicho pegava. Mas independente disso, a juventude de muito marmanjo foi devidamente acalentada por quadrinhos pornográficos, a maioria considerada de gosto duvidoso e malvista por pais e defensores da moral. Entre fotonovelas pornográficas e revistas masculinas estilo “Playboy”, haviam os quadrinhos, alguns conhecidos por “catecismo”, geralmente com desenhos em preto e branco. E é desses quadrinhos, em especial, que me peguei lembrando há poucos dias. Não se aprendia a rezar com esses catecismos, e sim a ver e fazer coisas que até o capeta duvidaria.
Comentários a Respeito de Belchior

“Não, eu nunca me encontrei com o senhor Belchior, tampouco sei como o bigode dele veio parar aqui. Aliás, esse bigode deve ser da Roseana”
Nesses últimos dias tem se falado a respeito do sumiço do cantor Belchior, cuja família informou não ter notícias há cerca de dois anos. Os maldosos dizem que ele sumiu, na verdade, há décadas, pois nunca mais se havia ouvido falar dele. De fato, a última vez que vi um CD inédito do bigodudo foi lá pelos idos de 2000. Infelizmente, já que aprecio deveras sua obra.
Mas o assunto tem até blog. Já que se é para criar piadinhas infames com suas músicas teorias conspiratórias, vamos inventar a nossa: Belchior, como bom rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, percebeu que aqui no Brasil está difícil ganhar dinheiro com música boa. Mais angustiado que um goleiro na hora do gol, aí procurou um analista amigo seu que disse que desse jeito não poderia viver satisfeito, faça uma caridade a mim por favor me coma, e como ele se recusava a gravar Funk Carioca ou fazer dueto com a Vanessa Camargo, resolveu mandar o mercado fonográfico brasileiro contar o vil metal na puta que pariu no coração do Brasil e mudou de país, identidade e profissão, apesar do medo de avião. Hoje Belchior está a tempo, muito tempo, longe de casa, pois vive na Itália, atende pelo nome artístico de Paolo Eleuteri Serpieri e desenha quadrinhos, sendo mais conhecido por criar a mais gostosa das personagens em quadrinhos, o maior rabo ícone dos comics eróticos: Drunna. Se no Corcovado quem abre os braços é ele, nos quadrinhos quem abre as pernas é ela.Olhem as imagens e tirem suas conclusões.

E caso não concordem ou não apreciem bigodes, para não perder a viagem apreciem o traseiro traço da Drunna.

Mas ao invés de nos tecermos em teorias malucas, acho que a explicação mais plausível é que monstro sagrado da MPB (set mode Faustão=off) simplesmente raspou o bigode e ninguém mais o reconhece. Iria mais longe e compartilho a teoria de um velho colega de bar e muito fã de Belchior que defendia a tese de que ele usava bigode postiço. Inclusive ele teria guardado a sete chaves um desses bigodes, conseguido ao subir no palco de um show do Belchior e ter inesperadamente tascado um beijo no seu ídolo, inadvertidamente levando o bigode postiço colado ao seu. Como ele nunca mostrou essa rara peça de memorabília. nunca levamos a sério essa viadagem história. Ele acreditar na teoria da Terra Oca também não ajudava muito na sua credibilidade…
Ora direi, leitores, que ouvi estrelas, enão tenho mais o que fazer perdi o senso e vos direi no entanto: enquanto houver piada pronta e algum modo de dizer gracinha perco o amigo mas não perco a pilhéria. E oras, escroto não sou eu. Leiam essa notícia e atentem para o quadro “notícias relacionadas” que tem um link para a notícia “Réplicas de Dinossauros em Exposição no Museu Nacional”. Isso sim é puta sacanagem.
Claro que não funciona

Se existe alguma divindade pagã dedicada às causas tecnológicas, eu ando em débito com essa deidade, e preciso lhe dedicar algumas libações. Só que pelo que ando penando, preciso derramar uma piscina olímpica de vodca “para o santo” quando for tomar a próxima lapada. Praticamente um mês sem computador já seria castigo suficiente. Mas desde que me mudei porque não consigo achar uma solução decente de conectividade com a Internet. Por incrível que pareça, lá na Paraíba, tido como “atrasada”, eu teria diversas opções de conectividade, desde a telefonia fixa local e sua solução ADSL, TV a cabo e telefonia móvel 3G, bom como também serviços informais de compartilhamento de rede a rádio. Mas aqui em São Paulo, mais especificamente em São José dos Campos, supostamente mais avançado nesses quesitos, estou a ver navios. Galés, pois navios são muito modernos.
No momento minha única opção é uma Internet 3G, a qual tem horas que me faz sentir falta da boa e velha Internet discada a 56 KBps de tão instável que é. Eu poderia dizer que é serviço de corno, mas seria injusto, pois ela ERA de corno há alguns meses, e para voltar a ser opção de corno precisa melhorar bastante. No início o problema era que, em alguns horários, só conectava pela lenta rede EDGE, ou simplesmente o sinal caía e logo em seguida se conectava novamente. Agora piorou de vez, pois não mais reconhece rede EDGE ou cai a conexão, porém na maior parte do tempo simplesmente não há tráfego de dados, o que inviabiliza uma navegação decente. Ao menos a minha conexão discada velha de guerra era lenta, porém estável. E a desculpa de sempre é, claro, que na área na qual estou o sinal está fraco e que até outubro (ou oitembro, como diria Tio Xiko) uma nova antena deve ser instalada nessa área. Isso vindo da operadora que alardeia ter a melhor cobertura em 3G. Mas claro que posso usar o modem em qualquer outro lugar que deve funcionar melhor. Como eu o uso praticamente só em casa, mesmo, claro que deu vontade de perguntar ao call center se na puta que o pariu o sinal é decente e estável. Menos mal é que não tenho contrato com essa porra, pois é de um amigo que me cedeu por ter justamente conseguido coisa melhor e precisar ficar com essa estrovenga por um ano devido ao contrato. E claro que devido a isso eu não faço um plano em meu nome nessa operadora, a qual é claro que vocês já devem ter percebido qual é. E pelo que ouvi falar, as outras opções 3G são piores.
Outra opção seria Internet a cabo. Mas no bairro no qual vim morar, dei preferência por casa, e não apartamento. E justamente nessa parte não há cobertura da rede de cabos da operadora local para residências. O foda é que aqui não é um bairro nobre, mas está longe de ser uma comunidade construída em terreno invadido. Ao contrário, acho um ótimo bairro. Só alguns moradores recém-chegados que tem um azar da porra, mesmo.
Se brincar, na comunidade do Pinheirinho certamente deve ter Internet a cabo e o sinal 3G de qualquer operadora deve funcionar as mil maravilhas, além de algum serviço clandestino mais eficiente que os reconhecidos pela ANATEL.
E pra terminar de lascar tudo, a outra opção seria adquirir uma solução ADSL local, que no caso seria o Speedy, da Telefônica. Mas o negócio está tão feio que até o governo percebeu e proibiu que a Telefônica comercializasse o produto até tomar vergonha na cara e investir em equipamentos que prestem. Estava previsto para esta semana se a venda seria liberada, mas a decisão foi adiada mais uma vez , e obviamente a Telefônica está tendo um baita de um prejuízo, além de penar da lentidão e burocracia de órgãos oficiais como qualquer cidadão pagador de impostos. Acho é pouco, exceto pelos pobres técnicos que estão com o emprego na pica do saci porque algum executivo filho de uma ronca e fuça achou que economizar em investimentos na área técnica era uma grande decisão gerencial. E, sinceramente, há sérias dúvidas em contratar um serviço nessas condições, mesmo que o governo decida liberar novamente as vendas. Putcha que los pariu. Meu nome está na boca do sapo!
(o plantão da Blodega informa: este post foi interrompido porque a $%&¨¨# da conexão continua pior do que o que o gato enterra. Pedimos aos clientes nossas sinceras desculpas, e à operadora nossos sinceros votos de lasquem-se)
Senhor Monk e a Gripe Suína

Nestes últimos dias ao perambular pelas ruas me vejo cercado de emulações toscas do personagem Adrian Monk, já que a grande massa está paranóica com a tal gripe suína, ou gripe A H1N1. Para quem não conhece o personagem, ele é um ex-policial com uma incrível capacidade de dedução, mas também com uma série de distúrbios psicológicos ligados a transtorno obsessivo compulsivo. E entre suas paranóias está o medo de germes, o que o faz sempre carregar lencinhos de papel e a evitar maiores contatos com pessoas e objetos suspeitos. Essas neuras são a principal fonte das situações cômicas vividas pelo personagem, com as quais seus colegas e amigos precisam conviver e aturar.
Ao que parece, realmente há uma selva lá fora, como diz a música-tema do seriado. Mas além do contágio patológico propriamente dito, o maior contágio é o psicológico, que espalha de idéias errôneas e exageradas sobre o assunto. Realmente há motivo para tanta paranóia?
Há quem acredite que tudo isso seja fruto de uma conspiração para beneficiar os laboratórios que produzem antivirais. Inclusive há um vídeo já bem divulgado Internet afora que defende essa tese, intitulado “Operação Pandemia”. É uma possibilidade, obviamente. Não obstante, pessoalmente acho que o lucro dos laboratórios é mais um efeito colateral (muito bem aceito pelos laboratórios, diga-se de passagem). Deixei de acreditar em um “sistema” responsável por todas as conspirações do mundo. Sim, há acordos, jogadas e trapaças corporativas e governamentais que jamais verão a luz do sol por sua natureza ilegal ou, no mínimo, escrota. Mas daí a acreditar que tudo é manipulado pelo “sistema” para enganar o cidadão comum, é coisa de Arquivo X.
Se eu preciso culpar alguém pela paranóia vigente, que tal a poderosa indústria mundial de máscaras descartáveis, cuja produção deve estar encalhada desde a morte de Michael Jackson? Ou então os filhos da puta que comercializam álcool gel a peso de ouro. Sai mais barato esterilizar as mãos com vodca Absolut, cazzo! Mas sempre há oportunistas, principalmente no meio de catástrofes, mesmo que fictícias. Sempre haverá alguém esperto e escroto o bastante vendendo bilhetes para a Arca de Noé quando a água estiver na canela. Inclusive há até quem acredite em conspiração, mas ao contrário, ou seja, que o governo está escondendo da população o verdadeiro número de óbitos para não causar pânico. E sempre tem alguém que trabalha em hospital ou conhece algum médico mandando e-mail por aí dizendo essas coisas…
Mas vamos encontrar um culpado para linchar e pendurar. E quem virará um estranho fruto aqui será o suspeito de sempre: a imprensa, que está sempre a serviço de si mesmo, ou do dono do jornal, obviamente. Quando falei sobre H.L.Mencken, citei um artigo escrito por ele nos anos 20 do século passado. Sugiro a atenta leitura desse artigo. Se faltar tempo ou saco para ler mais do que legendas em figuras engraçadas, tenha boa vontade e leia a segunda parte do artigo, principalmente a que Mencken implacavelmente nivela por baixo a capacidade de discernimento do “homem comum”, da sua dificuldade em lidar com a razão e a facilidade em se deixar levar pelos sentimentos, principalmente pelo medo. Ou simplesmente citando o cabra:
“O problema com que se depara um jornal moderno, pressionado pela necessidade de se manter como um negócio lucrativo, é o de conquistar o interesse deste homem inferior — e, por interesse, não me refiro naturalmente à sua mera atenção passiva, mas à sua ativa cooperação emocional. Se um jornal não consegue inflamar seus sentimentos é melhor desistir de vez, porque estes sentimentos são a parte essencial do leitor e é deles que este draga as suas obscuras lealdades e aversões. Bem, e como atiçar os seus sentimentos? No fundo, é bastante simples. Primeiro, amedronte-o — e depois tranqüilize-o. Faça-o assustar-se com um bicho-tutu e corra para salvá-lo, usando um cassetete de jornal para matar o monstro. Ou seja, primeiro, engane-o — e depois engane-o de novo”
O detalhe é que isso foi escrito em 1920, mas parece que não mudou muita coisa. Ou já se esqueceram que, na visão de William Bonner, o apelido carinhoso do típico espectador do Jornal Nacional é Homer Simpson ? Em suma, o objetivo dos jornais é criar bichos-papões, cada um mais terrível que o outro, para depois afugentá-los, segundo Mencken. Se há alguns meses ninguém subia em um Airbus sem uma contração no esfíncter, no momento o bicho-papão vigente é a tal gripe A, que nos últimos dias precisa dividir o espaço com o Bispo Papão. Daí que ninguém sai à rua sem se fantasiar de Ninja do Funk. Isso quando se consegue sair de casa. Vai pigarrear ou tossir em um aglomerado de pessoas para se sentir um cão leproso, vai.
Mas não sou eu quem vai mudar a imprensa. E daqui a pouco ela empurra outro terror para o primeiro plano das notícias. Tampouco vou cometer a irresponsabilidade de afirmar que não existe risco. Existir existe. Mas viver é arriscado, oras! Todavia já foi dito, não com tanta ênfase, que essa gripe mata menos que a gripe comum, com a qual convivemos há anos. Além do mais, há muito mais doenças bem mais perigosas soltas por aí. Nem preciso citar Hanta-virus ou Ebola, é só lembrar da velha dengue, que já nos aperreia há muito tempo. Mas vou dar uma de Poliana e ver o lado positivo das coisas, pois ao menos o brasileiro está adquirindo ótimos hábitos de higiene a pretexto de evitar a gripe. Em contrapartida há os exageros e a praga da auto medicação.
Ah, mas esse assunto foi melhor abordado por outros colegas ciberespaço afora. Leiam o que diz o Usuário Compulsivo , o Nerds Somos Nozes e o Rapadura Man Eudes Honorato. De minha parte manterei minha dosagem regular de vodca e cerveja para me manter livre de gripes, resfriados e ataques, pois não tenho nenhum parentesco com Adrian Monk, que só bebe água mineral Sierra Springs, e eu prefiro outras bebidas mais fortes, pois citando o finado Padre Levedo, os peixes fodem na água.
Marina Silva 2010? Te cuida, Dilma!

Logo na abertura dessa Blodega, viemos aqui com uma singela sugestão de repaginada na futura candidata à sucessão de Lula , Dilma Rousseff. Como nos últimos dias anda-se comentando que a ex-Ministra Marina Silva se pinte de verde e se mude para o PV, que a lançaria em uma provável candidatura alternativa à de Dilma, o tempo esquentou em Brasília. Já não bastava Dilma ter que lidar com outro desafeto de saias essa semana, a possibilidade de se ter Marina como futura concorrente não deixa de ser irônico, dado o histórico de conflito entre ambas quando a agenda do PAC solenemente limpou a bunda com as prioridades ambientais. Ou isso confirma que mulé é mesmo uma raça desunida ou que Dilma tem o talento para diplomacia de um Átila, o Huno. Com TPM.
Mas se Marina realmente entrar na disputa presidencial, devemos estender nossos conselhos estéticos a Marina, para haver equilíbrio entre as partes. Já que Dilma se esforçou pra mudar o visual, por que não nossa morena Marina? Pois é, basta soltar o cabelo, arrumar um penteado ousado e esculpir uns detalhezinhos do corpo. Até porque se Suzana Vieira pode, por que não ela? Só não sei se, caso a Heloísa Helena entre no páreo, se teria jeito…
Acervo Subtraído – Perdeu pro Capitão!

"Como assim quer seus CD´s de volta? zero-sete, me dá a doze!"
Mais uma cobrança postagem da categoria “Acervo Subtraído”. Dessa vez o tema ainda são CD´s, e agora é caso de polícia, já que o jovem amigo a quem emprestei a prazo ignorado está a milhares de quilômetros e foi recentemente promovido a capitão da Polícia Militar. O cara é uma figura, tão sutil e delicado que consegue deixar o Capitão Nascimento parecendo um escoteiro. Só os “causos” envolvendo esse mimo de pessoa daria um novo blog, uma versão mais escrota e divertida do Diário de um PM. Sob o risco de ir pro saco ou ter que pedir pra sair, vou listar aqui os CD´s que foram pra conta do Papa. Nem vou mencionar os quadrinhos e revistas que perdi desde a quinta série, pois daria pra escrever um livro.
Conheci o Pink Floyd há muitos anos, mas demorou até realmente comprar algum disco deles, me contentando com fitas cassete até poder comprar o LP “Wish You Were Here”, de 1975. Sim, fitas cassete e discos de vinil, isso ainda existia há pouco mais de dez anos. Nesse trabalho, os componentes da banda prestam uma homenagem a Syd Barrett, um dos fundadores da banda, que no início tinha uma levada psicodélica, justamente por influência de Barrett. Este se afastou da banda por problemas relacionados ao uso de drogas, já que seus miolos começaram a virar paçoca com o excesso de LSD. Após sua saída, Roger Waters foi moldando sua influência e o Pink Floyd se tornou uma banda de Rock Progressivo, tendo seu ápice com o álbum “The Dark Side of The Moon”. Em “Wish You Were Here”, temos a suíte “Shine on You Crazy Diamont”, com estupendo solo de saxofone, além de “Have a Cigar” e “Welcome to the Machine”. Mas a canção-título é que faz referência explícita a Syd, e é a mais conhecida do álbum e uma das mais executadas pela banda.
Tudo uma maravilha, mas claro que o meu LP tomou sumiço, e eu gostaria que ele estivesse aqui. Claro que, anos depois, comprei o CD. E adivinha quem também o tomou emprestado para eu
nunca mais vê-lo? E juntamente com ele, o CD “Animals”, de 1977, que contém a visceral “Dogs”, uma longa música digna de ser ouvida com seu fígado afogado em vodca. O problema é ir pra casa e esquecer o disco na casa do nobre colega. Mas amigo é pra isso mesmo.
(Mais sobre o Pink Floyd no Lágrima Psicodélica)
Só que o fato mais escroto ainda estava por vir. O xará de meu algoz, Flávio Venturini, egresso da banda mineira 14-Bis, certamente tem uma das vozes mais afinadas do panteão de cantores nacionais. No meio dos anos 90, a gravadora Velas investia em talentos e boa música. Chico César, por exemplo, estourou com seu CD de estréia “Aos Vivos” por essa gravadora. E Venturini lançou por ela seu melhor trabalho, em minha opinião humilde: “Noites com Sol”, de 1994, que contém sua versão para a música “Clube da esquina II. Tem até participação de Ritchie na faixa “O Que Tem que Ser”. Mas minha preferida é a penúltima, “No Cabaré da Sereia”.
E o que aconteceu? O próprio Flávio Venturini foi fazer um show em minha cidade, e por um motivo qualquer eu acabei não podendo ir. E adivinhem que foi, mas não sem antes passar na minha casa e, na minha ausência, pegar o meu CD e levá-lo para ser autografado no nome DELE? Pois é, ele atacou de novo. Como diria Cardinot, durma com uma bronca dessas! Por isso, para evitar problemas, após muitos anos consegui encontrar o CD em um sebo, já que a gravadora Velas fechou as portas, e o dei de presente a minha esposa, muito mais zelosa de seu pertences do que eu. E muito mais braba que qualquer PM.
(Mais informações sobre esse CD no Rock Grátis)
Narrativa e Roteiro

"Vou desistir de Hollywood e escrever novela para a Globo"
Estava lendo o que Tio Xiko andou postando nesse meu período de ausência e li o texto sobre o filme “Anjos e Demônios”, onde ele desce o malho na adaptação do livro de Dan Brown. Nesse meio tempo de volta ao século XIX também aproveitei para atualizar minha leitura e diminuir a eterna pilha de livros pendentes, e um desses foi o “Manual do Roteiro”, do americano Syd Field. E aproveito o mote para falar sobre este livro.

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