Djavan x Djavú

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Seguindo o post de confrontação entre o manual do Escoteiro-Mirim e o Guia do Mochileiro das Galáxias, mais um confronto de monstros sagrados (ou nem tanto). Agora quem se enfrenta aqui no balcão da Blodega são o Djavan e o Djavú.

Djavan já é velho conhecido dos apreciadores de músicas estilo MPB por seus arranjos bonitos e por letras um tanto quanto enigmáticas. Muito provavelmente todo cantor de barzinho, estilo voz, violão e banquinho, tem alguma música do Djavan em seu repertório. O alagoano já tem décadas de serviço prestado à música brasileira e dispensa apresentações. E além de belos arranjos, sua marca registrada são as letras de suas músicas, com versos misteriosos e de sentido pouco óbvio. Há quem veja muita profundidade e interpretações mil em versos como “não ter e ter que ter pra dar”, “aprender japonês em braille”, “o amor é azulzinho”, “amar é um deserto e seus temores”, “Tudo que Deus criou pensando em você, Fez a Via-láctea, fez os dinossauros”, “Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã”. Já há quem diga que no fundo não querem dizer porra nenhuma, mesmo, que servem apenas de suporte à melodia. Mas essa dialética toda já rendeu até tese de mestrado e um dos mais criativos textos que já circularam pela Internet: “O Homem que Sabia Djavanês“, uma paródia ao conto de Lima Barreto “O Homem que Sabia Javanês” devidamente cometida por Ruy Goiaba nos tempos que não traíra o movimento blogueiro.

Bem, no frigir dos ovos, tais letras devem ter algo de hipnótico, quase neurolinguístico, já que o mulherio adora Djavan. E o próprio Djavan já deve ter usado seus poderes para o mal, já que há alguns anos rolou um boato de que a Glória Pires teria dado um pé na bunda de Fábio Jr pra se agarrar com o alagoano. Ela deve ter preferido ouvir um “Tanto engorda quanto mata, feito desgosto de filha” do que “senta aqui, não tenha tanta presa, senta aqui”.

Já a banda que se intitula “Djavú” conseguiu comigo uma proeza sensacional: após ouvir cinco segundos de DVD, imediatamente senti falta e saudades de tudo que é tipo de DVD de bandas de forró daquelas que Sivuca costumava se referir como de “forró de plástico”. Sério. Quando me escondia lá pras bandas da Paraíba, simplesmente em qualquer boteco tinha algum DVD desses rolando, normalmente de Aviões do Forró, Calcinha Preta, Ferro na Boneca, Forró do Muído, Forró Moral, Desejo de Menina e o escambau. Pois aqueles que não apreciam tal estilo, acreditem: estas bandas que citei dão um show de musicalidade e estão mil anos-luz à frente dessa manifestação inominável em qualidade musical. Sim, estou falando sério. Até Calipso parece Pink Floyd se comparado a isso.

Só o início do tal DVD já soltou, em meio aqueles efeitos sonoros dignos de videogame de 8 bits, um sampler da trilha sonora de “Psicose”. Isso foi um prenúncio mais do que adequado para o homicídio melódico que se segue. Caso queira ser poupado de danos cerebrais irreversíveis, tente imaginar uma mistura de tecno melody paraense com arrocha baiano.  Se eles ganharam dinheiro o bastante para transformar a vocalista de feia para ex-feia (bem, este é o nome artístico da jovem), bem que poderiam trocar aquele maldito teclado de brinquedo por um Yamaha ou um Rolland, que putaquipariu pra irritar qualquer cristão decente. Mas para alguém que se apresenta vestido de Napoleão, não dá para esperar muito bom-senso. E pra estas bandas de “Sumpaulo”, isso tá tocando pra cacete. E há quem diga que a banda faz jus ao nome, já que tiveram a impressão de já ter ouvido aquele som em outro lugar…Mais exatamente no Pará, mas sem os devidos créditos. Irra! Não é só na Internet que rolam estas paradas de plágio…

Por isso o dono da blodega adverte: Não confunda Djavan com Djavú. Isso pode causar males irreversíveis! Mas se ainda assim quiser saber do que falo, fique à vontade:

P.S: E antes que os fãs do Djavú queiram por meu nome na boca do sapo, direcionem sua fúria para os Crussificados , que em se tratando de esculhambação, eles são profissionais. Joguem pedra na cruz!

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5 Pediram Fiado para “Djavan x Djavú”

  • Bem sacado. É o que Google diria a respeito disso: “você quis dizer Djavan?”

    E vc com todo esse senso crítico aliado ao gosto pela boa música e uma quedinha para o humor cruel, você bem que poderia enviar umas cruSSificações para gente de vez em quando, hein? Paga-se bem (em cervejas).

  • Fiquei super curiosa em conhecer essa bosta. Não se assombre caso essa ex-feia, em breve, esteja apresentando algum programa na TV. Depois daquela derrota do “crossfox” tudo é realmente possível nesse país de plurivocidades. E os que não têm nada a ver com isso é que tomam no bêco. Bjs, Moziel.

    • Danilo: desculpa aí não ter respondido antes: é que me tranquei por dias ouvindo Eric Clapton pra exorcizar o Djavú da cabeça. Assim que me recuperar totalmente, pensarei seriamente na sua proposta (e em alguma vítima em potencial).
      Lívia: Acredite, não queira ouvir isso não, pois lhe garanto que passarás a adorar o Forró do Muído após trinta segundos de audição e terás ganas de sair correndo pro Parque Cowboy pro próximo show do Aviões do Forró. E quanto a Stephanie…depois daquela porra do chip do Pedro, tou vendo que qualquer coisa se torna “sucesso” nessa bixiga do youtube…Abraços!

  • Vou fazer uma comparação séria entre Djavu e Djavan:
    Com Djavu vc pega as cachorras, descendo até o chão e tudo o mais que as cachorras fazem…
    Com Djavan vc pega as esposas, carinhosas, agradaveis, romanticas, mas depois se tornam esposas, com tudo mais que as esposas fazem…
    Pelo menos ex-cachorra não existe!
    Só as cachorrassssss Uh Uh!!!

    • Sua teoria faz sentido, Tio Xiko, apesar que para esta finalidade há um sem-número de trilhas sonoras melhores, de Forró do Muído até briga entre quadrilhas cariocas…E como você é casado, imagino que isso não lhe interesse mesmo, até porque voce estaria correndo o risco de passar umas noites dormindo na barraquinha da Mônica da tua filha…:)

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