A origem de Bira, o Bruto

O mundo é um lugar bruto, o sistema é bruto, o Capitão Nascimento é bruto é até o Produto Interno é Bruto. E aqui o povo é bruto por natureza., principalmente no Nordeste. Seu Saraiva e Chuck Norris são dândis, comparados a certas criaturas, principalmente os da velha guarda. Tanto que uma das figuras mais folclóricas é um tal de Seu Lunga, que é tão fino quanto parede de castelo e porta de igreja. Existe tantas histórias e “causos” apócrifos sobre tal figura que se imagina que seja criação do imaginário popular, tal como Branchu. Mas ele existe, e ainda é vivo, soltando seus impropérios para os desavisados no meio de Juazeiro do Norte, Ceará. Claro que nem todas as histórias necessariamente ocorreram, já que uma figura tão folclórica começa a estimular a imaginação do povo, que cria as próprias histórias. Por exemplo, lá na terrinha , escutei muitas das histórias atribuídas a Seu Lunga como que ocorridas com outra figura folclórica do sertão paraibano, seu Mandurim, que também entrou para o folclore como um elemento tão espesso quanto papel de embrulhar cimento.
Mas tudo isso é para introduzir, ou melhor, apresentar um nobre colega frequentador da blodega, conhecido como Bira, o Bruto, que está no mesmo naipe das figuras supracitadas. Ele costumava bater ponto lá no busilis,, se proponndo a ser o único “colunista social macho do planeta”, já que sua formação em sociologia não lhe rendia tantos dividendos. Quem mandou ele não se candidatar a presidente?
De toda forma, suas histórias eram sucesso entre o público do site, porém ele não era exatamente um primor em termos de prazos e regularidade, e a única justificativa era que “escrever toda semana é coisa de veado, porra!”. Por isso, a coluna social não foi exatamente um sucesso. Mas esperar o que? Era mais fácil a Megan Fox assinar uma coluna sobre Física Quântica na “American Scientist” do que uma figura tão rústica levar a frente esta ideia.
Well, antes que esse texto descambe para algo do tipo “os 10 mais grossos da História Moderna”, vamos ao que interessa: nas conversas de balcão com Bira, ele té ensaiou um retorno as suas (ir)regulares contribuições à humanidade no sentido d torna-la menos fresca. Mas antes disso, aproveito para apresentar aos frequentadores da blodega a “origem” de Bira, o Bruto. Ajeitem os ovos na calça e sentem que lá vem história. Porque estória é coisa de bicha. Com a palavra, Bira, o Bruto
Bira, o bruto, está terminando a graduação em sociologia na UFRJ.E as colegas pedem pra ele arranjar a festa. Ele diz “tudo bem. Vamos organizar a Vivi compra a maconha, a Dani a cocaína, já a Matilde vai arranjar as raparigas pra dançar nuas”. Aí se definiu que a festa seria um luau, pois nenhuma boate quis alugar o local pro Bira, que queria tocar fogo em tudo no final da festa, tudo registrado em contrato. Depois da enésima baforada (ou cheirada, ou dose, vai saber, entende?) Bira grita
- Todo mundo nu!
E as meninas: “De novo?”
- Então vamos organizar! Vivi tem que me dar agora, que é a última vez que ela vai transar com um homem de verdade.
- Mas eu estou de casamento marcado, Bira – Disse Vivi.
- Com quem?
- Com o lutador de boxe da educação física.
- Aquele baixinho não tem futuro.
- Mas o Éder Jofre é tão legal comigo…
-Vai por mim. Ele não tem jeito pra coisa…
Resultado? O Bira entende de muita coisa, exceto de porrada.
Resultado 2: o Bira até hoje é frustrado pq a Vivi não deu pra ele na festa de formatura.
Mas voltemos. Em outro momento da festa, ele discutia Marx (que, apesar de dúvidas quanto à sua relação com Engels, era muito macho pra enfrentar o capitalismo ressurgente).
- Vai por mim, esse cara sabia do que estava falando.
- Mas eu escreverei isso em meus livros.
- Professor Fernando Henrique Cardoso, seus livros não defendem o liberalismo. O barbudo disse que ele se reescreveria
- Jamais! O liberalismo está no fim.
E acreditaram nele…
O resultado? Bira aprendeu a lição: não confie em professores que querem ser presidentes.
E a festa ainda não acabou. A coisa estava mais ou menos definida. As meninas, bêbadas ou coisa que o valha, entravam e saíam nas barracas com todos os rapazes. Não tinha aids, era uma beleza.
No fim, ao amanhecer, só restava o Bira, o único ainda em pé (o bicho agüenta um goró que só vendo)…
Todo mundo nas barracas dormindo.
E, diante de um nascer do sol magnífico, Bira, o Bruto, diz:
- Já sei o que vou ser na vida. Uma coisa exclusiva. Serei o único colunista social macho deste país.
E fim de papo.
Bira tocou fogo nas barracas, era um tal de gente nua correr na praia… Uma coisa. E Bira sai, feliz da vida para a manhã que apenas começava.


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[...] concluindo, com uma frase lapidar, vinda de nosso colega Bira, o Bruto: “Apesar de sermos uma nação buceta, o eleitor não parece querer um cabeça de pica governando [...]