As Ninfetas da Tela
Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor. Mas muito coroa quando encontra mulher jovem bonita acaba trocando Jesus por Barrabás. E se for ainda uma adolescente cheia de amor pra dar, aí danou-se.
E no cinema e TV a velha história de macho velho e babão que perde as estribeiras por conta de um rabo de saia cheirando a leite quase sempre acaba em putaria e desastre, não necessariamente nessa ordem. E coincidência ou não, as mocinhas que viraram capetinhas de saia plissada nas telas normalmente não conseguem muita coisa na carreira de atriz, salvo honrosas exceções. Seria uma maldição ou um baita azar, mesmo?
Em uma atitude politicamente incorreta nesses tempos de caça aos pedófilos, fizemos uma pequena lista de moças de fino trato que enlouqueceram respeitáveis homens de meia-idade. Os coroas preparem as fraldas geriátricas para revermos algumas dessas ninfetas que tocaram o horror na tela do cinema e TV. E se ficar excitado, não perca tempo: chame os amigos pra ver que ainda funciona!
Os tarados leitores devem saber que a expressão “Lolita” vem do título do livro de cabeceira dos papa-anjos, escrito por Vladimir Nabokov e mostrando o aperreio de um homem de meia idade por uma adolescente fogosa que, para completar, é sua enteada. Na primeira versão para o cinema, dirigida pelo perfeccionista Stanley Kubrick, o papel-título coube a então jovem loirinha Sue Lyon, com toda doçura de seus 16 anos. Infelizmente sua vida pessoal era mais complicada que esse filme. Praticamente todos os seus cinco casamentos fracassaram, sendo o segundo com um condenado por roubo e homicídio. Seu último filme foi de 1980, e desde então se mantém afastada do público.

Em 1972 a jovem Maria contracenou com Marlon Brando no filme de Bernardo Bertolucci “O Último Tango em Paris”, aquele no qual um senhor cínico e decadente encontra uma jovem noiva casualmente em um apartamento e começa um intenso caso de putaria. A cena onde Maria Schneider serviu rosquinha amanteigada à Brando entrou para os anais (epa!) do cinema. Pena que depois ela simplesmente se recusou a tirar a roupa nas telas, e acabou não repetindo o sucesso.

Ainda com onze anos, causou furor no papel de virgem rifada em um puteiro no filme de 1978 “Pretty Baby – Menina Bonita”, de Louis Malle. E no idílico e sacana “A Lagoa Azul“, que lhe deve ter rendido um monte de homenagens onanistas no início dos anos 80. Mas como a maioria das crianças-prodígio, ela se disse explorada pela mãe e a carreira meio que não decolou mais. Porém em anos recentes ela protagonizou a série de TV “Sunderly Susan” e recorrentemente aparece em algumas séries como “That´s 70´s Show”, “Lipstick Jungle” e “Lei e Ordem”.
Flávia Monteiro

Com 16 anos, a então promissora atriz fazia novela e protagonizou o filme “A Menina do Lado” em 1988, onde ela fazia uma adolescente de férias que virava vizinha temporária de um quarentão, vivido por Reginaldo Faria, que se deixa seduzir pela jovem. Manteve uma carreira regular, ressurgindo nos anos 90 como a meiga professora Carolina da novela “Chiquititas”. Hoje já balzaquiana, posou para a Revista Playboy em maio de 2005. Atualmente atua nas novelas da Rede Record

Aos 17 anos, a inglesa fogosa estreou no cinema no filme “O Amante”, de 1992, no papel de jovem amante francesa de um oriental na Indochina, onde fazia horrores com o ator chinês Tony Leoung. Dizem as más línguas que ambos faziam hora extra fora das telas. Dois anos depois faria o filme “A Cor da Noite”, com Bruce Willis, com diversas cenas picantes, na qual o velho Bruce mostrava que era duro de matar, mesmo. Mas teve o azar de fazer a bomba “Tarzan e a Cidade de Ouro Perdida”, e depois disso não fez mais nenhum papel mais relevante. Sua aparição mais recente é no filme “O Mercador de Pedras”.

Ao lado de outra adolescente de endoidar cabeção de coroa, a Alicia Silverstone, Liv Tyler estreou sua imagem no clip do Aerosmith, “Crazy”. Por sinal, foi um caso de nepotismo, já que seu pai é o vocalista Steve Tyler. Mas ela chamou a atenção do mundo no filme de Bernardo Bertolucci, “Beleza Roubada”, onde viaja para uma aldeia na Itália em busca de alguém que a livre da virgindade, deixando os jovens e velhuscos locais doidos pra rosetar, incluindo o meio moribundo Jeremy Irons. Ao menos ela vem mantendo uma carreira regular, participando de grandes produções como “Armagedom”, “O Senhor dos Anéis” e “O Incrivel Hulk”.

A mais ilustre representante brazuca das ninfetas que seduzem os coroas, Mel Lisboa estreou em grande estilo em 2001 na adaptação para a TV do folhetim “Presença de Anita”, na qual a jovem Anita seduz o decano escritor vivido por José Mayer. Sucesso imediato de público, a atriz Mel Lisboa vem participando de peças, filmes e novelas, mas sem alcançar a repercussão de sua estréia. Foi capa da Playboy de agosto de 2004.

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