Um Futuro Responsável

Hoje acordei com uma vontade de ir ao banheiro tremenda. Após entornar alguns litros de minha bebida preferida, dormi com a bexiga cheia. E isso foi o motivo maior de que eu precisasse imediatamente de um banheiro quando acordasse. E foi assim, corri pelo corredor e encontrei a latrina limpinha. Despejei cerca de 1 litro de urina concentrada, e quando dei a descarga reparei que o som da água descendo pelo vaso era diferente. Pouca água fazendo o movimento padrão de limpeza de vasos. Aí realmente acordei para a realidade. Estava em 2045, onde a latrina estudava minha urina e despejava apenas a água e os desinfetantes necessários para sua correta limpeza.
Essa é a tendência mundial no que se diz respeito ao meio ambiente daqui há uns 5, 10 anos. Todas as empresas estão se voltando para esse aspecto, mesmo que isso seja meramente comercial (e tudo que elas fazem é meramente comercial). Vi agora a pouco na feira de tendências em eletrodomésticos mundial, a IFA 2010, que essa é na verdade a maior preocupação dos fabricantes e consumidores dos produtos que hoje são praticamente indispensáveis nas nossas vidas. Os bens que precisam de energia elétrica e que deixam a vida muito mais fácil. Os fabricantes estão investindo em produtos que consumam menos energia, que sejam inteligentes, ecologicamente falando, e que após o uso possam ser descartados com segurança no meio ambiente. E assim está sendo. A tecnologia não só está sendo aproveitada para a comodidade usual, mas também para que o planeta não sofra com o uso e abuso dela.
Existem agora no mercado máquinas de lavar que além de lavar, pesam a quantidade de roupa e com isso definem a quantidade de água e detergente que vai ser usada para a correta lavagem. Economia de água, energia e de vergonha para as donas de casa novatas que não sabem lavar nada, e que adoram jogar todo o cesto de roupa suja na máquina e colocar 1 kg de sabão OMO e deixar na lavagem completa.
A tendência do mercado é essa, produtos inteligentes que se preocupem e que façam sozinhos o que tem que ser feito em relação ao que é ecologicamente correto. Claro que os fabricantes estão certos, nós nunca faríamos isso. Eu confesso, nunca iria pesar a quantidade de cuecas e outras peças de roupas que vou por na máquina, para saber o quanto de água iria ser necessário. Prefiro que a “pobre” máquina decida sozinha e que essa decisão seja a correta. Afinal é para isso que quero um eletrodoméstico inteligente, para que ele faça por mim o que minha mãe não fez: ensinar-me sobre esse assunto. Espero que os preços desses produtos sejam condizentes com a preocupação “fake” deles, melhorar o mundo. Ou você acha que pagar dois mil reais em uma lavadeira com 500 funções vai ser interessante para quem lava roupa na beira de um riacho cantando músicas da época da avó, e que nem água encanada dispõe em casa? Então fabricantes, vai o conselho: ecologicamente correto e ergonomicamente “cabível” nos nosso bolsos de assalariados. Preço, inteligência e tecnologia, tudo que nós do terceiro mundo precisamos para manter o mundo que os do primeiro estão acabando.
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Seja bem-vindo de volta à Blodega, Tio Xiko. E será que viveremos o suficiente para termos que aprender a usar as 3 conchas, como no filme “O Demolidor”, de Stallone? Afinal,papel higiênico é tão ecologicamente incorreto…