Sobre a Blodega

Por definição, bodega é um armazém de secos e molhados. No nordeste, principalmente nas cidades interioranas, são comuns tais estabelecimentos quase informais, que funcionam alheias às modernas técnicas de gestão ou modismos marqueteiros, mas onde a população encontra de tudo um pouco, de remédios e ferramentas até bebidas e comidas, além de uma boa conversa com o dono e eventuais transeuntes. E mesmo com a popularização do dinheiro de plástico, a caderneta do fiado ainda vigora nestas paragens. Bem, melhor do que eu para descrever uma bodega é o nobre conterrâneo Jessier Quirino no poema ” Parafuso de Cabo de Serrote”.
Baseado nesse espírito, a blodega é justamente isso – uma bagunça completa onde pode se achar um pouco de tudo e onde o blodegueiro e seus eventuais ajudantes trocam umas idéias com a clientela, a qual pode umedecer a garganta com algo mais forte que água. Na medida de nosso humor, essa blodega oferecerá textos sobre os mais diversos temas, regado com bom humor. E com a informalidade que caracteriza tais estabelecimentos, ou seja, sem periodicidade definida ou maiores rigores editoriais. Em suma, sem frescura.
Aqui acharão comentários sobre temas agradáveis ao blodegueiro:quadrinhos, cinema, literatura, cultura em geral e coisas do cotidiano. Mas são apenas comentários, sem pretensão de serem críticas ou de ditar o que deve ou não ser visto, ou o que é “in”ou “out”. Ah, e não leve a sério o que for dito aqui. Isso pode dar uma azia pior que a produzida por angu de feira
Seja bem-vindo e rale a barriga no balcão!
