Author Archives: Tio Xiko

Santa Propaganda, Batman!

Tudo bem, me rendo. Antes de começar esse texto, quero deixar claro que SIM, assisto o Big Brother Brasil. E adoro ver as belezuras que expõem sua beleza na tela da tevê no meio desse povo. Esclarecido esse pormenor, vamos ao texto em si.

Um belo dia, nesse caso uma bela noite, estava eu a assistir o BBB 11, vendo as meninas com seus biquínis pequenos, bem pequenos mesmo, e me deparo com uma prova do líder um tanto quanto esquisita. É, concordo que o BBB é praticamente todo esquisito, mas nesse caso específico, a prova consistia em vestir os participantes de frango. Eles tinham que entrar em um saco plástico e depois ir a um forno por um período de tempo determinado. Devia fazer um calor dos diabos dentro daquela fantasia, e essa era a ideia, pois a prova era de resistência, e ganhava quem ficasse por último. A prova em questão era um merchandising do produto Meu Frango Assado, da Knorr. E foi por essa propaganda que me passei a conhecer os sabores do produto, além de entender como ele funcionava. Já havia visto a propaganda na TV, fora do BBB, onde a família fica paralisada esperando o frango sair do forno, e confesso que não acreditei no que a campanha dizia: seu frango suculento em apenas três passos. Já tentei usar vários produtos que as propagandas tentam nos empurrar e lógico, não iria acreditar em um tão ousado, que me faria fazer um frango suculento tão facilmente. E cético como sou, voltei para o sofá, e continuei a assistir o BBB normalmente.
Passado alguns dias fui ao supermercado fazer umas compras e me deparo com o Knorr Meu Frango Assado. Custava R$ 2,45, eu estava com fome e resolvi encarar. Afinal, as únicas comidas fáceis que eu conseguia fazer era ovo frito e nissin miojo.  Levei para casa o produto e cerca de 1 kg de frango. Não sabia se o saquinho plástico vinha na embalagem ou teria que comprá-lo por fora, mas ao abrir o produto achei o saquinho lá. E a trava plástica que serve para fechar o saco. Pus o frango dentro, com um medo danado de tudo dar errado e de ficar sem almoço. Pus o tempero, misturei, ainda não acreditando que iria dar certo. Mexi tudo lá dentro, misturei balançando com força o saco e fui ver nas instruções se eu realmente não precisava por mais nada dentro. Para meu espanto, não, definitivamente não precisava por mais nada. Era só colocar o saco com o frango em um refratário e colocar no forno pré-aquecido. Fiz tudo direito, e esperei, tendo a certeza que iria ter que comer o velho nissin quando tudo desse errado. Após o tempo determinado, abri curioso o forno e vi que o negócio tava bonito. E com um cheiro muito bom. Depois de tirar do forno, o medo de perder a grana e o almoço diminuiu, mas ainda achava que o gosto não seria tão bom. Espetei o garfo e vi que realmente a carne do frango tinha ficado bem mole, completamente diferente de qualquer frango cozido que já havia comido. Coloquei um pouco de arroz, uma farofa pronta, e um pedaço do frango em um prato. E comi. Bom, ai veio à surpresa de toda uma vida de propagandas enganosas e de decepções na cozinha. Estava delicioso. Suculento. Pude tirar até onda dizendo que era uma receita de família que eu sabia fazer desde menino. Realmente foi uma excelente surpresa ver aquilo funcionando tão bem. Aprovado e recomendado a todos meus amigos, que como eu, são uma negação na cozinha e que queiram fazer um agrado para a patroa. Realmente muito fácil, prático e relativamente barato.
Enfim, o produto cumpriu o prometido. Espero que você também goste. Um almoço excelente para um dia de domingo com aquela cerveja gelada. Agora estou na expectativa que mais produtos desse tipo sejam comercializados, como por exemplo a carne bovina feita da mesma forma. Já imaginou um cupim de boi feito facilmente sem precisar de muita frescura e onde até um jegue na cozinha como eu consegue deixar bom? Então ficam meus agradecimentos a Knorr e meu pedido que continuem investindo nesse tipo de produto, que ajuda a nós homens, que às vezes precisamos nos virar sozinhos, e as patroas que querem ter menos trabalho na cozinha.

E antes que o dono dessa Blodega, doutor Moziel, venha me cobrar a parte dele, já aviso: não ganhei nenhuma ruela de ninguém por escrever esse texto. É apenas minha visão sobre um produto, e meu deslumbre sobre o fato dele ter funcionado. Uma coisa boa nesse mundo de propagandas tão mentirosas, nessas fotos de produtos falsos, como as imagens deslumbrantes dos sanduíches nos fast foods. E digo que fui inspirado por um blog que eu acho muito legal e esclarecedor: o Coma com os Olhos. Já  que esse texto é de Jabá mesmo, vale clicar aqui e dar uma olhada nesse blog. E que a verdade prevaleça no mundo publicitário!

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OI?? Olá Idiotas!! Velox? PQP!!

nunca compra oi

OI? Tá bom então, Lineu Ladrão!!

Boa tarde leitores do nosso estimado blog. Estou voltando a escrever depois de vários meses, sabe-se lá por que. Enfim, dessa vez estou com a ferida aberta, portanto é bom falar logo. Se vocês estão atentos a publicidade diária na TV, devem ter visto a nova propaganda da OI, com o famoso e querido Lineu, da grande família. Ator respeitado e de alta credibilidade, para mim, acabou de perder o posto de “Senhor certinho da vigilancia sanitária” e passou a ser mais um que se vende aos bandidos que querem roubar a grana de todos nós. Explico: Vi a famigerada propaganda na TV. Fiquei excitado, pois quem já viu, está muito barato, internet banda larga aqui no nordeste, mais precisamente aqui em Natal – RN, por apenas 39,90? Como diria Lineu: “se não fosse eu que estivesse falando eu não acreditaria”. Pois é seu Lineu, nesse caso acredito que você está fazendo o papel de Agostinho. Safado, sem escrupulos e sem medo de mentir, seu papel se inverteu. O da OI não precisa nem falar. Uma das empresas de telecomunicações mais odiada de todos os tempos, a OI mantém suas vendas sobre mentiras e promessas nunca cumpridas. Agora eu digo e repito: é por isso que esse Brasil não vai para frente. Adoraria escrever um palavrão aqui, mas esse poluto blog não permite a indelicadeza. Tudo bem, vamos aos fatos: Vi a propaganda do nobre Lineu. Corri para o telefone, feito um cachorro novo que corre para a bola recém-jogada pelo dono. Me decepcionei. Ao ligar para a OI (sigla para Olá Idiotas), e perguntar sobre a disponibilidade do OI velox de R$ 39,90 aqui onde moro, escuto a singela resposta da linda atendende (linda no sentido figurado, se era uma gorda maldita não sei, pelo menos a voz era bonita):

- Senhor, qual o número do seu Oi fixo?
- Eu não tenho oi fixo, afinal a oi tem um “excelente plano” oi movél que me faz não precisar de um oi fixo.
- Senhor, infelizmente senhor, só poderei saber a disponibilidade do Oi velox se o senhor tiver uma linha oi fixo.
- Pois é, e eu só terei vantagem em adquirir uma linha oi fixo se o oi velox pegar aqui.
- Senhor, infelizmente o senhor terá que adquirir uma linha oi fixo e após 72 horas seremos capazes de lhe informar se a localidade onde o senhor mora é apta para receber o oi velox.
- Caramba (iria dizer caralho, mas vai que ela é bonita?), quer dizer que tenho que comprar algo que não quero para ter o que eu quero realmente? Isso é venda casada.
- Não senhor, não é venda casada, isso é a tecnologia ADSL.
- Mas vem cá, essa tecnologia não lhe diz se onde eu estou pega ou não sua tecnologia, sem que eu tenha que comprar nada antes?
- Infelizmente, não senhor.
- Então, infelizmente, vá ******* (lendo os asteriscos: vá dar a bunda).
Enfim, realmente não gostei da atendente. A OI mais uma vez escondeu os asteriscos em sua propaganda, mas eles estavam lá, na hora de solicitar o serviço. Eles acham que os asteriscos só tem importância na hora da propaganda, na tv. Na verdade eu prezo muito mais uma empresa que já diz que aquela propaganda é uma pegadinha antes de ligar para ela, do que só dizer depois.
Então aqui fica, seu Lineu, minha insatisfação. Nunca mais irei assistir a grande família. E se o fizer, irei torcer para o Augustinho te fuder, como sempre ele faz, tão justamente.
A OI é a maior enganação em sistema de telefonia que temos. E o pior é que nossos famigerados governantes, além de permitirem isso, ganham muita grana com esse fato.
Fim do meu discurso.
Parabéns a OI por saber enganar sem asteriscos.

E por falar em TV Digital…

Depois que o “Rei Chatô” usou do seu jeitinho brasileiro e paraibano para conseguir o que queria e por no ar a primeira transmissão de TV no Brasil, muita água passou pela ponte. Agora é a vez da TV digital, tecnologia que promete revolucionar a forma de se ver televisão, com qualidade e alguns mimos extras para o povão que não tem grana pra pagar uma TV por assinatura, cara pra burro.

Há alguns dias entrei nessa onda de TV digital e comprei minha placa receptora. No meu caso não comprei um conversor para TV, mas sim uma placa receptora USB que recebe tanto sinal digital quanto analógico. A primeira coisa que me espantou foi a anteninha que vinha no kit, menor que a do rádio de pilha que tenho em casa. Claro que não acreditei que aquela pequena antena traria pra mim todas as emoções e qualidade da TV digital, mas mesmo assim a empurrei no receptor. Nada de sinal. Também moro praticamente em um sítio, longe pra burro das antenas de transmissão, e logicamente o sinal não seria recebido por aquela antena de “brinquedo”. Lá fui eu atrás de adquirir uma antena externa, de gente grande, e me espantei de novo ao saber que a mesma é relativamente barata se a compararmos com o preço do conversor e da TV. Comprei por R$ 45,00. E com alguns conectores e um mixer de sinal (que serve para colocar o sinal da antena digital e da analógica juntos em um mesmo cabo) acabou saindo tudo por R$ 50,00. Depois de instalar a antena devidamente em cima da casa, e direcioná-la para o ponto correto, finalmente pude ter a qualidade diante de meus olhos. E, confesso, é qualidade da boa viu? Acostumado de ver apenas ruídos nos canais de TV, me vislumbrei com a dita TV digital. Que imagem, que som, tudo muito bonito mesmo. Ganha da qualidade de imagem de um DVD (até dos originais mesmo). E o melhor, não preciso pagar mais nada por essa qualidade. Sem mensalidades, sem cobrança alguma. O sinal digital é de graça mesmo. E não chia, não falha, não apresenta fantasmas, enfim é o top de linha. E só tem dois estados: ou funciona ou não funciona.

Apesar de todo o vislumbre inicial após alguns minutos veio a parte ruim da coisa. A programação. Apenas dois canais fornecem a qualidade digital por aqui, a Band e a Globo. Ai já viu, se quiser qualidade tenho que ficar preso aos dois. A toda poderosa Globo em matéria de TV digital é fraca demais. Apenas a novela das 9, alguns jogos de futebol e poucos outros programas estão em Full HD (onde a imagem abre oferecendo a maior qualidade em resolução digital e ocupa todo o espaço da tela das TVs widescreen). A grande maioria da programação da globo ainda se apresenta no formato 4:3, ou seja, tela quadrada, tecnologia ultrapassada. Ai a imagem fica centrada com duas faixas laterais estragando o propósito de uma TV widescreen. Agora a novela das 9 fica em Full HD mesmo, dá pra ver até as pregas rugas da Mariana Ximenes e todas as imperfeições de todo mundo. Os maquiadores agora tem trabalho extra. O grande problema disso é que não assisto novelas. Não desde Roque Santeiro.

Já a Bandeirantes traz a qualidade Full HD praticamente para todos os seus programas. E a imagem é muito mais bonita que a da globo. Dá para assistir o CQC em excelente qualidade. O problema, para mim, da Band é que ela é praticamente um canal de esporte, de futebol e paulista ainda por cima. Não dá para passar o dia todo vendo programas sobre futebol paulista. Sobre o quanto o fenômeno está gordo ou quantos anos e dias completou o Corinthians. Mas mesmo assim a Band se sobressai. Apresenta uma programação bem melhor do que era antes. Programas como o CQC, a Liga e o Polícia 24Hrs ao meu ver são excelentes. E em qualidade digital então?

Agora é só esperar que as outras emissoras daqui comecem também a transmitir em digital e adéquem corretamente sua transmissão ao formato Full HD. E esperar também (isso é muito mais difícil) que sua programação melhore. No mais aconselho a você que ainda não teve oportunidade de adentrar o mundo da TV digital que o faça. É sem dúvidas um caminho sem volta, pois TV com chiado, fantasmas e outros bichos nunca mais.

Um Futuro Responsável

Hoje acordei com uma vontade de ir ao banheiro tremenda. Após entornar alguns litros de minha bebida preferida, dormi com a bexiga cheia. E isso foi o motivo maior de que eu precisasse imediatamente de um banheiro quando acordasse. E foi assim, corri pelo corredor e encontrei a latrina limpinha. Despejei cerca de 1 litro de urina concentrada, e quando dei a descarga reparei que o som da água descendo pelo vaso era diferente. Pouca água fazendo o movimento padrão de limpeza de vasos. Aí realmente acordei para a realidade. Estava em 2045, onde a latrina estudava minha urina e despejava apenas a água e os desinfetantes necessários para sua correta limpeza.

Essa é a tendência mundial no que se diz respeito ao meio ambiente daqui há uns 5, 10 anos. Todas as empresas estão se voltando para esse aspecto, mesmo que isso seja meramente comercial (e tudo que elas fazem é meramente comercial). Vi agora a pouco na feira de tendências em eletrodomésticos mundial, a IFA 2010, que essa é na verdade a maior preocupação dos fabricantes e consumidores dos produtos que hoje são praticamente indispensáveis nas nossas vidas. Os bens que precisam de energia elétrica e que deixam a vida muito mais fácil. Os fabricantes estão investindo em produtos que consumam menos energia, que sejam inteligentes, ecologicamente falando, e que após o uso possam ser descartados com segurança no meio ambiente. E assim está sendo. A tecnologia não só está sendo aproveitada para a comodidade usual, mas também para que o planeta não sofra com o uso e abuso dela.

Existem agora no mercado máquinas de lavar que além de lavar, pesam a quantidade de roupa e com isso definem a quantidade de água e detergente que vai ser usada para a correta lavagem. Economia de água, energia e de vergonha para as donas de casa novatas que não sabem lavar nada, e que adoram jogar todo o cesto de roupa suja na máquina e colocar 1 kg de sabão OMO e deixar na lavagem completa.

A tendência do mercado é essa, produtos inteligentes que se preocupem e que façam sozinhos o que tem que ser feito em relação ao que é ecologicamente correto. Claro que os fabricantes estão certos, nós nunca faríamos isso. Eu confesso, nunca iria pesar a quantidade de cuecas e outras peças de roupas que vou por na máquina, para saber o quanto de água iria ser necessário. Prefiro que a “pobre” máquina decida sozinha e que essa decisão seja a correta. Afinal é para isso que quero um eletrodoméstico inteligente, para que ele faça por mim o que minha mãe não fez: ensinar-me sobre esse assunto. Espero que os preços desses produtos sejam condizentes com a preocupação “fake” deles, melhorar o mundo. Ou você acha que pagar dois mil reais em uma lavadeira com 500 funções vai ser interessante para quem lava roupa na beira de um riacho cantando músicas da época da avó, e que nem água encanada dispõe em casa? Então fabricantes, vai o conselho: ecologicamente correto e ergonomicamente “cabível” nos nosso bolsos de assalariados. Preço, inteligência e tecnologia, tudo que nós do terceiro mundo precisamos para manter o mundo que os do primeiro estão acabando.

Sinhá Gorda

A sinhá já estava na mesa do café da manhã, pronta como sempre ficava nas manhãs quentes. Gorda como ela só, adorava brincar de que ela era a escrava, assim que o Barão saia de casa. Fazia o papel de escrava e mandava eu lhe dar chicotadas, sendo eu o seu algoz. Depois de algumas chicotadas e tapas ele pedia pra lhe beijar. Isso não, eu era escravo. Podiam me matar no tronco, mas beijar aquela mulher não dava. O Barão só aguentava por que foi dela que ele herdou todas as terras que tinha. Além disso, ele tinha todas as escravas mais novas à hora que quisesse.

Todos os dias de manhã cedo era a mesma brincadeira. A Sinhá se divertia. Parecia uma porca de quatro no chão pedindo pra apanhar. A minha sorte, ou azar, é que nunca o barão pegou no flagra aquela cena ridícula. Nem mesmo ninguém contava para ele, até porque o capitão, que nos vigiava na senzala, achava aquilo um castigo bem pior que ir pro tronco.

Mas um dia a coisa parecia que ia mudar. Ela acordou logo cedo e vendo que não havia jeito de me beijar, nem amarrado, me fez uma proposta tentadora. Eu teria que beijá-la e ainda ir às vias de fato com ela, por pelo menos duas horas. Se fizesse isso teria minha carta de alforria. Bom, era um verdadeiro de

safio, afinal dar palmadas e chicotadas ainda é suportável, mas beijar e pegar a mulher do Barão, e ainda por cima por duas horas, é algo asqueroso, que dá até náuseas. Nem depois de vários litros de pinga da braba, daquela pega fogo mesmo. Mas havia uma compensação, muito boa por sinal. A minha liberdade. Algo que eu havia lutado desde sempre, já havia tentado fugir várias vezes, ido pro tronco outras tantas, só para ganhar a liberdad

e. Agora ela estava ali, na minha frente, de bandeja. Era só passar duas horas com a porca gorda da Sinhá.

Depois de muito pensar e medir os prós e contras da proposta, resolvi aceitar, mas algo me deixava nervoso. Se fosse pego pelo Barão, ele arrancaria meu couro, e finalmente teria um motivo para matar a gorda de sua esposa, sem problemas com a lei. Mas esse problema, o possível flagra que o Barão podia dar nesse verdadeiro desafio, fora resolvido com maestria pela Sinhá. Ela inventou uma visita a uma tia distante, falou que há tempos não a via e que era realmente necessário ir até lá, pois a tia imaginária estava à beira da morte. Eu entrei na história, pois ela exigiu que um escravo grande e forte fosse lhe fazendo companhia, para sua segurança e para carregar sua enorme bagagem. O Barão apenas comentou que eu tivesse cuidado, pois as frutas do seu pomar só ele podia colher. Isso num tom de voz ameaçador. Deu-me um frio na espinha. Mas valia a pena correr o risco, afinal era minha liberdade.

O problema foi à data marcada para a viagem, dia 12 de maio de 1888. Só podia ser nesse dia, pois a colheita do café já haveria acabado e o Barão podia abrir mão do meu trabalho no campo. Esperei alguns meses, ainda tendo que brincar de ser senhor e ela de escrava branca. Finalmente o dia chegou, a viagem foi tranqüila, sem sobressaltos além das tentativas quase insanas dela se agarrar no meu membro em plena estrada. Era uma tarada e devia estar necessitada. Chegamos a um lugar deserto, uma casa meio abandonada, que ficava a muitas léguas da casa grande. Ela me falou – É aqui, prepare-se para ser meu – a boca dela salivava. Eu estava maluco, mas precisava fazer aquilo. Entramos na casa e nem deu tempo de pensar, ela já estava sobre mim, e caí no chão com o peso. Minhas velhas e surradas roupas voaram longe e facilmente foram arrancadas. A Sinhá gritava e uivava, como se estivesse no cio. Nunca vi nada tão medonho. Fiz todo o ritual combinado, a beijei e todo o resto. Depois de tudo feito, e passando mal, recebi dela a minha carta assinada pelo Barão, conforme o prometido. Nunca fiquei tão feliz. Abri a porta e a deixei lá, sai correndo e gritando com a carta na mão. Finalmente livre. Só consegui chegar à cidade no dia seguinte, pois estava demasiado longe. Ao entrar gritando de euforia vi que vários negros também gritavam. Já passavam das 4 da tarde do dia 13 de maio de 1888. Todos eles corriam feito loucos gritando, dizendo que estavam livres. Não entendi nada, afinal havia passado um dia fora. Encontrei um amigo de senzala e o mostrei minha carta. Ele sabia de todo o martírio que havia feito pra consegui-la e apenas riu na minha cara. – Rapaz, você fez tudo em vão, a Princesa Isabel acabou de assinar a lei Áurea, libertando todos nós. Estamos todos livres! E você pegou a Sinhá Gorda! – Não sei se chorava de alegria ou tristeza, mas o fato é que aprendi a nunca mais confiar em mulheres taradas.

Um Jabá Qualquer!

Estou só dando uma passadinha na Blodega pra molhar o bico, tomando uma lapada de cana com uva preta, para fazer alguns jabazinhos básicos e sem compromisso.

O primeiro e mais legal é o blog Um Sábado Qualquer do Carlos Ruas. O blog traz tiras sobre Deus, Adão, Eva, Luciraldo e mais uma galerinha aprontando todas (/sessão da tarde) durante a criação do universo. Para quem gosta de tiras, quadrinhos e humor é uma excelente pedida, da pra rir um monte com Adão e o velho Deus em tiras muito criativas e engraçadas.

Outro jabá para rir é o do site Improvaveis . Site  de um espetáculo  criado pela Cia. Barbixas de Humor, baseado em improvisações com vários tipos de “jogos” onde o público interage com os atores/humoristas/barbixas. O site dispõe de vários vídeos do espetáculo e garanto que para quem gosta desse tipo de humor dá pra rir um bocado.

E a saideira é o blog Grandes Tolices do Orkut, o famoso GTO, que traz a nobre arte da galera do orkut de fazer merda e tolices sem noção, e que acabam caindo nos prints do GTO. Tem muita gente tola mesmo, o orkut é praticamente um dos maiores sites de piadas e fotinhas caprichadas, batendo com certeza o Kibeloco. Muita burrice e tolice junta, cai no GTO, só esperar.

Bom está ai a minha lista dos blogs que acesso quando quero dar uma risada descompromissada e não tenho tempo de assistir o Faustão Zorra Total.

Ô garçom, traz mais uma lapada e a conta! Valeu!

Pondo só a Cabecinha!

Não, isso não é um post erótico, comentando sobre um filme onde uma jovem virgem perde o famigerado “cabaço”. Só a cabecinha é devido ao fato de que esse é um post curto, apenas pra alegrar um pouco, e sem intenção de chegar as vias de fato.

Enfim, fiquei sem net por alguns dias e totalmente fora do contexto da vida virtual. Com isso descobri que a internet é um saco. Dá para se viver sem ela sim, sem nenhum constrangimento. Consegui sair da frente do micro, me livrar do msn, spans e do saco que é esperar uma página carregar, um donwload acabar ou atualizar e responder o orkut. Na verdade me livrei de um monte de manias que nem sabia que tinha. Sabe aquela de ficar olhando a caixa de email pra ver se tem novidades? E o pior, encontrar spam ou ainda aquelas mensagens chatissimas em power point, que eu deleto de cara? Pois é, essa mania é um saco mesmo, e com ela também tem a de ver se tem scraps no orkut e responder urgentemente como se fosse a coisa mais importante da vida, ver se o msn tá piscando indicando que algum amiguinho está tentando conversar com você, olhar todos os blogs que você acompanha na busca incessante de atualizações, ve se as pessoas que você segue no twittter já colocaram uma frase bonitinha no ultimo minuto, enfim, tudo isso é um saco. Se livrar da internet, mesmo que provisóriamente, não mata e nem vai matar ninguem. É bom, muito bom por sinal. Não vou dizer que é melhor ler um livro ou assistir um bom filme, que pra mim também o prendem na cadeira trazendo todo o problema do sedentarismo que a internet traz. O que digo é: Vá a uma praia, no seu horário de folga, e ao invés de ler email vá ver umas gatinhas (ou uns caba vei se você gosta), tomar umas cervas geladas com seus amigos reais, dar uma risadas em piadas contadas ao vivo e não nas que estão nos emails que você recebe, pedalar e perder uns quilinhos que com certeza você deve estar precisando.

Fiquei sem internet e foi como se pudesse voltar no tempo, onde ela não existia. Voltar a fazer o que fazia antes da desgraçada me pegar de jeito. Só faltou mesmo eu ter a disposição, a idade e a falta de responsabilidade que tinha antes, para que tudo fosse perfeito. Ai também seria querer pedir demais. O fato é que vou tentar ficar mais sem internet, mesmo já tendo voltado a ela. Vou tentar desligar mais esse micro e pensar que o provedor está fora do ar (nem é tão dificil isso acontecer realmente). Pedalar eu já não digo que farei, pois não tenho bicicleta nem disposição para o mesmo.

E vê se para de ler esse blog e vai da uma olhada ai do lado de fora. Quem sabe você não encontra um bilhete premiado para a megasena da virada, fica rico e não precisa nunca mais nem ligar um computador. Ou você acha que multimilionários tem tempo e vontade de atualizar seus orkuts? Fica a sugestão e constatação, internet é bom, mas engorda.

P.S. É só a cabecinha, só que é referente a minha e não a sua ou dos japoneses.

Poesias de Boteco – Parte 1

Mesa de Bar - João Werner - Foto Digital

Mesa de Bar - João Werner - Foto Digital

Quando sentamos para tomar uma, as conversas vão longe, e geralmente recaem sobre a porcaria da política, ou o último assunto da moda. No meu caso, procuro sempre molhar o bico, e todo o resto do sistema digestivo, regado a cervejas (litrão, já tomou?) e a uma boa conversa de boteco, que quase sempre, são sobre estórias do interior ou ainda poesias populares do qual eu dou um extremo valor.

Agora peguei a manha de gravar essas poesias declamadas em mesa de bar para que não fiquem perdidas num esquecimento profundo causado pelo álcool. Com um velho celular sobre a mesa pego algumas dessas piadas, poesias, prosas, contos e causos e os gravo, numa qualidade ruim de lascar, mas que dá pra transcrever. Agora com algumas na mão, resolvi colocá-las na Blodega e compartilhar com vocês, em doses homeopáticas, pois sei que não é a mesma graça e emoção que elas tem quando são declamadas após alguns copos. Para tentar contornar esse problema,  vai uma dica: leiam embreagados!

A que se segue é de um poeta desconhecido do interior da Paraíba, cujo o declamador melado não lembrou o nome. Lembrou apenas que ele era o barbeiro de uma cidade pequena, e descobrindo que tinha uma doença que fatalmente o levaria a morte escreveu:

Sou um vivo semimorto no leito da desventura
Meu remédio é amargura e a tristeza é meu conforto
Remando o barco pro porto da esperança perdida
E a matéria convencida desiludida da sorte
Só esperando que a morte parta a corrente da vida
De viver tenho vontade, me esforço, luto e pelejo
Mas olho atrás e não vejo os dias da mocidade
Ja descambei da metade estou chegando ao fim
Nada pra mim é ruim, nem a saudade me afronta
E brevemente tira a conta dos dias que faltam a mim

De acordo com o declamador, que em outra oportunidade falarei mais sobre ele, quando era menino escutava isso do seu pai, que sempre se lembrava do velho barbeiro. Se alguém souber a autoria dos versos ou tiver algo a acrescentar fique a vontade em comentar.

Estou gravando mais coisas, e com certeza voltarei a postar tudo que for interessante, pois conversa de bebo também é cultura.

Transportadores do Povo

No meu trabalho tenho a necessidade de viajar por várias cidades do interior do estado (no caso, Rio Grande do Norte). No deslocamento utilizo mais os chamados alternativos do que os ônibus de linha. Os motivos são vários, melhor preço, maior rapidez na viajem, enfim um melhor custo-benefício. Agora existe outro motivo que me faz optar por esse tipo de meio de transporte. Nos carros alternativos, posso conversar com diversas pessoas diferentes, ouvir histórias de vida, anedotas reais, e vários causos nordestinos. Lá os nordestinos que também utilizam o serviço conversam muito, para que a viajem se torne mais agradável e o tempo passe mais rápido.

Existem regras básicas para se pegar um carro alternativo, a primeira delas é nunca se espantar com o estado do carro. Afinal eles rodam muito, e são meio acabados mesmo. Depois é sempre por o cinto de segurança e procurar um lugar bem ventilado, pois andar pelo sertão não é nada agradável, principalmente no verão. Nessas andanças sempre me deparo com carros cuja porta por dentro não tem o puxador para abri-la, nem tão pouco a manivela para se baixar o vidro. Bom, isso é o mínimo. Já peguei um velho Chevette, num dia de chuva, que tinha uma goteira bem em cima do meu pé. Coisa não rara nesses carros são os buracos na lataria. Pois é, chovia mais dentro do que fora do carro. Sai ensopado. O motorista me garantiu que iria voltar no funileiro que fez o serviço e deixou justamente aquele buraco, provavelmente por que não o vira. Sei. Passei o dia com os pés encharcados.

Tirando o fato da precária conservação dos veículos, existe um lado bom e interessante nessas viagens, o humano. Geralmente o dono do carro é uma pessoa simples, que todos os dias faz das estradas seu campo de trabalho. É um trabalho cansativo, desgastante e se não fosse o gás combustível, não seria muito rentável. Seu Francisco dos Santos, tem 63 anos, e trabalha com frete há 30. Sempre fazendo a rota João Câmara – Natal. Todos os dias faz em média cerca de 5 viagens, cobrando R$ 7,00 por passageiro. Como todos os que trabalham fazendo frete, ele tem medo da violência, mas diz que nunca foi assaltado. E, faz questão de enfatizar, nunca se envolveu em um acidente, mas já perdeu vários colegas nas estradas. Seu Francisco tem uma família de cinco filhos, e mora com eles e a esposa. Consegue sustentá-los apenas com o dinheiro que ganha fazendo as viagens. Seu rendimento mensal é em torno dos R$ 1.100,00, já tirando os gastos com o carro e com combustível. – Depois que surgiu o gás, melhorou bastante nossa vida por aqui – comenta ele, sobre o gás natural, combustível que está presente em todos os carros de transporte alternativo.

Leia Tudim... »

Morre uma Estrela!?!

A moda de morrer continua a todo vapor, e o que não faltam são candidatos para o famigerado fim. Dessa vez o travesti mais famoso do Brasil, que deu uns pegas no Ronaldo, se juntou ao grupo dos pés juntos. Morreu, mas não se sabe o que aconteceu. Alguns especulam que alguém deu um calaboca no(a) coitado(a), contratando um matador do nordeste. Moziel? Bom, o enterro acontece logo mais, no cemitério Santa Lídia. A agenciadora da modelo/travesti já disponibilizou no seu blog as inscrições para quem quiser concorrer aos ingressos para assistir a cerimônia, junto com um show em homenagem ao defunto. Já se sabe que a bandeira do corinthians irá cobrir o caixão. E como diria Vera Verão: bicha não morre vira purpurina!

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  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
  • suzilene: caraca o coelhinho é´loco e tarado e lindinho*-* fiado e´bom de mais. 100% play boy

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