Histórias de Trancoso

Garota de Ipanema

 

Música cinquentona, mas com corpinho de vinte

Há 50 anos, os privilegiados ouvidos dos frequentadores da boate Au Bon Gourmet foram presenteados com o debút público de uma das músicas brasileiras mais executadas mundo afora nessas últimas décadas. Ironicamente, o diálogo introdutório daquele trio nunca foi gravado em disco, mas era um dos momentos mais aguardados pelo público que assistia ao show “O Encontro”, que reuniu Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Os Cariocas. E o diálogo musical era o seguinte:

João Gilberto: “Tom, e se você fizesse uma canção que possa nos dizer, cantar o que é o amor?”

Tom Jobim: “Olha, Joãozinho, eu não saberia sem Vinícius pra fazer a poesia”

Vinícius: “Para essa canção se realizar, quem dera o João para cantar…”

Aí a bola voltava para João Gilberto, que cortava

Ah, mas quem sou eu?Eu sou mais vocês. Melhor se nós cantássemos os três”

Aí que a música propriamente dita iniciava, e “Garota de Ipanema” fazia a alegria dos presentes e se tornava moda naquele Rio de Janeiro dos anos 60, em plena efervescência da Bossa Nova. Mas ainda demoraria um pouco para a música tomar o Brasil e o mundo de assalto, pois sua primeira gravação sairia apenas em 1963, na voz de Pery Ribeiro. Nesse mesmo ano também seria gravada no célebre disco “Getz/Gilberto”, com João Gilberto fazendo um dueto inesperado com sua esposa Astrud, devidamente acompanhados pelo sax tenor de Stan Getz.

Mas os produtores demoraram quase um ano para lançar a gravação, e o mundo só conheceu a música em 1964, e em sua versão em inglês (o trecho cantado por Astrud Gilberto), para a qual foi vertida pelo letrista Norman Gimbell, que costumava converter as letras dos sucessos da Bossa Nova em versões que raramente estavam relacionadas a original, juntando clichês e platitudes em inglês dentro da métrica da música. Aliás, no caso de “The Girl from Ipanema”, quase que nem “Ipanema” entrava na letra, e só ficou por pura insistência de Tom Jobim, que comprou a briga, e após esse tipo de episódio, resolveu aprender inglês para que, no futuro, ele mesmo fizesse suas versões. E passou a chamar Gimbell de “Norma Bengell”.

E desde então foi um sucesso. Quase cem semanas no hit parade da Billboard, ganhou cinco das sete indicações ao Grammy daquele ano e possui, até hoje, algumas centenas de gravações. E, ao contrário de antes, todo mundo sabe hoje o que é e onde fica Ipanema. Mas quem a inspirou, em Ipanema, ainda passaria algum tempo alheia ao fato de que ela teria sido a musa para os dois compositores em seu derradeiro trabalho juntos.

Entre o fato e a lenda, cantemos a garota

Mas muita lenda foi publicada como fato sobre a gênese dessa música. A principal é de que Tom Jobim e Vinícius de Moraes, enquanto enxugavam suas tulipas de chope no bar Veloso e observavam a jovem professora Heloísa Eleida fazer exposição de seu corpitcho indo a praia, criaram a música ali mesmo. É uma imagem bem romântica e idealizada imaginar um poeta criando, no ato, algo novo em instantes por obra e graça de sua musa. Mas parafraseando o grande ipanemólogo Ruy Castro, Tom e Vinícius eram homens sérios e não iam levar trabalho ao bar, que é ambiente onde homens sérios vão beber. De fato, Vinícius compôs a letra semanas depois que Tom Jobim criou a melodia na segurança de seu apartamento. Aliás, a letra originalmente concebida por Vinícius estava bem distante da que hoje conhecemos. O título seria “Menina que Passa”, e a letra seria essa:

Vinha Cansado de Tudo

De tantos caminhos

Tão sem poesia

Tão sem passarinhos

Com medo da vida

Com medo do amor

Quando na tarde vazia

Tão linda no espaço

Eu vi a menina

Que vinha num passo

Cheia de balanço

A caminho do mar

Vinicius não se deu por satisfeito e criou outra letra e finalmente deu seu título definitivo pelo qual a conhecemos hoje. Mas é inegável que foram inspirados na beleza de Helô Pinheiro e, porque não dizer, no estilo Ipanema de ser daquelas mulheres independentes, sexualmente ativas, belas e seguras de si que aquele universo paralelo produzia em série há décadas a despeito de como o resto do mundo se comportava.

Mas Helô não era exatamente uma “Garota de Ipanema” na mais ampla acepção da palavra. Ao contrário, era nascida e criada do Grajaú, filha de um militar da cavalaria e de uma funcionária pública, educada nos valores mais tradicionais da família, e que só viria a morar em Ipanema aos dez anos, após a separação dos pais. Ah, e ela não passava pelo bar a caminho do mar, e sim para comprar cigarros para a mãe.

Mesmo antes de ser “Garota de Ipanema”, sua beleza já atraía olhares e atenções, a ponto de estampar capas de revistas e anúncios de bronzeadores. Mas o fato dela ser “musa inspiradora” de dois coroas safados foi um dos segredos mais bem guardados da música brasileira até idos de 1965, quando Vinicius de Moraes abriu o jogo em uma entrevista. Mas isso não mudou a vida de Helô, que preferiu seguir a rota traçada por sua mãe, ou seja, se casar virgem e ser uma boa dona de casa e mãe de família. E olha que o assédio e a tentação da fama foram pesados, já que oportunamente até se produziu um filme chamado “Garota de Ipanema” pra aproveitar a febre, mas ela nem cogitou de ser a protagonista, por mais óbvia que fosse a escolha. E consta até que o próprio Tom Jobim se confessou apaixonado e a teria pedido em casamento. O mais perto que ele chegou disso foi ao ser padrinho do casamento dela. Só nos anos 70, com problemas financeiros, ela cedeu e começou a trabalhar como atriz, e em 1987 finalmente atendeu aos apelos da Revista Playboy.

Não obstante efêmeros sucessos da música brasileira que estouram lá fora e são esquecidos em poucos meses, “Garota de Ipanema” se firmou como um clássico da música internacional, incessantemente regravada em ritmos diversos e por intérpretes tão diametralmente opostos como Frank Sinatra ou Amy Winehouse, passando por Diana Krall, só para citar alguns exemplos, continuamente divulgando as belezas de Ipanema para o mundo, além de ser o atual nome do antigo Bar Veloso, onde tudo começou- de acordo com a lenda. E que venham mais outros cinquenta anos, num doce balanço ao caminho do mar.

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Nunca Aposte Sua Bunda


Existe um conto do Edgar Allan Poe intitulado “nunca aposte sua cabeça com o diabo” com um certo cunho moral sobre um indivíduo que, para comprovar suas razões e seus pontos de vista, sempre apostava sua cabeça com o diabo (dã!). Conhecendo Poe, você pode presumir que o destino do infeliz não foi dos melhores. Não vou dar recomendações morais para nunca apostar sua cabeça com o diabo. Este caráter moral eu deixo para o velho Edgar.O que venho recomendar aqui aos jovens leitores é: nunca apostem sua bunda. Nem com o diabo, nem com ninguém!

Por mais que você tenha certeza, convicção absoluta ou não haja sombra de dúvida, nem assim aconselho você a colocar a saúde de suas pregas em questão como fiel de uma aposta. Mesmo que a aposta verse sobre o formato do planeta ou de seus testículos, resista a tentação de afirmar sua certeza e conhecimento sobre algum assunto bradando “eu dou o cu de festa se estiver errado!”. Por menor que seja o risco de se perder a aposta, ele existe. E perder uma aposta cuja paga envolva a prática meio involuntária do amor uranista, qualquer risco é grande demais.
Para ilustrar esta crônica de cunho moral, me permitam relatar uma pequena história envolvendo Bira, o Bruto, e um incauto jovem que atendia pelo nome de Marcos Vinícius, ambos alunos do ensino superior em uma mesma universidade. Nestas contendas intelectuais que surgem nos corredores do campus e nas mesas de botequim, eis que ocorre entre estes dois personagens uma divergência de opinião sobre algum assunto obscuro ou complexo, como teoria do caos, mecânica quântica ou cinema iraniano. Não importa. O que é relevante é que alguém resolveu apostar o brioco e o outro aceitou. Um dos dois estava errado, e pela aposta, este deveria ceder o ás-de-copas para pagar a aposta. Não preciso dizer que um terceiro, um professor que era autoridade no assunto (o assunto da aposta, e não em dar a bunda) acabou por dar razão ao Bira, que além de bruto, é escroto e cara de pau. Ao saber que vencera a aposta, uma frase se tornou comum de se escutar na faculdade: ”Marcos Vinícius, estás me devendo!”, obviamente seguida do gesto envolvendo os dedos polegar e indicador formando o característico anel.
O campus inteiro estava ciente da aposta e da dívida, e as cobranças públicas estavam cada vez mais constrangedoras. Mas o ápice das mesmas ocorreu quando, no início de um semestre, o diretório acadêmico organizou um evento para recepção dos calouros. Em um palanque, as autoridades acadêmicas diziam algumas palavras. Alguma alma sebosa acabou chamando o veterano aluno Bira, uma verdadeira instituição dentro da universidade, para falar ao microfone, em cima do palanque. Ele falou aos alunos novos, explicou um pouco sobre a rotina acadêmica, soltou umas piadinhas infames com alguns dos professores. Mas ao final, ele pergunta ao público: “Cadê Marcos Vinícius? Ele ta por aí?”. Ao vê-lo tentando se esconder entre algumas jovens calouras, Bira aponta para ele e grita, fazendo com a outra mão o característico gesto com os dedos indicador e polegar:
“MARCOS VINÍCIUS, ESTÁS ME DEVENDO!”.
Agora todo mundo no campus estava sabendo da aposta. Mas a solução parece fácil, não? Era só Marcos Vinícius conversar com o Bira e pedir educadamente que ele parasse com estas cobranças públicas, já que estava ficando feia a situação. E foi isso que Marcos acabou fazendo, e para sua surpresa, o Bira aceitou numa boa, cessando as cobranças públicas. Mas poucas semanas depois, Marcos chama o Bira e pede para que ele volte a cobrar a aposta. “Mas por quê?”, perguntou Bira, segurando o riso e já prevendo a resposta: “É que todo mundo está pensando que eu paguei a porra da aposta!”.
Ou seja, jovens, nunca apostem a sua bunda, pois sempre existe a possibilidade de se perder a aposta. A não ser que a sua intenção seja essa…

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Sinhá Gorda

A sinhá já estava na mesa do café da manhã, pronta como sempre ficava nas manhãs quentes. Gorda como ela só, adorava brincar de que ela era a escrava, assim que o Barão saia de casa. Fazia o papel de escrava e mandava eu lhe dar chicotadas, sendo eu o seu algoz. Depois de algumas chicotadas e tapas ele pedia pra lhe beijar. Isso não, eu era escravo. Podiam me matar no tronco, mas beijar aquela mulher não dava. O Barão só aguentava por que foi dela que ele herdou todas as terras que tinha. Além disso, ele tinha todas as escravas mais novas à hora que quisesse.

Todos os dias de manhã cedo era a mesma brincadeira. A Sinhá se divertia. Parecia uma porca de quatro no chão pedindo pra apanhar. A minha sorte, ou azar, é que nunca o barão pegou no flagra aquela cena ridícula. Nem mesmo ninguém contava para ele, até porque o capitão, que nos vigiava na senzala, achava aquilo um castigo bem pior que ir pro tronco.

Mas um dia a coisa parecia que ia mudar. Ela acordou logo cedo e vendo que não havia jeito de me beijar, nem amarrado, me fez uma proposta tentadora. Eu teria que beijá-la e ainda ir às vias de fato com ela, por pelo menos duas horas. Se fizesse isso teria minha carta de alforria. Bom, era um verdadeiro de

safio, afinal dar palmadas e chicotadas ainda é suportável, mas beijar e pegar a mulher do Barão, e ainda por cima por duas horas, é algo asqueroso, que dá até náuseas. Nem depois de vários litros de pinga da braba, daquela pega fogo mesmo. Mas havia uma compensação, muito boa por sinal. A minha liberdade. Algo que eu havia lutado desde sempre, já havia tentado fugir várias vezes, ido pro tronco outras tantas, só para ganhar a liberdad

e. Agora ela estava ali, na minha frente, de bandeja. Era só passar duas horas com a porca gorda da Sinhá.

Depois de muito pensar e medir os prós e contras da proposta, resolvi aceitar, mas algo me deixava nervoso. Se fosse pego pelo Barão, ele arrancaria meu couro, e finalmente teria um motivo para matar a gorda de sua esposa, sem problemas com a lei. Mas esse problema, o possível flagra que o Barão podia dar nesse verdadeiro desafio, fora resolvido com maestria pela Sinhá. Ela inventou uma visita a uma tia distante, falou que há tempos não a via e que era realmente necessário ir até lá, pois a tia imaginária estava à beira da morte. Eu entrei na história, pois ela exigiu que um escravo grande e forte fosse lhe fazendo companhia, para sua segurança e para carregar sua enorme bagagem. O Barão apenas comentou que eu tivesse cuidado, pois as frutas do seu pomar só ele podia colher. Isso num tom de voz ameaçador. Deu-me um frio na espinha. Mas valia a pena correr o risco, afinal era minha liberdade.

O problema foi à data marcada para a viagem, dia 12 de maio de 1888. Só podia ser nesse dia, pois a colheita do café já haveria acabado e o Barão podia abrir mão do meu trabalho no campo. Esperei alguns meses, ainda tendo que brincar de ser senhor e ela de escrava branca. Finalmente o dia chegou, a viagem foi tranqüila, sem sobressaltos além das tentativas quase insanas dela se agarrar no meu membro em plena estrada. Era uma tarada e devia estar necessitada. Chegamos a um lugar deserto, uma casa meio abandonada, que ficava a muitas léguas da casa grande. Ela me falou – É aqui, prepare-se para ser meu – a boca dela salivava. Eu estava maluco, mas precisava fazer aquilo. Entramos na casa e nem deu tempo de pensar, ela já estava sobre mim, e caí no chão com o peso. Minhas velhas e surradas roupas voaram longe e facilmente foram arrancadas. A Sinhá gritava e uivava, como se estivesse no cio. Nunca vi nada tão medonho. Fiz todo o ritual combinado, a beijei e todo o resto. Depois de tudo feito, e passando mal, recebi dela a minha carta assinada pelo Barão, conforme o prometido. Nunca fiquei tão feliz. Abri a porta e a deixei lá, sai correndo e gritando com a carta na mão. Finalmente livre. Só consegui chegar à cidade no dia seguinte, pois estava demasiado longe. Ao entrar gritando de euforia vi que vários negros também gritavam. Já passavam das 4 da tarde do dia 13 de maio de 1888. Todos eles corriam feito loucos gritando, dizendo que estavam livres. Não entendi nada, afinal havia passado um dia fora. Encontrei um amigo de senzala e o mostrei minha carta. Ele sabia de todo o martírio que havia feito pra consegui-la e apenas riu na minha cara. – Rapaz, você fez tudo em vão, a Princesa Isabel acabou de assinar a lei Áurea, libertando todos nós. Estamos todos livres! E você pegou a Sinhá Gorda! – Não sei se chorava de alegria ou tristeza, mas o fato é que aprendi a nunca mais confiar em mulheres taradas.

Jesus Cristo Full Contact


Ou uma releitura dos fatos bíblicos

Essa história, contada diversas vezes por meu irmão mais velho, poderia ter ocorrido em qualquer cidadezinha do interior durante a semana santa, onde algum grupo de teatro resolva encenar a Paixão de Cristo pelas ruas da cidade. Algo bem corriqueiro nas cidades brasileiras com a proximidade do fim da Quaresma. Claro que nem se compara com o nível de superprodução de Nova Jerusalém, e inclusive é mais comum o uso de atores amadores. E normalmente são os mesmos, todos os anos.

Só que na cidadezinha a qual nos referimos, e cujo nome me foge à memória, mas que não duvido nada que seja do interior da minha Paraíba, ocorreu que na estreia da peça, um dos atores que interpretariam um dos centuriões romanos pela Via Crucis acabou caindo doente. Isso inviabilizou sua participação. Alguém se lembra de um potencial substituto, que fisicamente se assemelhava ao ator ausente. Conversaram com ele, e o mesmo concordou sem pestanejar.

Mas o assistente de palco lembrou ao diretor que Zé da Burra – ou qualquer alcunha que o valha – não ia com os cornos do ator barbudo que interpretava há anos o Nazareno da cidade. Parece que era coisa de mulher, ou de dívida de jogo. Ninguém sabia ao certo. Mas o fato é que eram desafetos um do outro, e não era de data recente. Mas o diretor não levou muito a sério o caso. E nos ensaios não houve maiores problemas.

No dia da estreia, a peça começou bem, dentro das limitações de figurinos e do amadorismo dos atores. Até porque qualquer cristão sabe de cor a história. E aí passa parábolas, sermão da montanha, última ceia, beijinho na face dado por Judas, Pilatos lavando as mãos…

Eis que chega o momento da Via Crucis, onde Cristo carrega sua cruz pelas ruas e é espancado. E aí é que começa o problema, já que o ator substituto começa a atuar, na falta de palavra melhor. Digamos que o centurião estava interpretando bem demais, pois estava descendo a chibata com uma verossimilhança que espantaria os produtores do filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson. Já de lombo ardendo, o Cristo resmunga baixinho ao centurião:

- Não acha que está exagerando um pouco?

Rindo, o centurião responde:

- Exagerando? Espera só para ver quando chegarmos à praça…

O espetáculo continuava, narrando a mesma velha história conhecida há quase dois mil anos. Mas, de repente, algo foge ao roteiro, causando comoção geral. Uma gritaria diferente e bem real, desta vez vinda da boca do Centurião.
- Aaaaahhhhh…!
- Dá doendo, filho da puta? Então toma outra!

O “Cristo”, não aguentando mais tanto chicote no lombo, pegara a cruz que carregava e quebrou-a na cabeça do Centurião. De imediato pouca gente entendeu aquilo, outros imaginaram que seria uma releitura dos fatos bíblicos sob a ótica da Teologia da Libertação, e um bocado apoiou a reação, pois onde já se viu apanhar tanto daquele jeito sem reagir? E em  poucos segundos o cacete estava comendo na Via Crucis. Sobrou até para o Judas, que quase foi malhado no lugar do boneco.

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Guerra, Espionagem e Sacanagem


No amor e na guerra, nem só o derrotado se fode…

Para aqueles que leram a matéria sobre Giselle, a espiã nua, aproveitamos aqui para falar alguns dos fatos envolvendo espionagem e sacanagem durante a II Guerra Mundial.

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Diário de uma Malvada

Esse texto foi escrito por uma antiga colunista do nosso site mais antigo ainda, CrazyMan, Dyell Araújo. Ela é meiga, e nunca frequentou a Blodega. Não gosta de blodegueiros, mas até que escreve bem. Vejamos se está aprovada na nossa mesa:

Diário de uma Malvada

Querido caderno de veludo roxo com letras douradas onde confesso todas as minhas maldades. Como tem passado?

De um tempo para cá a minha vida vem estado numa calmaria sem fim. Não entendo como ser vilã e presidente de uma multimilionária firma de porcelana, alimento e roupa íntima. Depois que matei aquele motorista que me chantageava aproveitei essa calma toda e coloquei silicone. Vilã tem que ser peituda! Hoje, pela manhã, demiti a empregada, Mercedita del Ben, aquela com seis filhos e um marido alejado. Dá para acreditar? A mocoronga loira esqueceu de colocar adoçante no suco de umbu. Fui obrigada a demiti-la, tenho que ser sincera, que enquanto ela chorava implorando para que eu não a demitisse ou pelo menos não a matasse, quase morri de rir, mas me controlei, lembrei que mais tarde teria que me depilar e fingi que não achei divertido ela contando do sobrinho cego. E por falar em sobrinho cego, um vagabundo, isso sim diário, ontem pedi para que ele lavasse minha Beêmi e ele veio com uma conversinha de que era cego, vê se pode? Como se ser cego justificasse alguma coisa. Assim como aquele alejado do marido da Mercedita  disse na frente do titio que a culpa de sua deficiencia era minha só porque o atropelei seis vezes seguidas e ainda não prestei socorro. Concidências existem! Pobre! Sempre querendo culpar alguém! Sempre! Read the rest of this entry »

Sexo, mentiras e DVD

As Desventuras Sexuais de um Cinéfilo

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