Naftalinas
Textos reeditados de antigos sites e blogs os quais coleborei, mas tudo respeitando o prazo de validade
Elis Hurricane

A biografia de Elis Regina em nova versão aditivada
Nota do Blodegueiro: Aos 30 anos da morte da Elis Regina, republico este texto do velho Busilis quando foi reeditada sua biografia pela Ediouro há 5 anos como pequena homenagem a cantora dos bêbados e equilibristas. Como nesse mundo há mais bêbados do que equilibristas, curtam com moderação. E lembrem-se: Cinzano mata!
Elis Regina Carvalho Costa. Uma baixinha gaúcha meio estrábica, com uma voz poderosa e uma personalidade idem, que iniciou uma carreira promissora cantando baladas e rocks despretensiosos no seu primeiro disco, “Viva a Brotolândia”, após anos se apresentando em rádios gaúchas como talento prodígio. Sua voz e atitude no palco a levaram a chegar ao Rio em pleno golpe militar. E seu golpe foi ajudar a enterrar o então agonizante movimento da Bossa Nova, um estilo que a esnobou e que ela também não simpatizava. Chegou ao estrelato nos antigos festivais de música popular, pilotou um programa de TV e chegou a ser a cantora mais bem paga do país. Elis poderia ser uma cantora das multidões, mas preferiu aperfeiçoar sua arte e se identificou e se aproximou da nata cultural do país, sendo apontada como elitista. E, de certa forma, ela era, já que seus espetáculos e shows estavam longe de serem populares, shows estes mais voltados a um público sofisticado. Em vida seus discos não vendiam tanto, se comparados a outros artistas com maior penetração popular.
Como pessoa, era uma figura controversa, de personalidade contraditória, pois em poucos minutos poderia dizer exatamente o contrário do que afirmara antes, e vivia uma relação de amor e ódio com seus amores e amigos, e seu relacionamento com a família passava por altos e baixos, até praticamente romper com os pais. De origem humilde, com hábitos simples e sem herdar uma grande cultura, Elis tinha uma forte necessidade de se auto-afirmar no meio artístico onde de repente se viu lançada. A relação entre ela e seu primeiro marido, o músico e produtor Ronaldo Bôscoli, era o clássico exemplo de viver entre tapas e beijos, já que ambos tinham forte personalidade. Até com seu segundo marido, o pianista Wagner Tiso, bem mais tranquilo que Bôscoli, a relação foi tumultuada. Ou seja, como toda mulher baixinha, era braba pra cacete.
Mas sua voz e interpretação prestaram um enorme serviço à música brasileira. A sua pungente interpretação de “Atrás da Porta”, de Chico Buarque, é um dos grandes momentos de nossa música. Morreu aos 37 anos incompletos, por ingerir uma mistura de cocaína e Cinzano, no dia 19 de janeiro de 1982, em um episódio que ainda provoca polêmica entre seus amigos e parentes e do qual até hoje o seu namorado a época, Samuel McDowell, não gosta de comentar. Tanto que no especial “Por Toda a Minha Vida”, veiculado pela Rede Globo no final de 2006 e que dramatizava a biografia de Elis, a causa da morte sequer é mencionada. Seu funeral causou uma comoção pouco vista até então, mostrando uma popularidade que surpreendeu a muitos. Foi alçada a condição de maior cantora do Brasil, um posto do qual dificilmente será tomado. Sua filha com César Camargo Mariano, Maria Rita, hoje vive uma carreira promissora como cantora, mas procura uma identidade própria fora da sombra de sua mãe. Um senhor desafio, diga-se de passagem
Mesmo com tantos elementos dignos de uma tragédia grega, a história de Elis nunca foi levada ao cinema, e só posta no papel em uma única biografia, escrita pela jornalista e amiga Regina Echeverria e lançada poucos anos após sua morte.
O livro “Furacão Elis” é, basicamente, a transcrição quase literal dos depoimentos de parentes e amigos de Elis, reunidos pela jornalista e organizados em ordem cronológica. Mas se comparada a outras biografias de outros personagens da música, o livro de Regina carecia de algumas informações, deixando lacunas em momentos relevantes da vida da cantora, que certamente interessaria aos fãs, como a época em que Elis apresentava o programa “O Fino da Bossa” ao lado de Jair Rodrigues. No livro “Noites Tropicais”, de Nelson Motta, o autor descreve muito melhor essa época da vida de Elis. Inclusive o produtor Nelson Motta foi amante de Elis na fase final do casamento dela com Bôscoli, e seu depoimento está no livro de Echeverria. Talvez pelo relativo pequeno número de entrevistados, e principalmente por algumas ausências, a mais sentida sendo a de Jair Rodrigues, que foi colega de palco e amigo de Elis, que o livro poderia ser considerado incompleto.
Mas essas lacunas foram parcialmente preenchidas na nova edição da biografia de Elis. Lançada em 2006, quando se fez 25 anos da morte da cantora, essa nova edição vem em um formato maior que a original, e traz mais fotos. Como o livro estava fora de catálogo há alguns anos, a autora resolveu relançar sua obra, dessa vez pela Ediouro, e acrescentou novos depoimentos ao texto original, como o do já citado Jair Rodrigues e o de Fernando Faro, responsável pela direção do último espetáculo de Elis, “Trem Azul”. O lançamento é oportuno para os novos leitores que quiserem conhecer a vida dessa cantora, cuja obra ainda é referência da música brasileira.
Onde Andará McGyver

(mais um textinho reciclado dos tempos do Busilis)
Antes de Mais Nada:Quem é McGyver?Ora, todos de minha geração já ouviram falar de McGyver. Mas você, que nasceu na geração Pokemon, provavelmente não conhece o mago do improviso, que salvava o mundo toda a semana sem dar murros ou disparar armas de fogo. Portanto, uma breve introdução: McGyver é um cidadão com formação científica que se tornou agente de uma organização do governo americano chamada Fênix. E foi praticamente por acaso, pois seus conhecimentos de física e química e sua capacidade de improvisação impressionaram Peter Torton, o manda-chuva da Fênix, que o empregou após ter sido ajudado por ele em uma missão contra o assassino Murdock, que se tornou o arqui-inimigo de McGyver. Por sinal, o chato do Murdock é que era a verdadeira fênix, pois sempre voltava dos mortos e eventualmente aparecia para tentar matar o McGyver, mas sempre se estrepava no final, seja caindo de um barranco em um carro, despencando de uma montanha ou dentro de um prédio implodido, mas sempre gritando, puto da vida, o nome daquele que sempre frustrava seus planos: “MCGYVER!!!!”
McGyver se tornou um agente e um herói atípico. Suas únicas armas eram um rolo de fita adesiva e um canivete suíço Victorinox, além de seu profundo conhecimento de física e química, que permitia que ele improvisasse e salvasse o mundo das formas mais improváveis possíveis. Ele poderia deter um vazamento tóxico com barras de chocolate, desmontar bombas com canudos, soldar usando moedas como eletrodos, consertar radiadores furados com ovos, fazer explosivos com detergente…O bicho era fodão, mesmo. E ele raramente usava de força física contra seus inimigos. Até porque, sempre que tentava dar um murro em algum elemento, faltava pouco pra quebrar o pulso. E também não matava os bandidos, que se morriam, eram por seus próprios atos. O cara era uma antítese completa do estereotipo do herói musculoso e violento, que resolve os assuntos na porrada. E, como de praxe, ele não comia ninguém nos episódios.
Mas, cadê o homem?
Após sérias investigações, chegamos a hipótese mais provável: a organização Fênix teria sido desativada por Bill Clinton quando este assumiu a Presidência dos Estados Unidos, deixando um monte de gente desempregada. McGyver tentou um trampo como professor de cursinho, mas o salário era uma bosta e seus alunos piores ainda.
Com a grana curta e a paciência mais curta ainda, McGyver largou aquela vida de bom moço e mandou seu patriotismo ao caralho. Já que seu país não mais o valorizaria, ele iria oferecer seus serviços a quem melhor pagasse. Por isso, o jovem cientista levou seus conhecimentos para o Oriente Médio, e passou a desenvolver armas para o Iraque.
Todo mundo acusou George W.Bush por atacar o Iraque sem motivo, já que não foram encontradas armas de destruição em massa no país. Mas o grande segredo é que o engenhoso McGyver desenvolvera uma técnica inédita para desenvolver matéria-prima para bombas nucleares, devido à ausência de urânio enriquecido: cobaias escolhidas por sofrerem de câncer e passarem por seções de radioterapia eram selecionadas, e suas fezes recolhidas. Usando uma centrífuga improvisada de um carrossel de parque de diversões, eles separavam a bosta dos elementos radioativos, que eram coletados e guardados. Como a produção estava a um ritmo pequeno, o governo iraquiano passou a importar secretamente comida mexicana e baiana, que além de aumentar a produção de “material”, adicionava poder explosivo ao mesmo.
É claro que quantidades enormes de Tacos, Vatapás e acarajés sendo contrabandeadas para um país muçulmano não passaram despercebidas pelos serviços de inteligência americana. Logo, o governo dos EUA descobriu o plano de Saddan Hussein, mas os detalhes não vieram a público, devido ao alto segredo envolvido, e porque a história seria ridícula demais para ser levada a sério. Daí a história de armas de destruição em massa e os planos para se invadir o Iraque.
Durante a invasão, as tropas americanas estavam procurando, além de Saddan Hussein, o ex-agente da Fênix. Este chegou a ser pego, mas conseguiu fugir dos Marines usando uma faca Ginsu e um par de meias Vivarina, escapando através da fronteira com o Irã. Seu atual paradeiro é ignorado, mas ele está sendo mais procurado ainda do que foi o Bin Laden, pois se suspeita que ele tenha levado seus planos de construir armas nucleares a partir de merda para o Irã.
Mas há outra versão para os fatos. Ele teria espalhado este boato para desviar a atenção da mídia, pois ele viera ao Brasil, achou tudo muito bom e mandou aquela vidinha bunda para lá. Agora ele quer é saber de passar o rodo em vagabunda e encher a cara de cachaça, e que aderiu ao Funk Carioca e atende pelo nome de M.C. Gyver. E seus improvisos são apenas usados em brincadeiras de mesa de botequim. Dizem até que ele fez as pazes com Murdock, que também está escondido nesta terra abençoada por Deus, bonita por natureza e que serve de esconderijo pra um bando de filho da puta…Os dois até fazem churrasco em fim-de-semana, com direito a banho de mangueira e pagode na laje. È claro que, quando falta carvão, McGyver usa técnicas secretas para reagrupar moléculas de carbono de estrume de vaca…
Ah, no fim das contas, McGyver está mesmo é no Twitter, dando dicas. É só segui-lo pra saber onde anda e o que fazer caso esteja trancado em um porão cheio de sucata…
No Zdorovie!

O uso Medicinal da Vodca
Vez por outra eu acabo me ausentando da Blodega por motivos de saúde. Todavia, sempre que isso ocorre eu consulto a medicina russa, que me providencia o tratamento adequado para limpeza dos brônquios e alvéolos pulmonares. Por indicação do Dr.Orloff, em consenso com o Dr.Smirnoff e da doutora Wyborova, em tais situações administro doses de vodca pura e gelada para aliviar o pigarro de minha garganta, com a opção de adicionar gotas de limão. Santo remédio, eu devo admitir.
Para convencê-los da vocação medicinal desta bebida devo lembrá-los que, como boa parte dos velhos destilados, o nome dessa bebida se deriva da expressão “água da vida”, já que tais destilados eram, normalmente, usados originalmente como remédio, até porque beber água naqueles tempos era um troço pra lá de arriscado. No caso da vodca, seu nome deriva do russo voda ou do polonês zhiznennia voca, já que não existe consenso sobre o local e data exatos da origem dessa bebida, pois poloneses e russos reivindicam a paternidade desse “remédio”. A vodca é obtida a partir da destilação de tubérculos ou grãos, como batatas, centeio ou milho.
Para se beber a purinha russa (ou polonesa), é aconselhável a mesma estar gelada. De praxe, ponha sua garrafa de vodca preferida no congelador, sem risco de que a mesma se solidifique. Beber pura com gelo não cai bem. Alguns preferem misturar com refrigerantes. Os tira-gostos que melhor combinam com esta bebida são salgados, como cebolas ou pepinos em conserva. Não combina muito bem com doces, como convém a qualquer bebida. A vodca também é uma ótima base para drinques diversos. Aqui reproduzo as “receitas médicas” que podem ser feitas a partir da Vodca, todas receitas consagradas e praticamente de domínio público, verdadeiros patrimônios imateriais da humanidade. Leve-as a sua farmácia de manipulação preferida.
Caipirosca: Variante da nossa conhecida caipirinha, substituindo a cachaça por vodca. A prática surgiu por um certo preconceito contra a nossa branquinha, algo injustificável hoje em dia devido a disponibilidade de excelentes marcas. Mas isso não desqualifica a caipirosca como alternativa bolchevique à caipirinha. Para preparar a versão russa do drinque nacional, é a receita de praxe: um limão galego ou taiti, uma dose bem chorada de vodca e duas colheres de açúcar. Normalmente se corta o limão em rodelas para serem espremidas com o pilão direto no copo, no qual se mistura a vodca, o açúcar e bastante gelo. Particularmente prefiro espremer o sumo do limão e misturar tudo em uma coqueteleira. O macete para se evitar que o limão amargue muito o drinque é não espremer muito a casca e remover os gomos brancos do limão antes de espremê-lo. A proporção de sumo de limão e açúcar pode ir do gosto de cada um, mas essa proporção normalmente satisfaz a maioria. Sobre caipirinha já falei bem em um outro post.
Bloody Mary: Diz a lenda que o nome desse drinque seria uma “homenagem” à rainha Mary I, da Inglaterra, que perseguiu implacavelmente os protestantes puritanos no século XVI e recebeu esse carinhoso apelido de “Maria sanguinária”. O drinque teria sido criado no famoso Harry´s Bar de Paris por um americano, que queria fidalgamente ajudar seus compatriotas, que submetidos a famigerada lei seca, precisavam de uma bebida que disfarçasse a aparência e o odor de álcool. A mistura de vodca, suco de tomate e caldo de carne se tornou clássica. A receita mais comum é: uma dose de vodca, um pouco de suco de limão, pimenta-do-reino, sal, molho inglês, molho de pimenta (preferencialmente tabasco) e o indefectível suco de tomate. Tasca tudo no copo, os temperos à gosto, e misture bem. E boa sorte.
Bullshot: Esse drinque foi criado originalmente para fins medicinais, mesmo. Dizem que, durante as navegações no século XVII, marinheiros ingleses recebiam uma beberagem de caldo de carne para se combater os efeitos do frio. Para incrementar o remédio, os marinheiros adicionavam rum, para a alegria da galera. Só que ao chegar nos bares da Inglaterra, o rum foi substituído por vodca. Atualmente os dipsomaníacos elegem este drinque como ótimo remédio para a ressaca. Aprenda a receita contra ressaca: uma dose de vodca, três doses de consomê de carne, um pouco de suco de limão, poucas gotas de molho inglês, uma gota de molho de pimenta, sal e pimenta do reino. Tasca tudo num copo long drink com gelo e um talo de salsa. Se funciona…Bem, você acredita em homeopatia?
Dry Martini: Originalmente o clássico, elegante e mais famoso drinque é uma mistura de gim e vermute. Mas existe uma variante popularizada pelo personagem James Bond em seus filmes, que substitui o gim por vodca. Quanto à receita, o Dry Martini é mais polêmico que a caipirinha no que tange às proporções dos ingredientes. Mas grosso modo, misture uma dose generosa de vodca com algumas gotas de vermute, depois esprema uma casca de limão sobre a mistura. O Dry Martini tradicional pede que os ingredientes sejam misturados em um copo misturador com gelo e servido (sem gelo) em uma taça de coquetel, adicionando uma azeitona. Ou seja, o famoso mexido, não batido. Já o agente a serviço secreto de Sua Majestade pede sua Vodca Martini batida, não mexida, ou seja, tudo na coqueteleira. Se estiver preparando para ele, convém não arriscar a levar um tiro de Walther nas fuças. Por isso, eis a receita do barman a serviço secreto de Sua Majestade.
Para concluir o receituário, caso o leitor prefera administrar doses puras, aconselho a fazê-lo bem gelado. Existe um copinho específico para se beber vodca, conhecido como “Moscou”, fino e longo., como este, por exemplo E se quer seguir o ritual tradicional, a cerimônia de se beber uma dose de vodca é tomar a lapada de virada, com a respiração presa, e depois gritar “No Zdorovie”, que em russo significa “à saúde” (ou putaquepariu, vai saber). E evite água, pois segundo o sábio Padre Levedo, os peixes fodem nela.
Para finalizar, devo lembrar que existem outros médicos no mercado que atendem pelo SUS, como a enfermeira Natasha ou o médico Paloff, mas não aconselha a consulta, pois pode dar uma braba dor de cabeça…

Como Enfurecer Amigos e Irritar Pessoas

A cada minuto nasce um leitor de livros de auto-ajuda corporativa
Dos meus tempos de estudante de administração, o que mais lembro é a profusão de livros de auto-ajuda travestidos de literatura administrativa, escritos pelos gurus da época. Os tempos e os gurus são outros (alguém ainda se lembra de Lair Ribeiro?), mas literatura de auto-ajuda ainda dá um senhor dinheiro. Se realmente funciona, aí são outros quinhentos. Até hoje só vi se dar bem os autores de tais livros.
Por isso, se você quiser se dar bem com livros de auto-ajuda, você precisa escrevê-los. E, baseado no que já foi publicado no gênero, listamos alguns títulos e sinopses de possíveis livros. Mais vendidos da Veja, nos aguarde!
O Gerente-minuto: resolvendo a ejaculação precoce no ambiente de trabalho
Normalmente o que mais faz a chefia é foder com os subalternos. Mas ele pode usar de suas prerrogativas hierárquicas para garfar a gostosa que serve cafezinho ou atende os clientes que ele tenta enrolar. Mesmo sendo o chefe, trepadas no escritório sempre são acompanhadas da te(n)são de alguém ver a putaria toda, e essa ansiedade pode ocasionar problemas. O autor ensina a lidar com essa ansiedade para evitar um esguicho antes da hora.
Poncio Pilatos, o maior administrador público que já existiu.
Na linha de “Jesus Cristo, o Maior Psicólogo que já Existiu”, surge mais um best-seller, falando sobre o precursor do método preferido de administração pública, que consiste em empurrar a batata-quente para o primeiro Herodes que estiver na frente. Aprenda a lavar as mãos com estilo.
Al Capone, um executivo PittBull
Aqui a biografia de Al Capone é usada como exemplo para vendedores decisivos e agressivos, já que o Scarface conseguiu se tornar bem sucedido ao vender seu produto, apesar de todas as dificuldades impostas, como a importação subreptícia (contrabando), o pagamento de tributos não declaráveis (subornos e propinas) e a obliteração da concorrência feroz (execução de outras gangues). Claro que seu probleminha com impostos acabou lhe melando a carreira, mas como estamos no Brasil, isso não seria problema algum.
O Monge Shaolin e o Executivo
Com os planos de metas impostos ao executivo moderno, satisfazer a chefia está cada vez mais uma tarefa digna de filme de Hong-Kong. O executivo moderno precisa se mirar nos monges Shaolin para desempenhar por vezes tarefas que parecem muito difíceis ou impossíveis, como trocar tapas no ar por um minuto e meio sem tocar no chão, capar moscas em pleno vôo, ficar em pé sobre galhos firmes como um pé de coentro, derrotar doze guerreiros de bronze e andar sobre a água. E ainda precisa ser espada!
O que Aprendi com os Patos
Não, não aprenderás a trabalhar em equipe observando o vôo migratório de cisnes, patos e coisas afins. As únicas lições que patos, gansos e cisnes têm a ensinar no mundo corporativo é que cu de pato não é gaveta, e o que refresca cu de pato é lagoa.
Como Trabalhar Para um Corno
Se seu chefe, além de ser um idiota, tem uma mulher que é gostosa e te dá bola, esse é seu livro, onde aprenderás a lidar com a situação de risco de desrespeitar a hierarquia – ou seja, passar o rodo na patroa de seu patrão sem consultá-lo.
Além destes potenciais campeões de vendas, ainda sugerimos os títulos abaixo para inspirar o potencial Augusto Cury que existe dentro de você:
Quem Mexeu no meu queijo pode socá-lo no rabo
Agora Fodeu – Administrando Crises
Ao Desista dos seus sonhos – como administrar padarias sem queimar a rosca
Vendendo o Peixe, Chupando a Cabeça e Dando o Rabo
As Cinco Pessoas que Você Encontra na Casa do Caralho

Os Mais famosos Lee
Eis aqui mais uma reedição daqueles textos de pauta estranha do tempo do Busilis.Por que diacho o pessoal adora estas listas estranhas e inúteis? Bem, bom proveito.

Bando de Chuponas!

Enquanto me desvencilho das obrigações de sempre, venho oportunamente reciclar mais um daqueles textos em formas de lista que saíam no velho Busilis. Dessa vez aproveitando a estreia recente de “Deixe-me Entrar”, que trás a jovem Chroe Moritz como uma jovem vampira na refilmagem do filme quase homonimo sueco, “Deixe Ela Entrar”. Enquanto não faço a resenha de ambos – muito bons, por sinal – vou aqui, em um gesto (gin)ecológico, aproveitar o pretexto pra por um monte de gostosa uma lista de outras vampiras femininas. Todas maiores de idade
Nem só de Nosferatus e Lugosis vive a irmandade vampirística, graças a Deus. Beldades do sexo feminino adorariam se pendurar no seu pescoço e chupá-lo até a morte. Elas já apareciam em poemas e contos anteriores ao livro Drácula, como a vampira Geraldine do poema Christabel ou a Camilla, do conto homônimo. Todas já bem saidinhas, com intenções safadas (ou safistas) com suas vítimas. Alguns bons exemplos de gostosonas de dentes afiados:
X-Pirralhos

Seu filho pode ser um mutante!
Apesar de curtir quadrinhos de super-heróis, nunca levei muito a sério suas “possibilidades extremas”. Mas de uns tempos para cá tenho revisto meus conceitos e estou considerando a possibilidade de que mutantes possam existir, com todos os seus superpoderes.
Mas por que isso, de repente assim? Ah… É a paternidade. Meu pimpolho está me fazendo perder os cabelos de tanto trabalho que me dá. Mas seu comportamento está se mostrando estranho, e me chamado a atenção. Por isso acredito piamente que ele esteja manifestando poderes especiais. E digo mais. Isso pode estar ocorrendo em sua casa, também!
Duvida? Pois se você é pai, responda as perguntas abaixo:
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Ele desloca móveis e outros objetos pesados com uma facilidade inesperada?
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Mesmo após sofrer algum acidente, ele não parece se importar muito. Aliás, ele parece se recuperar de pancadas com espantosa rapidez?
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Ele às vezes some como num passe de mágica?
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Quando você tenta alcançá-lo, ele se desloca velozmente e você se cansa antes de alcançá-lo?
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Se você planeja algo como vaciná-lo, levá-lo ao médico ou alguma outra atividade da qual ele não goste, justamente ele dá um jeito de dificultar as coisas, como se lesse a sua mente?
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Ele aparece ao lado dos pais como se fosse teletransportado, principalmente quando eles tentam namorar um pouco dentro de ambientes fechados?
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Ele encontra o que não deve encontrar, por melhor que esteja escondido, como se tivesse visão de raios-X?
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Ele alcança objetos que, teoricamente, estão fora de seu alcance, como se ele pudesse esticar os seus membros?
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Ele tem estranhos poderes de persuasão, convencendo você a fazer certas coisas que originalmente você não planejava fazer?
Se você respondeu “sim” a pelo menos uma destas perguntas, então seu filho pode ser um mutante! Eu já me convenci de que o meu filho tem super poderes, já que ele preenche TODAS as características acima descritas. Estaríamos diante do surgimento de uma nova raça, o Homo Superior? Espero que ele não resolva usar os seus poderes para o mal, senão ele vai levar umas chineladas. Só que vou precisar de uma havaiana de adamantium quando eu subir pelas paredes e ficar verde de raiva.
Cinemão Casca-Grossa

“Os Mercenários” e o cinema com testosterona e pólvora
Desde os anos oitenta, a geração pós “Comando Para Matar” viu uma pá de filmes de baixo orçamento envolvendo lutas marciais, tiros e explosões. É praticamente um gênero cinematográfico. Claro que sua namorada prefere ver um sensível filme iraniano, mas quando ninguém está olhando, você procura o torrent corre para a banca de DVD pirata locadora e pega qualquer filme de porradaria, por pior que seja sua produção. Como os grandes astros de ação demoram um ou dois anos para lançarem uma grande produção, você vai passando o tempo com esses filmes baratos. É sempre a mesma história: um militar ou policial atrás de vingança ou um policial ou militar no lugar certo enfrentando um monte de terroristas sozinhos. Claro que tem alguma gostosa na história pro herói sapecar e, eventualmente, servir de refém do vilão, que é mal feito o pica-pau. Apesar de serem execrado pela crítica, os atores e produtores não estão nem aí, já que os filmes custam pouco e rendem horrores no mercado de home vídeo. E daí se os atores não sabem representar? O povo quer mesmo é ver porrada!
Recentemente o veterano ator Silvester Stallone, que passou muitos anos afastado do sucesso dos anos 80 e 90, voltou à cena ao escrever e dirigir novas sequências para suas mais bem sucedidas franquias, “Rock” e “Rambo”. E animado com a boa recepção, o eterno Marion Cobretti resolveu realizar o sonho de muito marmanjo fã dos filmes de ação daqueles tempos, ao reunir um elenco de atores do gênero para o filme “Os Mercenários”, que teve algumas cenas filmadas no Brasil, que tem uma paisagem exuberante para mostrar ao mundo.
No filme, Stallone é o líder de uma equipe de mercenários, composta por gente sensível e delicada como Dolph Lundgren, Jason Stathan, Jet Li, Terry Crews, Randy Couture e Mickey Rourke. Do lado dos vilões temos Eric Roberts, Gary Daniels e Steve Austin, figurinhas carimbadas de filmes de ação. E ainda temos a rápida participação de dois outros brucutus: Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis. A história, bem estilo “Cães de Guerra”, é mais uma variação do velho tema dos soldados da fortuna que acabam se deixando levar por algo mais do que dinheiro em uma missão em um país fictício da América Latina. E temos uma overdose de testosterona e pólvora nas telas, mistura que rendeu um bom lucro aos produtores.
Diante desse sucesso, me espanta como uma dessas produtoras de filmes “genéricos”, como a Asylum, que é famosa por lançar cópias descaradas de Blockbusters, ainda não produziu uma versão mais em conta desse filme. E não é por falta de atores (ou algo próximo disso). Se Stallone reuniu um “dream team” da porradaria, ainda sobrou uma porrada de atores para encarar uma versão genérica. Se for por falta de elenco, aproveitamos aqui para reciclar uma matéria antiga lembrar alguns dos astros que, se não eram tão famosos quanto os Stallones e Schwarzeneggers, eram presença garantida naqueles filmes que passavam terça à noite na Band. E se não são exatamente uns Lawrence Olivier, são bem esforçados. E estão pouco se fodendo se não estão no primeiro time de atores de Hollywood ou se os críticos esculhambam com seus filmes.
Layla

O único álbum de uma banda que se tornou clássico
Por mais que a carreira de Eric Clapton o conduzisse a ser um rock star, ele deliberadamente evitava que isso ocorresse. Isso o fez sair da banda Yardbirds quando essa assumiu uma veia mais pop, pois ele preferia dedicar fidelidade ao Blues. Para Clapton, era melhor ser um coadjuvante em alguma banda de Blues do que um bandleader de um grupo mais pop. Mas isso não impedia que ele se tornasse popular e famoso entre os jovens ingleses, pois na época em que tocava na John Mayal and The BluesBreakers foi que a cidade de Londres se viu pichada com as inscrições “Eric is God”.
Por esse seu desejo quase obsessivo de não se tornar uma estrela que, em 1970, após já ter gravado seu disco solo, que ele montou uma banda. E para não querer se sobressair em relação a seus colegas, essa banda foi batizada de Derek and The Dominos. Ele era apenas mais um na banda, que tinha Bobby Whitlock aos teclados e nos vocais, Carl Radle no baixo e Jim Gordon na batera, que eram dissidentes da banda Delanie and Bonnie and Friends, além do próprio Eric nos vocais e guitarra.
Por melhor que fosse a banda, ela acabou gravando apenas um álbum duplo, intitulado Layla And Others Assorted Love Songs. Gravado em Miami entre agosto e setembro de 1970, o disco seria lançado no final daquele ano. As catorze faixas que seguiam entre o rock, blues e country mostravam um Eric Clapton em excelente forma e fase, antes de seus problemas com drogas ilícitas e álcool.
Infelizmente a crítica recebeu o álbum com frieza na época de seu lançamento, e a própria banda passou por intempéries que acabaram com ela, como a morte do guitarrista Duane Allman, que participara das gravações do álbum e seria considerado pela revista Rolling Stone como o segundo maior guitarrista de todos os tempos, atrás apenas de Jimi Hendrix. Hendrix, por sinal, também morreria meses antes e também abalaria a todos, pois passara seus últimos meses de vida na Inglaterra, impressionando a todos, inclusive Eric, com seu estilo de tocar guitarra. A faixa 11, “Little Wings”, é uma homenagem da banda a Jimi. Para terminar de lascar tudo, o baterista da banda seria internado sob o diagnóstico de esquizofrenia após matar a própria mãe. Pense numa banda zicada!
A banda ainda chegou a excursionar pelos EUA e gravar um álbum ao vivo, mas acabaram se separando antes do segundo disco de estúdio. O próprio Clapton praticamente deixou de tocar devido a seus problemas com drogas, e só voltaria a engrenar sua carreira a partir de 1973. Hoje, o álbum é considerado uma obra-prima, o ápice da carreira jovem de Clapton e normalmente figura entre os maiores álbuns de todos os tempos em eventuais listas que surgem nas publicações especializadas.
O High Society leva chifre e não tem ciúmes
A música-título, Layla, tem como inspiração, além do conto árabe “Majnun e Layla”, a paixão de Eric Clapton pela então esposa do ex-Beatle George Harrison, Patti Boyd-Harrison. Ela deixaria Harrison a ver navios e viveria com Clapton até 1988. Mas o serviço de galha de Clapton com seu amigo rendeu uma das mais belas músicas do pop-rock, que em sua versão original, tem o belíssimo solo de piano composto e executado pelo baterista Jim Gordon. Eric revisitaria a música no álbum “Unplugged”, gravado ao vivo na MTV, praticamente reconstruindo a canção original.
E o corn…digo, George Harrison? Bem, ao que parece, o caso não abalou tanto assim a amizade, tanto que o casamento acabou, mas eles continuaram amigos, tanto que Eric prestou uma homenagem a Harrison após sua morte com o Concert for George, em 2002, e ao regravar a música “Loves Come to Everyone” no álbum “Back Home”, de 2005. Por sinal, essa música já teve uma versão em português surpreendentemente literal, que fez sucesso na voz de Zizi Possi. Mas esse é outro assunto…
Vitrola de Ficha
E para uma amostra grátis, comparem as duas versões da música-tema do affair Clapton-Patty-Harrison. A primeira é a original, de 1970. A outra é a versão “desplugada” (ou acústica, como preferir) de 1992. Sigam a bolinha e acompanhem a música
And nobody’s waiting by your side?
You’ve been running and hiding much too long.
You know it’s just your foolish pride.
Layla, you’ve got me on my knees.
Layla, I’m begging, darling please.
Layla, darling won’t you ease my worried mind.
I tried to give you consolation
When your old man had let you down.
Like a fool, I fell in love with you,
Turned my whole world upside down.
Let’s make the best of the situation
Before I finally go insane.
Please don’t say we’ll never find a way
And tell me all my love’s in vain.




Nesta versão, Mike W.Barr não reconta a história de Arthur, mas resolve dar continuidade a ela, se baseando na versão de 

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