Pequenas Bodegas, Grandes Fuleragens
Observações pertinentes sobre a sacanagem corporativa de um dono de bodega, um administrador por excelência (ou por falta de coisa melhor)
Como Enfurecer Amigos e Irritar Pessoas

A cada minuto nasce um leitor de livros de auto-ajuda corporativa
Dos meus tempos de estudante de administração, o que mais lembro é a profusão de livros de auto-ajuda travestidos de literatura administrativa, escritos pelos gurus da época. Os tempos e os gurus são outros (alguém ainda se lembra de Lair Ribeiro?), mas literatura de auto-ajuda ainda dá um senhor dinheiro. Se realmente funciona, aí são outros quinhentos. Até hoje só vi se dar bem os autores de tais livros.
Por isso, se você quiser se dar bem com livros de auto-ajuda, você precisa escrevê-los. E, baseado no que já foi publicado no gênero, listamos alguns títulos e sinopses de possíveis livros. Mais vendidos da Veja, nos aguarde!
O Gerente-minuto: resolvendo a ejaculação precoce no ambiente de trabalho
Normalmente o que mais faz a chefia é foder com os subalternos. Mas ele pode usar de suas prerrogativas hierárquicas para garfar a gostosa que serve cafezinho ou atende os clientes que ele tenta enrolar. Mesmo sendo o chefe, trepadas no escritório sempre são acompanhadas da te(n)são de alguém ver a putaria toda, e essa ansiedade pode ocasionar problemas. O autor ensina a lidar com essa ansiedade para evitar um esguicho antes da hora.
Poncio Pilatos, o maior administrador público que já existiu.
Na linha de “Jesus Cristo, o Maior Psicólogo que já Existiu”, surge mais um best-seller, falando sobre o precursor do método preferido de administração pública, que consiste em empurrar a batata-quente para o primeiro Herodes que estiver na frente. Aprenda a lavar as mãos com estilo.
Al Capone, um executivo PittBull
Aqui a biografia de Al Capone é usada como exemplo para vendedores decisivos e agressivos, já que o Scarface conseguiu se tornar bem sucedido ao vender seu produto, apesar de todas as dificuldades impostas, como a importação subreptícia (contrabando), o pagamento de tributos não declaráveis (subornos e propinas) e a obliteração da concorrência feroz (execução de outras gangues). Claro que seu probleminha com impostos acabou lhe melando a carreira, mas como estamos no Brasil, isso não seria problema algum.
O Monge Shaolin e o Executivo
Com os planos de metas impostos ao executivo moderno, satisfazer a chefia está cada vez mais uma tarefa digna de filme de Hong-Kong. O executivo moderno precisa se mirar nos monges Shaolin para desempenhar por vezes tarefas que parecem muito difíceis ou impossíveis, como trocar tapas no ar por um minuto e meio sem tocar no chão, capar moscas em pleno vôo, ficar em pé sobre galhos firmes como um pé de coentro, derrotar doze guerreiros de bronze e andar sobre a água. E ainda precisa ser espada!
O que Aprendi com os Patos
Não, não aprenderás a trabalhar em equipe observando o vôo migratório de cisnes, patos e coisas afins. As únicas lições que patos, gansos e cisnes têm a ensinar no mundo corporativo é que cu de pato não é gaveta, e o que refresca cu de pato é lagoa.
Como Trabalhar Para um Corno
Se seu chefe, além de ser um idiota, tem uma mulher que é gostosa e te dá bola, esse é seu livro, onde aprenderás a lidar com a situação de risco de desrespeitar a hierarquia – ou seja, passar o rodo na patroa de seu patrão sem consultá-lo.
Além destes potenciais campeões de vendas, ainda sugerimos os títulos abaixo para inspirar o potencial Augusto Cury que existe dentro de você:
Quem Mexeu no meu queijo pode socá-lo no rabo
Agora Fodeu – Administrando Crises
Ao Desista dos seus sonhos – como administrar padarias sem queimar a rosca
Vendendo o Peixe, Chupando a Cabeça e Dando o Rabo
As Cinco Pessoas que Você Encontra na Casa do Caralho

O Princípio de Peter

O Competente Estudo Científico da Incompetência Humana
Qual é a característica humana que esteve presente em todas as gerações civilizações e culturas, e que hoje é quase um valor universal, comum entre todos os povos e nações, independente de sua etnia, religião ou forma de governo? Uma jovem romântica poderia dizer “o amor”, um senhor cínico arriscaria “a intolerância”, mais alguém diria “o ódio”, ou “o racismo”, “a religiosidade”, a “crença em algo maior”. Bem, pode até ser que todas as respostas sejam satisfatórias. Mas algo que realmente é comum a todos os homens e mulheres que caminharam, caminham e caminharão sobre a Terra é a incompetência. Se pararmos e pensarmos, parece que todos que possuem uma função relevante cometem as mais inomináveis barbeiragens no exercício de suas respectivas funções.
Eufemismo Corporativo

O Nome é Pomposo, mas o salário…
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