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De Volta Para a Blodega Sem-Futuro

Não, eu não estive ausente por causa da Copa do Mundo, apesar da coincidência de voltar aqui na blodega após a seleção canarinho se foder de verde e amarelo. Também não me ausentei por não conseguir entrar no clima. Nem tive tempo de reeditar as besteiras que escrevemos na copa passada para o velho Busílis, que acabaram resultando no malfadado Parreira Facts (sim, fomos nós os culpados por aquela mixórdia). O fato é que estou com uma pilha virtual imensa de textos incompletos e pautas a abordar, aguardando que a vida real me dê uma trégua para atacá-los sem dó ou piedade. Mas enquanto isso vamos distrai-los com algumas pérolas:

- Ontem se comemorou os 25 anos do lançamento do filme “De Volta Para o Futuro”. Como há muitos que ainda não assistiram  este clássico dos anos 80, sugiro enfaticamente que sane esse erro o mais rápido possível. Se eu tivesse um DeLorean equipado com Capacitor de Fluxo  resolveria ligeirinho os problemas de prazo dessa blodega, e finalmente publicaria o texto sobre filmes cujo tema são viagens temporais, mesmo que leve uma década para escreve-lo. Para homenagear essa data tão relevante para a geração Tela Quente, um trecho do primeiro filme da trilogia, no qual o personagem Marty McFly, em pleno ano de 1955, cria o mais famoso paradoxo temporal da música popular americana: interpreta “Johnnie B.Goode” anos antes da música ser composta, e indiretamente “inspira” o seu criador, Chuck Berry, a compô-la.

- Dizia Bertold Brecht que triste era a nação que precisava de heróis. Mas pior é a nação que precisa ver outra se foder todinha para ter um resquício de alegria. Mas se os argentinos se lembrarão do dia 3 de julho por muito tempo, o 4 de julho é igualmente triste para eles, ao menos para os amantes da música, já que o grande Astor Piazzolla foi fazer um Jam Session com os anjos nessa data no ano de 1992. Se muitos brasileiros têm ojeriza pelos hermanos do cone sul, só o fato de eles terem presenteado o mundo com Piazzolla – e a Keyra Agustina, diga-se de passagem – os redime de qualquer pecado.

Entre suas centenas de composições, a mais conhecida é “Adiós Nonino”, uma elegia em homenagem ao seu pai falecido, que tem inúmeras versões, já que ao longo de sua carreira o músico experimentou várias formações, passando por quartetos, quintetos,  nonetos com guitarras elétricas e eventualmente acompanhado por orquestras. Esta versão do vídeo já é nos últimos anos de sua carreira, e é a minha formação preferida. Esqueça a porra das vuvuzelas e do seu ódio atávico pela Argentina e aprecie sem moderação.

E pra não dizer que não falei da copa: Larissa Riquelme é uma teteiazinha, hein? Primeiro ela prometeu desfilar nua em praça pública se o Paraguai ganhasse a copa. Depois reconsiderou e diminuiu a exigência, bastando sua seleção chegar as semifinais. Por fim, mesmo após a derrota para a Espanha, ela disse que posaria nua assim mesmo. Pelo visto, com uma conversa boa e alguma insistência, acho que ela se deixaria convencer por 50 Guaranis e um celular MP7.

Agora com licença. Vou alugar um De Lorean para tentar assistir a uma apresentação de Piazzolla ao vivo, e no caminho tento atropelar o Dunga e o Felipe Melo. Allons-y!

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  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
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