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	<title>Papo de Blodega &#187; Billie Holiday</title>
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	<description>Aqui Até a Conversa é Fiada</description>
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		<title>Relembrando Clifford</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 11:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/clifford20brown2001.jpg" alt="" width="400" height="288" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ano passado o site <a href="http://minimomultiplo.com/">Mínimo Múltiplo</a>, do colega Lucas Colombo, publicou este meu texto sobre o trompetista <a class="zem_slink" title="Clifford Brown" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Clifford_Brown">Clifford Brown</a>. Para relembrar o aniversário de sua morte, republico aqui na Blodega o texto, principalmente nestes tempos de vuvuzela estuprando nossos tímpanos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Se o pop decidir elevar o 25 de junho a dia santo devido à recente morte de Michael Jackson, os acólitos do Jazz têm prerrogativa e preferência pela  data, pois em 1956, na fatídica madrugada de 25 para 26, morria em um  acidente de carro o jovem trompetista Clifford Brown, que contava com 26 anos incompletos e estava em plena atividade. Mais do que um futuro  promissor não cumprido, sina de muitos artistas mortos precocemente, ele já era mais do que uma promessa e já havia deixado sua marca no gênero, tanto por seu talento com o instrumento quanto por seu perfil incomum.  Se hoje o consumo de drogas está associado à “atitude” dos artistas de  rock e congêneres, devo abrir um parêntesis para lembrar que, há  décadas, muitos artistas de Jazz consumiam doses industriais das drogas  então disponíveis, muitos em busca de inspiração e combustível para  longos solos e improvisos. Por exemplo, se Tim Maia costumava praticar  sua versão de Triatlon (maconha, uísque e cocaína), Billie Holiday, em certa época, praticava uma espécie de “pentatlon” toda  noite: fumava ópio, seguido de maconha, engolia vários comprimidos  (provavelmente anfetaminas e barbitúricos) com a ajuda de generosas  doses de uísque e, antes de dormir, enchia as veias de heroína. Só  metade disso derrubaria um dinossauro. Do rock, inclusive.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não é de Lady Day que estamos falando agora. Citei-a apenas para  contextualizar o ambiente do Jazz naquelas décadas e lembrar que as  drogas ceifaram muitos talentos, como <a class="zem_slink" title="Charlie Parker" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charlie_Parker">Charlie Parker</a> e <a class="zem_slink" title="Fats Navarro" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fats_Navarro">Fats Navarro</a>, só  para citar instrumentistas de sopro, além de comprometer a carreira de  alguns, levando-os a problemas legais ou a perder a licença de músico,  como John Coltrane. Num ambiente desses, em que os grandes acreditavam  que era necessário se entupir de drogas até o coração pedir falência  para poderem alcançar o nirvana artístico, Clifford Brown era uma  aberração, no bom sentido, pois consta que ele era totalmente limpo. Não fumava, não cheirava, não injetava (e não mentia, até onde se sabe), e a bebida mais forte que bebera provavelmente foi leite maltado. Também  não era um deslumbrado com a fama e a grana, sendo de uma humildade  quase desconcertante, além de ter um bom senso para negócios pouco comum aos do ramo, e tido como um doce de pessoa por seus pares. Era uma  verdadeira <em>avis rara</em> no meio jazzístico. Só tinha um azar danado  com automóveis, já que se envolveu em três acidentes sérios, sendo o  último fatal. E por acaso não era ele quem dirigia naquela noite, e sim a esposa do pianista Richie Powell, que também estava com eles.  Ironicamente, enquanto outros de seus pares sucumbiam às drogas, ele  morreu dessa forma tão casual e absurda.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do péssimo histórico com veículos, poderia se dizer que as  circunstâncias conspiraram contra as possibilidades artísticas de Brown, desde começar tarde a aprender música, passar a juventude escondido nos cafundós do Delaware, ganhar uma bolsa de música para uma universidade  sem departamento de música (é sério!) e ficar fora de cena por meses  devido a um (adivinhem) acidente de carro pouco depois de alguns  medalhões passarem a prestar atenção em seu talento. São “coisas” que  poderiam comprometer irremediavelmente a carreira de muitos artistas, ou no mínimo protelar tudo para um reconhecimento tardio.</p>
<p style="text-align: justify;">Encorajado por Dizzie Gillespie, Brown foi persistente e começou, de  fato, sua carreira profissional apenas em 1951, e nos meses seguintes  tocaria nos grupos de Chris Powell e Tadd Dameron, até se juntar a  Lionel Hampton em uma turnê europeia e ser “descoberto” por músicos do  velho continente, que o convidaram a gravar com eles, em idos de 1953.  No ano seguinte estaria solto o suficiente para o consagrado baterista  bebop Max Roach lhe fazer a indecorosa proposta de comporem um quinteto, tendo o trompetista como líder. Daí pra frente foi história,  infelizmente curta. E boa parte dessa história foi registrada pela  gravadora EmArcy. E essa fase pode ser conhecida no box “Brownie”, lançado pela Polygram e que faria esse  que vos fala muito feliz caso uma boa alma lhe desse de presente.</p>
<p style="text-align: justify;">Clifford Brown era de uma versatilidade a toda prova, já que não se  acanhava em dedilhar nervosamente cada nota em uma formação de quinteto  ou de se suavizar ao ser acompanhado por orquestra de cordas, algo que  costumava assombrar outros que ousassem fazê-lo. Também serviu de  auxílio luxuoso a vozes femininas de estilos tão distintos quanto Sarah  Vaughan, <a class="zem_slink" title="Dinah Washington" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dinah_Washington">Dinah Washington</a> e Helen Merrill.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixa de ser um exercício interessante imaginar como seria o cenário do Jazz se Brown não morresse tão prematuramente ou se fosse notado  anos antes. Herdeiro do estilo de Fats Navarro, em poucos anos se  tornaria tão importante que chegava a eclipsar outros trompetistas de  seu tempo, como Chet Baker e  Miles Davis. A propósito, <a class="zem_slink" title="Miles Davis" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Miles_Davis">Miles</a> soube aproveitar o hiato deixado pela  ausência de Brown. Não que o substituísse, mas sem um talento como Brown atraindo a atenção para si ou um sucessor tão bom quanto, a metamorfose ambulante do Jazz encontrou o caminho aberto e nas décadas seguintes  reinventaria o gênero de várias formas, tornando-o cool ou misturando-o  ao rock e à música eletrônica (depois de levar um par de chifres do <a class="zem_slink" title="Jimi Hendrix" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jimi_Hendrix">Jimi Hendrix</a>, dizem as más línguas).</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática, porém, Clifford não deixou herdeiros imediatos, mas sua  importância para o gênero é constantemente lembrada. Uma das mais  singelas homenagens é o standard “I Remember Clifford”, de Benny Golson. Helen Merrill e <a class="zem_slink" title="Arturo Sandoval" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arturo_Sandoval">Arturo Sandoval</a> dedicaram álbuns a essa figura ímpar do Jazz. E ainda hoje alguns artistas lhe devem um mínimo de influência,  como Ray Hargrove. Mas nada do que eu fale se compara a escutar o  próprio. E no <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=clifford+brown&amp;search_type=" target="_blank">Youtube</a> ainda tem alguns bons registros do  “Brownie” em ação. Relembremos.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="353" height="132" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.goear.com/files/external.swf?file=7946c21" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="quality" value="high" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="353" height="132" src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=7946c21" quality="high" wmode="transparent"></embed></object></p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px; text-align: justify;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=977e29c6-d59d-83fa-b58c-5831ba6713d6" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div>
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		<title>A Encruzilhada</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 01:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
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<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Robert Johnson e o capeta" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/robert-johnson-devil-at-the.jpg" alt="" width="493" height="599" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Em se estando no inferno, chame o capeta pra tomar uma, mas sem gelo</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-36"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Morri. Ao que parece, minhas dúvidas existenciais serão dissipadas agora. E, se tudo que meu cunhado falava sobre crime e castigo celestial proceder, minha alma fritará na colônia de férias do tinhoso por muito tempo. Vejo tudo escuro a minha volta. Inicialmente eu penso:”será que aquele puto tinha razão?”. Em seguida apenas penso: “fudeu!”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas saio tateando e minha visão se acostuma com o ambiente pouco iluminado. De repente, algo pega a minha mão. Uma mulher vestida de vermelho da cabeça aos pés! Seria o diabo? Bem que desconfiava que este seria o gênero do “adversário”&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Por favor, me siga – pelo menos era gentil, mas não ousei perguntar nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela me leva por um corredor comprido, e aos poucos eu vou escutando murmúrios. Seriam as almas torturadas? Mas ao pouco distingo apenas um burburinho de conversa animada. E ouço uma música que, aos poucos, se torna mais audível. Em poucos segundos, consigo identificar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é John Coltrane?!</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim. Esta noite ele está se apresentando.</p>
<p style="text-align: justify;">Passamos por uma cortina e entro em um ambiente pouco iluminado, mas o identifico como um night club. E, para minha surpresa, vejo no palco John Coltrane solando “Lonnie´s Lament”. Na bateria, Gene Kupra. E Tom Jobim ao piano?! Stevie Ray Vaughan na guitarra?! Joe Hendelson tocando sax tenor e Miles Davis tocando seu trumpete. Que senhora Jam session! Vejo na platéia um bocado de gente conhecida: Chet Baker, Charlie Parker, Dizzie Gillespie. Ao lado do piano, com Tom Jobim, vejo Duke Ellington. Vinícius de Moraes toma uísque e conversa com Badden Powel, que dedilha o violão como se estivessem compondo uma música.</p>
<p style="text-align: justify;">- Caralho! Que galera da porra!</p>
<p style="text-align: justify;">Caminho espantado entre tanto monstro sagrado da música. Vejo Nara Leão trocando umas idéias com Elis Regina. Billie Holiday cantarola baixinho, acompanhando a música. Gente demais. O local parece pequeno, e ao mesmo tempo cabe muita gente. Vejo um cartaz com o nome “Hell´s kitchen Night Club”, ao lado do balcão do bar, e uma longa lista de futuras apresentações de muitos grandes artistas ainda vivos. Os irmãos Marsallis, Wayne Shorter, Pat Metheny&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Minutos depois, os músicos dão lugar a dois guitarristas. Um deles eu conheço. É o Robert Jonhson! O outro não conheço, mas quando começam a tocar, vejo que ele toca pra cacete! Ambos parecem estar duelando com aquelas guitarras Gibson. Ao final, todos aplaudem, inclusive eu. O guitarrista branco deixa sua guitarra encostada ao palco e se aproxima do bar, em minha direção. E dirige a palavra a mim.</p>
<p style="text-align: justify;">- E aí, ta gostando?</p>
<p style="text-align: justify;">- Se estou gostando? Duca! Você toca muito bem! E claro, o Robert Jonhson também!</p>
<p style="text-align: justify;">- Ensinei alguns truquezinhos a ele a alguns anos atrás&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- E quem é você?</p>
<p style="text-align: justify;">- O dono da bodega, por assim dizer. Seu Luiz. Luiz Cifér.</p>
<p style="text-align: justify;">- Hã?</p>
<p style="text-align: justify;">- É que também sou fã do Allan Parker, e gostei da brincadeira com o nome. Mas sou este mesmo que você está pensando.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mas aqui é o inferno?</p>
<p style="text-align: justify;">- E não é? E o que tu queria? Dez níveis dantescos de torturas infinitas? Ora, vem tanta gente interessante para cá que resolvi dar umas mudadas no ambiente. Ficou bem agradável. Garanto-lhe que esta música é bem melhor do que escutar um bando de filho da puta gritando em agonia.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nisso eu concordo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Já viu nossas futuras contratações? tentei pegar o Kenny G, mas aí o Todo-Poderoso tem planos para ele tocar com os anjos. Mas em compensação, deve vir o Kenny Garret.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ótimo! Estou livre de Kenny G! Graças a&#8230;Ele&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- E tem música pra todo gosto. Todo tipo de Jazz, Blues, choro, música erudita, popular, sertaneja, baiana, pagode, funk carioca&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Sertaneja!?Baiana?!</p>
<p style="text-align: justify;">- Ah! Lembrei-me que você não era muito tolerante com outros gêneros. Pois toda semana terá shows de música sertaneja , e em breve Caetano nos dará o ar de sua graça regravando sucessos da música brega com roupagem sofisticada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Porra&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso aqui é o inferno, lembre-se. Nem tudo é perfeito. Mas não se preocupe. Os demais dias você pode curtir esta turma toda aí. Não se queixe!</p>
<p style="text-align: justify;">- Tá..Tudo bem. Tava bom demais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">- Relaxe. Quer um Bourbon?</p>
<p style="text-align: justify;">- Tem bebida aqui?!</p>
<p style="text-align: justify;">- Claro! Queria escutar estas músicas boas à seco? Vou pegar um pra você. Quer puro ou com gelo?</p>
<p style="text-align: justify;">- Com gelo, por favor!</p>
<p style="text-align: justify;">- Então espere que vou pegar o gelo ali do outro lado.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto aguardo o Bourbon com gelo, vejo que no palco está um grupo de Chorinho, que começa a tocar “Pedacinho do Céu”. De repente a música muda para algo completamente diferente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">“VAMOS EMBORA PRO BAR, BEBER, CAIR E LEVANTAR!”</p>
<p style="text-align: justify;">- Que porra é essa?</p>
<p style="text-align: justify;">Vejo-me de repente em minha cama, acordado. O puto do meu vizinho cismou de lavar o carro com o som ligado nas alturas. E,como de praxe, meteu a pior música que estivesse ao alcance da sua mão.</p>
<p style="text-align: justify;">MORAL DA HISTÓRIA</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a coisa estiver boa demais, na dúvida peça o seu uísque sem gelo&#8230;</p>
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