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As Rapidinhas de Sexta – Arquivo X, Y e Z
Num pé e outro pra fechar a bodega e ir molhar a garganta, as últimas da sexta-feira
Na política, nestes últimos dias, o destaque é o mensalão dos Democratas no governo do Distrito Federal, com direito a grana escondida em meias e desculpas esfarrapadas envolvendo dinheiro e panetones. Se os agentes federais responsáveis pela investigação se chamarem Fox Mulder e Danna Scully, quem sabe eles acabem acreditando nessa história. Afinal, nem sempre as imagens falam por si, como andam dizendo por aí. Em breve, teremos malotes de dinheiro transportado em discos voadores dando rasante em Brasília.
Quando chega o fim do ano, pobre sai para fazer contas pros próximos três anos, pois como diria Dinho, o sábio vocalista dos Mamonas Assassinas, “felicidade é um crediário nas Casas Bahia”. Mas rico é coisa fina. Abílio Diniz não vai as Casas Bahia fazer compras. Ele compra as Casas Bahia, literalmente. Se ele pagou a vista ou dividiu em 17 vezes, com a primeira pra fevereiro, aí não sabemos. Tampouco podemos confirmar se Samuel Klein perguntou pro Diniz “Você quer pagar quanto?”. O importante é que agora qualquer um pode comprar a ceia de Natal no Pão de Açúcar, com direito a chester, peru, queijo do reino e espumante, dividindo tudo em 36 suaves prestações no carnê.
Agora a pouco meu compadre Tio Xiko lamentava a morte da atriz Leila Lopes, e o consolei falando que vão os anéis e ficam os dedos. No caso os dedos se foram, mas o anel ficou devidamente registrado para a posteridade, em fotos e vídeo, disponível para qualquer um que queira matar as saudades (nem que seja na mão). Como diria Silvio Santos, agora é com você, Lombardi.
E falando em Tio Xiko, hoje a saideira é por conta dele, que acabou de ganhar um herdeiro. Parabéns, e não descuide das vacinas, pois o pobre pode acabar flamenguista, algo para o qual a medicina ainda não encontrou cura.
Não Esqueça Meu Panetone!

Brasília definitivamente é um lugar animado. Não passa muito tempo antes que um escândalo seja esquecido para outro surgir com força total, mal dá tempo da pizza esfriar. O mais recente envolve o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, protagonizando mais uma daquelas produções cinematográficas da PF . E como qualquer filme clichê de Hollywood, você tem a impressão de já tê-lo assistido antes.

O bom é a desculpa para justificar a grana recebida de Durval Barbosa: para comprar panetones. Ao menos ele poderia ter trazido uma caixinha de “colabore com o Natal dos funcionários”, pra justificar a desculpa. E olhe que já tinha cantado a pedra aqui . Mas não parece que essa história vá colar, já que o próprio partido Democratas está cogitando de expulsar o Arruda do partido por causa desse esquema de corrupção. O que deve ser mais ou menos como uma banda de Heavy Metal expulsar um baterista por mau comportamento.
E se é pra distribuir panetone, eu também quero, apesar de sempre preferir minha parte em dinheiro. Minhas meias tamanho 44 estarão quarando na janela do quarto esperando pelo meu quinhão.

