Posts Tagged ‘Chatô’

Tupi or Not Tupi


Os 60 anos da inauguração da TV Tupi – Uma Comédia de Erros

Nos bons tempos do HTML a válvula, quando comecei a cometer alguns textos em cumplicidade com  o compadre Tio Xiko para o velho site Busilis (e seu antecessor, o Crazy Man), havia uma seção no site na qual a gente recriava de forma cômica alguns fatos históricos, se baseando em detalhes pouco conhecidos do grande público e escrachando o episódio, mas sem fugir à verdade dos fatos. Nessa sacaneamos de Alexandre o Grande a D.Pedro I. E um desses episódios sacaneados foi a primeira transmissão de TV do Brasil em 18 de setembro de 1950, quando a TV Tupi de São Paulo, pertencente ao grupo Diários Associados de Assis Chateaubriant, se tornou a primeira TV da América Latina e a quarta do mundo. Ou seja, este episódio importante está fazendo exatos 60 anos.  Mas por que sacaneamos esta fato em especial? Simplesmente porque os bastidores envolvendo este momento histórico foram de um improviso, comicidade involuntária e caos tamanho que foi um milagre que a TV Tupi tenha ido ao ar naquele dia. Aliás, há muito folclore em torno desse episódio, mas a maioria das histórias nunca confirmadas pelos envolvidos.

Não obstante eu ainda ter testemunhado os últimos anos de transmissão do canal pioneiro, lá pelo início dos anos 80 em minha mais tenra infância, esclareço aos eventuais detratores que eu não existia ainda em 1950, portanto não pude ser testemunha ocular da história – isso seria papel do “Repórter Esso”. Para “recriar” o episódio apelamos para a narrativa mais confiável, por assim dizer, que é a que Fernando Morais fez em um dos capítulos de “Chatô – O Rei do Brasil”, a biografia do paraibano Assis Chateaubriant. E baseado nesses relatos que fizemos uma versão bem escrachada do episódio, digno de uma comédia de erros. Se alguém não concordar, achar que é mentira ou quiser mover um processo, que falem direto com o Fernando Morais. E peguem um lugar na fila, obviamente.

Eis aqui os fatos mais cômicos, esdrúxulos e estrambóticos envolvendo esse episódio. Se alguém quiser a versão mais esculhambada e sensacionalista, ela ainda está no ar (ignorem os erros de português, ainda não tínhamos uma boa revisora)

Material Obsoleto

- O paraibano natural de Umbuzeiro Assis Chateaubriant era bem conhecido por seu gênio irascível, que é uma maneira mais sutil de dizer que ele era mais grosso que parede de castelo. Por isso, logo após assinar o contrato para a aquisição dos equipamentos de transmissão – em preto e branco, naturalmente – na sede da RCA Victor, os executivos americanos resolvem mostrar ao brasileiro uma novidade absoluta: uma transmissão de TV em cores. Ao invés de ficar entusiasmado, Chatô fica muito puto nas calças e transforma o contrato em confete, alegando que os americanos estão lhe empurrando material obsoleto. Daí que alguém teve que redigir novamente o contrato e explicar ao furioso empresário das comunicações que aquela tecnologia ainda era experimental e levaria anos para ser posta em prática, algo que só ocorreu nos anos 60 e 70;

Público Alvo: Zero

- A equipe técnica da nova TV era liderada por Mário Aldeghiri e Jorge Edo, e a direção artística ficou a cargo de Dermival Costa, que convocou um então jovem Cassiano Gabus Mendes para ser seu assistente. Estes foram os principais protagonistas do episódio, e as duas equipes – técnicas e artísticas – tiveram um senhor desafio à frente. A parte artística teve que criar algo praticamente do nada, se baseando apenas na experiência na radiodifusão. Já a equipe técnica também penou bastante. O engenheiro americano enviado pela RCA para acompanhar a implantação da TV quase volta no mesmo avião que o trouxe ao Brasil quando lhe é informado que simplesmente NENHUM aparelho de TV foi posto à venda no país, isso faltando um mês para o dia programado para a primeira transmissão;

“Eu tou pagando!”

- Mesmo parecendo um contrassenso investir tamanha grana em um canal de TV que provavelmente teria audiência zero no seu primeiro dia no ar, Chatô não se abalou e assumiu a tarefa de resolver esse pequeno problema, usando sua influência para que os aparelhos de TV fossem importados e postos a venda em tempo recorde, mesmo que ele tivesse que comprar todo o estoque do próprio bolso. Ao tentar convencer um importador a fazer o negócio, ele mostrou as dificuldades da empreitada. O problema maior é que uma importação desse porte levaria, na melhor das hipóteses, uns dois meses para que os trâmites burocráticos do Ministério da Fazenda a liberassem. Por isso o empresário ignorou esse pequeno detalhe e simplesmente mandou contrabandear duzentos aparelhos para serem postos à venda nas lojas de São Paulo, prometendo dar o primeiro aparelho ao Presidente Dutra. O fato de que a Tupi seria sediada em São Paulo e que seu sinal nem sequer chegaria perto do Rio de Janeiro, a então Capital Federal, era outro mero detalhe;

Prata da Casa:Imparcialidade é nosso lema – até o chefe saber

- Os aparelhos de Tv começaram a chegar, por obra e graça da insistência do “ôme”, e as lojas as expuseram nas vitrines como a grande novidade. Mas aí é que ocorre um dos momentos mais irônicos dessa fuzarca. Um repórter policial do “Diário da Noite” começa a investigar o que parecia uma grande operação de contrabando de receptores de TV, e sai uma matéria denunciando-a, deixando os donos de loja com o cu na mão, temeroso de serem envolvidos em um escândalo por receptação de contrabando. O detalhe é que o “Diário da Noite” era um jornal dos Diários Associados, ou seja, em última análise o repórter trabalhava para Chatô! O editor do “Diário da Noite” levou uma senhora enrabada de Assis Chateaubriant, a qual seguiu o caminho hierárquico natural e terminou no repórter, que levou um senhor esporro junto com a ordem expressa de enterrar o assunto;

Tudo Pronto, mas…

- A programação da primeira transmissão da nova TV basicamente mostraria uma cerimônia religiosa, envolvendo o batismo e benção dos equipamentos, seguidos de enquetes e encerrada às nove com um show musical. O engenheiro americano convenceu a todos para iniciar as transmissões após a cerimônia religiosa, que começaria às cinco da tarde. Tudo seria transmitido por três câmeras interligadas. No Jóckey Club uma multidão se reuniu aguardando o início das transmissões. No momento crucial, após o apresentador Walter Foster anunciar pomposamente o início das transmissões, a equipe técnica constata que uma das câmeras deu pau. Que beleza, né?;

Benza Deus, mas mantenha a distância

- Existe uma lenda de que a câmera teria se quebrado após o próprio Chatô a “inaugurar” quebrando uma garrafa de champanhe. Mas pelo que consta o “seu” Assis nem sequer estava no estúdio. A versão que Fernando Morais relata é que, durante a cerimônia religiosa, o padre teria jogado água benta no equipamento, causando um curto-circuito na câmera. A equipe artística se apavorou, já que todos ensaiaram para se apresentar para 3 câmeras. E a equipe técnica também teve uma crise de úlcera duodenal, já que devido a configuração dos equipamentos, se uma câmera não funcionasse, as demais também não funcionariam. Diante desse quadro, qualquer pessoa sensata e em um país sério e civilizado abortaria a programação. E foi o que o engenheiro americano sugeriu enfaticamente;

Você é Quadrado? Não? Então se Vira!

- Mas sensatez, civilidade e seriedade não era exatamente o que pode se esperar aqui. Conhecendo o doce de pessoa que era o chefe, a equipe artística manda os técnicos darem os pulos deles para por as duas câmeras para funcionar, e Cassiano faz um discurso para o elenco, mandando eles esquecerem o ensaio e improvisarem tudo. Dermival bate o pau na mesa e diz que aquela porra vai ao ar até sem nenhuma câmera funcionando, o que faz o americano concluir que este é um país de loucos e que ele não quer fazer parte disso, se retirando e lavando as mãos para o que parecia ser um desastre iminente. O americano não sabia que brasileiro não desiste nunca -apesar de se foder quase sempre;

Deus é Brasileiro – e Assiste TV

- Mesmo diante de tantas circunstâncias adversas, a transmissão começou atrasada mas tudo rodou até direitinho, com Walter Foster lendo o discurso de apresentação e abrindo espaço para os números musicais, a prova viva – e ao vivo – de que brasileiro consegue se virar de tudo que é jeito. Também ajudou o fato de que praticamente ninguém do Brasil havia assistido a uma transmissão de TV, e ninguém poderia notar o clima de improviso no estúdio. A não ser o engenheiro americano, que assistia a tudo de seu quarto de hotel. Mas como dizem que ele mamou um litro de uísque por esperar o pior, dificilmente ele seria capaz de distinguir entre Lucille Ball e Hebe Camargo;

E Falando em Hebe…

- E falando em Hebe Camargo, ela estava presente nesse dia, pois iria apresentar o encerramento das transmissões, cantando o jingle “Cançao da TV”, composta especialmente por Guilherme de Almeida para a ocasião. Mas a voz da mulher resolve pedir folga, impossibilitando-a de se apresentar, e terminando de por os nervos de Cassiano e Dermival em frangalhos, e acho que por pouco eles mesmos não sobem ao palco para cantarem o jingle, mas graças a Deus substituíram a cantora a tempo;

“Keep Walking”

- No final da noite, entre mortos e feridos, salvou-se o rabo de todos. Chatô chega ao estúdio com ar vitorioso, praticamente ao mesmo tempo que o engenheiro americano trêbado, elogiando a ousadia e loucura dos brasileiros, e ainda soltando a pilhéria de que havia mais gente no estúdio do que assistindo ao programa daquele dia;

De lá pra cá a Televisão evoluiu tecnicamente de tal maneira que espantaria qualquer um daqueles que participou desse episódio pioneiro, com o advento da TV Digital e transmissões em Alta Definição. Já a programação também causaria espanto, mas por outros motivos…

Enhanced by Zemanta

As Maiores Produções do Cinema que Jamais Veremos

(Texto de minha autoria publicado originalmente no Nerds Somos Nozes)
Muito cinéfilo certamente já deve ter feito o exercício mental de compor um “filme dos sonhos”, seja este cinéfilo um amante do cinema clássico ou alguém mais afeito a blockbusters e cultura pop, e este sonho pode ser o elenco ideal para se adaptar alguma obra de sucesso em outra mídia, um livro “best-seller” ou um personagem de quadrinhos de sucesso, ou apenas especulação sobre como uma obra clássica da literatura universal ou contemporânea seria abordada por algum diretor considerado nada menos que “genio”. Há muito espaço para fantasiar. Imaginem um filme dirigido por Igmar Bergman e Frederico Fellini, uma continuação para “Sem Destino” se passando cem anos depois da história original, um filme de Hitchcock tendo a Disneylândia como cenário, uma versão de “Duna” dirigida por Alejandro Jodorowsky e com o apoio luxuoso de HR Gigger e Moebius.

Mas muito do que às vezes fica no terreno da conjectura de muito cinéfilo chegou perto de ser realizado, ou ao menos esboçou uma reação de sair do papel para o celuloide. Mas cinema é brincadeira de gente grande, e com muita grana. E às vezes nem mesmo a vontade de algum diretor renomado é suficiente para convencer algum produtor executivo de coração gelado a abrir a mão e produzir seu projeto. Aliás, raramente algum produtor abre a mão facilmente, mesmo que o diretor com a ideia na cabeça, a câmera em uma mão e o pires na outra seja daqueles cujo nome costuma estar associado a ótimos filmes. E a quantidade de projetos que morreram no nascedouro ou que até chegaram a cumprir as etapas de pré-produção daria pra encher alguns livros. Tanto que enchem.  Títulos como “The 50 Greatest Movies Never Made”  ou “The Greatest Sci-Fi Movies Never Made” são feitos do mesmo material que os sonhos, sonhos que nunca conseguiram financiamento para se tornarem concretos. Vamos saber agora um pouco do que estamos perdendo e que nunca veremos.

- O campeão de projetos não realizados entre os diretores renomados é Orson Welles. Apesar de sua fama de garoto-prodígio e de estrear na direção criando um clássico, “Cidadão Kane”, entre os donos de estúdio ele ganhou fama de difícil e de nunca concluir um projeto antes de partir para outro. Isso dificultou sua vida e dezenas de projetos que tinha em mente nunca saíram do papel, ao menos não por suas mãos. Pense em algum clássico da literatura universal, e há grande chance de que Welles quis adaptá-lo ao cinema e que tenha esboçado um roteiro para tanto. Imagine “Dom Quixote”, “A ilha do Tesouro”, “Ardill 22”, “Lord Jim”, “Carmen”, toda a obra de Shakespeare e até passagens da Bíblia e teremos uma coleção de grandes filmes que nunca foram feitos, ao menos não por um gênio como Welles. Alguns desses livros se tornaram filmes, nem sempre com um resultado acima do burocrático. Ironicamente o filme de estreia de Welles seria uma adaptação de “No Coração das Trevas”, a obra-prima de Joseph Conrad. Mas a II Guerra Mundial restringiu o mercado consumidor e obrigou os estúdios a apertarem os cintos. Nesse meio tempo, Welles “cometeu” apenas “Cidadão Kane”, e seu projeto acabou nas mãos de outro diretor, décadas depois, um tal de Francis Ford Copolla, que levou a história da África para o meio da Guerra do Vietnã ( e um monte de gente à beira da loucura) e fez “Apocalipse Now”

- E falando em Copolla, é um exemplo claro da geração dos diretores dos anos 70 com liberdade criativa para emplacar projetos pessoais, mas que no fim das contas preferiu produzir e dirigir grandes produções de retorno garantido, mas não necessariamente geniais.  Mas o seu grande projeto nunca concluído seria uma adaptação do livro “Pinóquio”, do italiano Carlo Collodi, que já teve inúmeras versões em live action e em desenho animado, sendo a mais famosa a de Walt Disney, de 1940. Mas o projeto de Copolla era ambicioso. E caro pra dedéu, para o espanto da Warner, que arquivou o projeto. Furioso, o cineasta tentou levar seus planos para outro estúdio, mas a coisa acabou em um grande quiproquó jurídico entre o estúdio e o diretor. Frederico Fellini também planejou filmar a história, mas morreu sem realizar este projeto, que hoje está nas mãos de Roberto Benigni e previsto para ser lançado no fim desse ano.

- Para os fãs dos grandes musicais da MGM, Vincent Minelli planejou sua aposentadoria triunfal no fim dos anos 60 na forma do filme “Say it With Music”, que reuniria um time dos sonhos do gênero: produção de Arthur Freed, canções de Irving Berlin, coreografia de Bob Fosse, elenco composto por Fred Astaire, Sophia Loren, Brigitte Bardot, Ann-Margret e Julie Andrews. Mas a Metro já não era a Metro dos grandes musicais em 1968, e o projeto foi pro saco, para tristeza dos amantes dos musicais.

- O perfeccionista Stanley Kubrick, antes de dirigir “Laranja Mecânica”, quis filmar a história de Napoleão, que poderia ter sido o grande projeto de sua vida. Durante a fase de pré-produção, Kubrick tendo reunido material sobre Napoleão suficiente para encher mais de 80 caixas. Para o elenco ele escalou atores do quilate de Peter O’Toole, Alec Guinness, Jean-Paul Belmondo, Audrey Hepburn e Jack Nicholson. Ele chegou a percorrer boa parte da Europa em busca de um cenário perfeito para sua história, que envolvia nada menos do que dezenas de milhares de extras para as cenas de batalha. Imaginem uma panorâmica mostrando um campo de batalha  com uns 70 mil soldados e uns outros milhares de cavalos. Imaginou? Os produtores também, e imaginaram logo em seguida o pesadelo logístico e a fortuna necessários para realizar o sonho de Kubrick. E mesmo o doido do ditador romeno de então, Nicolai Ceaucescu, prometendo mobilizar o exército para viabilizar a cena só para que o filme fosse feito em seu país,  convenceu alguém a assinar os cheques. Muito pelo contrário, só outro doido pra topar esta ideia. Como sabemos, o filme jamais foi feito, mas quem quiser ter uma ideia de como poderia ter sido basta desembolsar uns 500 euros e adquirir uma edição da Taschen que reúne o material que Kubrick pesquisou e juntou para escrever e dirigir o filme. E hoje, assistindo a produções como “O Senhor dos Anéis”, constatamos que a tecnologia atual prescinde de tantos extras para compor a cena imaginada por Kubrick. Infelizmente ele cometeu a indelicadeza de morrer antes da cibernética acompanhar sua imaginação, e fomos privados de mais um filme grandioso.

- Mas senso de oportunidade é algo que faltou a muitos projetos, sendo talvez o mais inadequado, digamos assim, a ideia de se adaptar para as telas o livro de Adolph Hitler, “Mein Kampf”. Em 1941! Alfred Hitchcok seria o diretor, isso se não fosse o detalhe de que o próprio Departamento de Estado Americano não ter se agradado muito do projeto, mesmo com  o argumento que o mentor desta (David Selznick) era judeu e que o filme seria anti-nazista.

- Claro que tinha coisa que ninguém poderia levar a sério. Billy Wilder, um dos grandes diretores da “velha Hollywood”, vez por outra esboçava algum argumento maluco para o roteirista que estivesse trabalhando com ele no momento, mas este normalmente tinha o bom-senso (ou não, vai saber) de ignorar a ideia. Um argumento folclórico de Wilder envolvia a criação de uma fórmula para a arma definitiva, e seu inventor a tatuava no próprio pênis. Como a fórmula só podia ser lida com o pênis ereto, a CIA treinava um agente para se fingir de bicha e conseguir a fórmula. Até que seria um filme interessante, principalmente se soubermos que Wilder tinha em mente para os papéis do cientista e agente os atores Wood Allen e Charles Bronson. Mas Wilder teve planos mais viáveis que deram com os burros n’água, infelizmente. Seu projeto de “Um Dia na ONU” traria do limbo os irmãos Marx que ainda estivessem por perto: Grouxo, Harpo e Chico. Mas em 1960 manter um comediante veterano vivo não era fácil, e aí o projeto degringolou quando Chico bateu as botas, logo após um enfarte de Harpo.

- Nos anos 90 a Warner quis ressucitar a franquia do Super-Homem no cinema, e contrataram Kevin Smith, um assumido fanboy e nerd, para escrever um roteiro. A história que Smith escreveu era o sonho de todo fã de quadrinhos, pois procurava ser fiel à história e ao personagem. Ele escolheu especificamente os arcos envolvendo a morte e o retorno do personagem, um episódio bem comentado pela mídia na época. Se o roteiro de Kevin Smith fosse seguido, certamente teríamos o melhor filme sobre o personagem, com forte potencial para superar o filme de Richard Donner, de 1977. O filme dos sonhos dos nerds, em uma época árida de boas adaptações de personagens de quadrinhos. Mas o sonho virou pesadelo e o caldo desandou quando Tim Burton entrou no projeto e quis impor sua visão particular, como mudar os poderes do personagem (que não voaria e teria poderes elétricos) e a história como um todo. O produtor John Peters também interferiu na história, principalmente para tentar incluir elementos de merchandising na história. Graças a Deus, desta vez a Warner teve o bom senso de arquivar essa mixórdia.

- Pra não dizerem que não falei do Brasil, o mais notório caso de filme não concluído é a adaptação da biografia do jornalista paraibano Assis Chateaubriant escrita por Fernando Morais, iniciada em 1995. Só que aqui o problema não foi falta de grana, e sim excesso, ao menos na visão do Ministério da Cultura. À frente do projeto, o estreante na direção Guilherme Fontes captou cerca de 36 milhões em recursos públicos, mas não concluiu o filme dentro de um período razoável, e nos últimos anos se viu envolvido em processos que o obrigavam a devolver os recursos e até o condenaram em um processo por sonegação fiscal. Mas nesse caso ainda há uma chance de um dia esse filme dar às caras. Se vai prestar, aí já são outros quinhentos. Quinhentos mil reais, diga-se de passagem.

Enhanced by Zemanta

Receba a Blodega

Digite seu email:

Desenvolvido por FeedBurner

Bate-Boca

  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
  • suzilene: caraca o coelhinho é´loco e tarado e lindinho*-* fiado e´bom de mais. 100% play boy

Olha o Passaralho!

RSS

Blogueiros do Brasil

Clientela