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Imagine, Papai Noel…

No clima altruísta do Natal, minha lista de pedidos ao Papai Noel não é para mim, e sim para o crítico musical Mark Chapman, que tem o péssimo costume de avaliar músicos não numa escala de zero a cinco estrelas, e sim numa escala de um a cinco disparos. Como o menino teve bom comportamento nessas últimas décadas, creio que Papai Noel o colocará na lista de garotos bonzinhos. Ao menos se ele raciocinar igual a alguns juízes brazucas.Minha lista de presentes para ele é curtinha. Tudo que eu quero que ele ganhe é:
- Liberdade Condicional
- Uma passagem para o Brasil
- O CD “25 de Dezembro”, da Simone
- Um Colt Python com uma caixa de munição acompanhando
Quebra essa, bom velhinho. Garanto que fará mais feliz o Natal de muitas pessoas…
Olim-piadas de Inverno – Agora Vai

Aproveitando esse clima de Jogos Pan-americanos, nada mais oportuno do que trazer de volta aquela sensata campanha para que as Olimpíadas de Inverno sejam trazidas para a nossa terrinha. Mesmo sem conseguir emplacar Patos como sede para os jogos de 2014 e 2018, não desistiremos, e desde já lancemos novamente a candidatura para o ano de 2022. E, mais uma vez, o principal argumento para viabilizar tal candidatura é que, se os governos Estaduais e Federais acham que nesse curto espaço de tempo conseguirão resolver todos os problemas de infra-estrutura e segurança pública até a data dos jogos, nada mais fácil do que fazer nevar no sertão da Paraíba. E ainda mais com um prazo tão esticado. E se a qualquer disfunção noticiada na grande imprensa tem sempre alguém reclamando de que “é esse o país que vai sediar a Copa e as Olimpíadas?”, sugiro que visite a cidade de Patos e se pergunte como aquela cidade sediará uma Olimpíada de Inverno. Mas se daqui pra 2014 e 2016 teremos transporte público eficiente, aeroportos estruturados e criminalidade controlada, não duvide de que haverá patinação no gelo em pleno açude de Condado.

Onde Andará McGyver

(mais um textinho reciclado dos tempos do Busilis)
Antes de Mais Nada:Quem é McGyver?Ora, todos de minha geração já ouviram falar de McGyver. Mas você, que nasceu na geração Pokemon, provavelmente não conhece o mago do improviso, que salvava o mundo toda a semana sem dar murros ou disparar armas de fogo. Portanto, uma breve introdução: McGyver é um cidadão com formação científica que se tornou agente de uma organização do governo americano chamada Fênix. E foi praticamente por acaso, pois seus conhecimentos de física e química e sua capacidade de improvisação impressionaram Peter Torton, o manda-chuva da Fênix, que o empregou após ter sido ajudado por ele em uma missão contra o assassino Murdock, que se tornou o arqui-inimigo de McGyver. Por sinal, o chato do Murdock é que era a verdadeira fênix, pois sempre voltava dos mortos e eventualmente aparecia para tentar matar o McGyver, mas sempre se estrepava no final, seja caindo de um barranco em um carro, despencando de uma montanha ou dentro de um prédio implodido, mas sempre gritando, puto da vida, o nome daquele que sempre frustrava seus planos: “MCGYVER!!!!”
McGyver se tornou um agente e um herói atípico. Suas únicas armas eram um rolo de fita adesiva e um canivete suíço Victorinox, além de seu profundo conhecimento de física e química, que permitia que ele improvisasse e salvasse o mundo das formas mais improváveis possíveis. Ele poderia deter um vazamento tóxico com barras de chocolate, desmontar bombas com canudos, soldar usando moedas como eletrodos, consertar radiadores furados com ovos, fazer explosivos com detergente…O bicho era fodão, mesmo. E ele raramente usava de força física contra seus inimigos. Até porque, sempre que tentava dar um murro em algum elemento, faltava pouco pra quebrar o pulso. E também não matava os bandidos, que se morriam, eram por seus próprios atos. O cara era uma antítese completa do estereotipo do herói musculoso e violento, que resolve os assuntos na porrada. E, como de praxe, ele não comia ninguém nos episódios.
Mas, cadê o homem?
Após sérias investigações, chegamos a hipótese mais provável: a organização Fênix teria sido desativada por Bill Clinton quando este assumiu a Presidência dos Estados Unidos, deixando um monte de gente desempregada. McGyver tentou um trampo como professor de cursinho, mas o salário era uma bosta e seus alunos piores ainda.
Com a grana curta e a paciência mais curta ainda, McGyver largou aquela vida de bom moço e mandou seu patriotismo ao caralho. Já que seu país não mais o valorizaria, ele iria oferecer seus serviços a quem melhor pagasse. Por isso, o jovem cientista levou seus conhecimentos para o Oriente Médio, e passou a desenvolver armas para o Iraque.
Todo mundo acusou George W.Bush por atacar o Iraque sem motivo, já que não foram encontradas armas de destruição em massa no país. Mas o grande segredo é que o engenhoso McGyver desenvolvera uma técnica inédita para desenvolver matéria-prima para bombas nucleares, devido à ausência de urânio enriquecido: cobaias escolhidas por sofrerem de câncer e passarem por seções de radioterapia eram selecionadas, e suas fezes recolhidas. Usando uma centrífuga improvisada de um carrossel de parque de diversões, eles separavam a bosta dos elementos radioativos, que eram coletados e guardados. Como a produção estava a um ritmo pequeno, o governo iraquiano passou a importar secretamente comida mexicana e baiana, que além de aumentar a produção de “material”, adicionava poder explosivo ao mesmo.
É claro que quantidades enormes de Tacos, Vatapás e acarajés sendo contrabandeadas para um país muçulmano não passaram despercebidas pelos serviços de inteligência americana. Logo, o governo dos EUA descobriu o plano de Saddan Hussein, mas os detalhes não vieram a público, devido ao alto segredo envolvido, e porque a história seria ridícula demais para ser levada a sério. Daí a história de armas de destruição em massa e os planos para se invadir o Iraque.
Durante a invasão, as tropas americanas estavam procurando, além de Saddan Hussein, o ex-agente da Fênix. Este chegou a ser pego, mas conseguiu fugir dos Marines usando uma faca Ginsu e um par de meias Vivarina, escapando através da fronteira com o Irã. Seu atual paradeiro é ignorado, mas ele está sendo mais procurado ainda do que foi o Bin Laden, pois se suspeita que ele tenha levado seus planos de construir armas nucleares a partir de merda para o Irã.
Mas há outra versão para os fatos. Ele teria espalhado este boato para desviar a atenção da mídia, pois ele viera ao Brasil, achou tudo muito bom e mandou aquela vidinha bunda para lá. Agora ele quer é saber de passar o rodo em vagabunda e encher a cara de cachaça, e que aderiu ao Funk Carioca e atende pelo nome de M.C. Gyver. E seus improvisos são apenas usados em brincadeiras de mesa de botequim. Dizem até que ele fez as pazes com Murdock, que também está escondido nesta terra abençoada por Deus, bonita por natureza e que serve de esconderijo pra um bando de filho da puta…Os dois até fazem churrasco em fim-de-semana, com direito a banho de mangueira e pagode na laje. È claro que, quando falta carvão, McGyver usa técnicas secretas para reagrupar moléculas de carbono de estrume de vaca…
Ah, no fim das contas, McGyver está mesmo é no Twitter, dando dicas. É só segui-lo pra saber onde anda e o que fazer caso esteja trancado em um porão cheio de sucata…
O Parto da Escrita

Não mais satisfeito em dar as desculpas de praxe pra justificar as poucas atualizações da Blodega, decidi compartilhar um pouco da agonia e êxtase no ofício da escrita, o que acabou, no fim das contas, a parir um novo texto. Quem frequenta aqui sabe que raramente eu posto apenas fotos ou vídeos (isso eu deixo para nosso puxadinho no Tumblr ou nosso twitter), e quando o faço há algum texto acompanhando, não nos limitando a replicar algo que já deve ter sido reproduzido em inúmeros blogs antes do nosso. E manter um ritmo de produção constante acaba não sendo muito viável, por mais que isso acabe espantando a clientela, e nem sempre replicamos hypes instantâneos pra atrair visitas. Por isso garanto que dificilmente teremos sanduíche ginecológico por aqui, além das eventuais musas penduráveis, no máximo algumas rodelas de salame pra acompanhar uma cervejinha.
Na verdade, manter essa blodega é mais uma forma bizarra de terapia, algo entre um passatempo inofensivo e um vício patológico adquirido após passar alguns anos colaborando com o colega e compadre Tio Xiko em suas empreitadas jornalísticas virtuais, denominadas Crazy Man e, posteriormente, O Busilis. Porém, naqueles tempos, a frequência com a qual nós atualizávamos o site era de uma eficiência taylorista ,se comparada a minha atual produção na Blodega, cujos 14 clientes esperam com uma paciência de Jó por alguma atualização. Claro que, além da natural simbiose entre dois malucos com ideias esdruxulas e a pressão por parte dele em cumprir prazos e preencher a pauta da semana, os hectolitros de cerveja ingeridos lubrificavam as prensas cibernéticas.
Não obstante, preciso admitir publicamente que, por mais catártico que possa parecer, escrever não é exatamente algo fácil. Na maior parte das vezes, escrever é um parto a fórceps de uma criança com as pernas abertas – todas as três. E não estou sozinho nessa opinião, pois escritores profissionais, sérios e de verdade compartilham dessa ideia. Segundo Thomas Mann, o escritor é aquele para qual escrever é mais difícil que para os demais, e para William Faulkner não havia meio termo em relação a escrever: ou é fácil ou impossível. Até mesmo o xodó dos leitores nerds, Douglas Adams, sofria o diabo pra parir os livros da série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, normalmente estourando prazos fatais e protelando ao máximo a conclusão. Para ele, “Escrever é fácil. Tudo o que você tem a fazer é ficar olhando fixamente para uma folha em branco até a sua testa começar a sangrar”. Nem sempre a inspiração vem, ou em termos poéticos, você quer ter uma transa legal com sua musa e ela alega uma dor de cabeça, e a única coisa que ela irá foder é com sua paciência, se insistir. Nesses casos é melhor não forçar a barra, mesmo, ou prefere violentar sua musa? Aconselho a não fazê-lo. Tem uma história de “Sandman” na qual um escritor faz isso literalmente, e acreditem, o resultado não é nada agradável.
E quando você está até inspirado, com uma boa ideia e diversas anotações e rascunhos em seu caderno preto, mas por esse ou aquele motivo você não consegue parar para executar o serviço? As tarefas da vida real, que de viés, tende a nos puxar pela orelha sem maiores cerimônias, acabam nos fazendo protelar as tarefas que julgamos menos prioritárias se comparadas a acertar as contas com o dentista das crianças ou o dever quase cívico de varrer de volta o lixo que o chato do vizinho insiste em deixar na sua calçada. E escrever acaba ficando na rabeta da lista de prioridades, principalmente quando isso é encarado mais como passatempo do que um ganha-pão, de fato. Daí que meu caderno preto anda cheio de ideias e rascunhos não conclusivos e a pasta de textos incompletos está cada dia maior
Mas falando sério, a harmônica vida doméstica acaba gerando tanta distração que, na maior parte do tempo, inviabiliza a concentração e desapego necessário a sair um texto decente. Creio que os grandes escritores da literatura universal deveriam viver em lares infelizes nos quais não se sentiam obrigados a dar atenção a esposa, filhos e atendentes de telemarketing, sendo quase imprescindível que se tornassem misantropos, escrotos e com sérios problemas estomacais, algo no qual fracassei miseravelmente em me tornar, apesar de insistentes tentativas nas décadas passadas. Ou quase fracassei, já que meu estômago insiste em me lembrar de pegar leve nos temperos e nas bebidas. Mas se a alternativa é me foder em verde e amarelo pra apurar a escrita, prefiro deixar quieto e me virar com o que tenho.
Não que me considere um grande artífice das palavras. Mesmo tendo aperfeiçoado durante estes anos a brevidade na escrita para uma mídia que tem pouca tolerância à prolixidade, ainda me pego enchendo laudas com o entusiasmo inversamente proporcional ao do pobre que se aventurar a lê-las – como estou exatamente fazendo agora, devo supor. Também peco em não fazer uma revisão decente em meus textos, já que na urgência de soltar a coisa para o mundo – ainda falo do texto, e não de flatos, não obstante por vezes ambos serem indistinguíveis – acabo deixando uma série de rebarbas que passam batidas ao olhar pouco atento do pai desleixado da criança feia. E haja palavras repetidas, frases com uma palavra a mais ou a menos, concordância que manda lembranças a última Flor do Lácio ou meros erros de digitação que sobrevivem incólumes ao revisor ortográfico. Eis que meu sonho de consumo para a Blodega é contratar uma revisora. Sim, revisora, portadora dos genes XX, de preferência jovem e sadomasoquista, a quem eu possa castigar sempre que deixar algum texto com erros grotescos ser publicado, e os castigos invariavelmente envolveriam o uso de roupas de latex, algemas e chicotes, tudo para que ela seja mais atenta no futuro.
E depois de tamanho arrazoado, se você teve capacidade volumétrica escrotal suficiente para chegar até este ponto do texto, pode me perguntar por que ainda escrevo, já que não estou sendo remunerado para isso. Citando H.L. Mencken, escrever seria uma alternativa sensata e dentro da lei dos países civilizados a outras maneiras menos ortodoxas de se expressar, como gritar desafios em praça pública, rodopiar sobre a cabeça de transeuntes ou – melhor ainda – raptar um funkeiro de ônibus e obrigá-lo a ouvir ad infinitum a trilha sonora de “Cisne Negro” vestido a caráter, obviamente com um Colt Python apontado para sua cabeça. E por mais que essa última alternativa seja tentadora, ficarei com meus escritos, por mais de rosca que seja produzi-los.
Nem Bolero,Nem Ravel

Ontem fui dormir com a notícia de que Ravel morreu. Sim, eu sei que o do Bolero já morreu, mas isso faz bem mais tempo. O Ravel em questão é o cantor que fazia dupla com Dom, seu irmão, na dupla Dom e Ravel – sério, Mr. Óbvio?
Para os mais “experientes”, a lembrança desse nome remete aos anos 70, onde suas canções populares de caráter ufanista se tornaram famosas, sendo a mais conhecida “Eu te Amo meu Brasil”. Não por acaso, por conta dessa música que enaltecia os valores pátrios, eles foram perseguidos e criticados pela patrulha ideológica, e até hoje, junto com “País Tropical”, do Jorge Benjor, deve causar ganas homicidas nos esquerdistas. Não é pra menos, já que boa parte da classe artística fazia oposição ferrenha ao regime militar então em vigor, e os artistas mais populares, que cantavam músicas alegres ou com temas mais simples eram taxados de alienados, para dizer o mínimo, por não se enjangarem na luta contra o regime e cantarem muito sobre o amor e porra nenhuma sobre a revolução. E se por acaso expressavam algum tipo de simpatia e apoio, aí que a porca torcia o rabo.
Talvez um dos casos mais controversos desse período foi o do então famoso Wilson Simoal, que gravava músicas leves e alegres dentro do espírito de sua “pilantragem’, incluindo a execrada “País Tropical”. Após um entrevero envolvendo seu contador e agentes do DOPS, ele foi taxado de dedo-duro e boicotado, o que levou a seu ostracismo artístico. Até hoje se discute se ele foi vítima de injustiça por parte da patrulha ideológica ou se realmente era alcaguete dos “ôme”, e é tema do documentário “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Eu Dei” http://www.imdb.pt/title/tt1440286/ . Outra obra que aborda esse período sob o prisma da censura sobre os artistas rotulados de “alienados”, “cafonas” ou “bregas” é o livro “Eu Não Sou Cachorro Não:Música Popular Cafona e Ditadura Militar”, de Paulo César de Araújo.
Mas voltando a Dom e Ravel, sua música foi tocada às pampas e regravada naqueles tempos pelo conjunto Os Incríveis. Mais recentemente, no disco “Eu Não Sou Cachorro Mesmo”, uma homenagem das bandas do cenário independente às músicas tidas como bregas daquela época, esse música recebeu uma regravação da banda Fino Coletivo.
Não obstante, para mim a melhor versão jamais gravada dessa música é uma paródia cujo autor teve o bom senso de se manter anônimo até hoje, pois satiriza a letra e a transmuta numa bem-humorada apologia ao consumo de drogas ilícitas. Nesses tempos de discussão sobre marcha de maconha e o escambau, bem que algum gaiato poderia gravar esta versão e disponibilizar no Youtube. Como talento, voz e cara-de-pau décimo dan são habilidades que me escapam, deixo apenas aqui a letra da paródia, que você pode comparar com a original. Decore-a para cantar na próxima Marcha da Maconha da Liberdade de Qualquer Porra Dessas.
A Maconha no Brasil foi Liberada
Até o Presidente Já Fumou
Eu Vou Ficar Na Minha
Tomando Bolinha
Com o Governador
Eu te Amo,Maconha,Eu Te Amo
Meu Coração é de Jesus
E Meu Pulmão da Santa Cruz
Eu te Amo, Maconha,Eu Te Amo
Ninguém Segura a Maconha no Brasil!
Hei de Vencer!
Já que o Sensacionalista, o Diário de Barrelas e o Fábio Flowers costumam noticiar coisas absurdas que, eventualmente, são levadas a sério, também vou criar minhas notícias bizarras. Quem sabe algum estagiário acredita e põe isso na primeira página do UOL?
Banco Imobiliário é Lançado em Versões “Petista” e “Pentecostal”
Para atender a demanda por um público mais diferenciado, o popular jogo “Banco Imobiliário”, versão brazuca do americano “Monopoly”, vem sido lançado em versões temáticas com personagens da ficção e até times de futebol. Essa semana o jogo ganhou mais duas dessas versões temáticas.

A primeira é a versão do jogo para o segmento religioso. Aproveitando a popularidade das denominações pentecostais e suas avançadas ideias para o gerenciamento do dízimo dos fieis, como a criação do “Heaven’s Card“, era questão de tempo surgir um jogo envolvendo este tema.A versão “Show da Fé” adapta o tabuleiro e o jogo, onde os jogadores investem não no acúmulo de bens materiais, e sim para garantir a salvação da alma, acumulando pontos que lhe garantam um lugar no paraíso. Similar ao jogo original, há casas na qual o jogador é recompensado e outras em que é penalizado. Inclusive a famosa “cadeia” do jogo é substituído pelo “Inferno”, onde os jogadores que pecarem passarão algumas rodadas sem jogar, como nos casos em que o dinheiro acabar e não houver o bastante para pagar o dízimo. Com isso os pastores e líderes religiosos esperam divulgar a palavra entre os jovens

Já a outra versão recém-lançada adapta o jogo clássico aos bastidores do poder político no Brasil, mais especificamente em Brasília. Como o atual Ministro da Casa Civil está em alta na imprensa, o objetivo principal do jogo é aumentar seu patrimônio em 20 vezes, através de consultorias, lobbys e negociações entre políticos e empresas prestadoras de serviços. Estranhamente, esta versão o tabuleiro não tem a “cadeia”, o que impossibilita que qualquer jogador seja preso.
A empresa que licencia o jogo espera faturar bem com estas versões, e se o retorno for positivo é provável que outros jogos famosos, como “Detetive” e “War”, adotem esta estratégia em novas versões temáticas.
A Cozinha Maravilhosa de Lavoisier

“Se eu cozinho eu asso, inclusive Pacu Assado”
A prática milenar de se aproveitar as sobras de uma refeição na refeição seguinte deveria ter um manual para regulamentar tal prática para o bem da saúde pública, e até mesmo uma ou duas cadeiras no curso de Nutrição ou Engenharia de Alimentos, já que a impressão que me dá é que esta está bem arraigada nos meios corporativos, apesar de ninguém assumir esse pato – requentado, por sinal. E já que muita gente faz mesmo, ao menos que faça com um mínimo de responsabilidade. E nem estou me referindo àquelas sobras de guloseimas de festas que ainda rendem umas merendas por alguns dias em nossas casas, por obra e graça da sempre superestimada avaliação de nossas mães e matriarcas, que costumam achar que todo mundo tem o apetite de um visigodo e morrem de medo de que todos passem fome durante a ceia de Natal ou o almoço de Dia das Mães. Estamos falando de estabelecimentos e cozinhas que requentam as sobras para suas vitimas seus clientes como prática comum.
Reza a lenda que essa prática se estende a diversos órgãos e estabelecimentos, como restaurantes de hotéis, refeitórios de empresas, fábricas e instituições de ensino públicas. Ninguém admite, obviamente, mas com certeza a prática existe. Surpreso? Não deveria, principalmente se estudou em alguma universidade pública e usufruiu de seu refeitório. Ou nunca percebeu que a janta era sempre canja de galinha quando no almoço o prato principal era frango? Ou aquela calabresa que você comeu no almoço e que tinha um sutil gosto que havia sido pescada de alguma feijoada não consumida?
Chega a ser louvável o estoicismo praticado por estes cozinheiros e nutricionistas para pôr fim ao desperdício de comida em um mundo ainda afetado pelo flagelo da fome, usando e abusando das velhas receitas milenares francesas (Rest D’Ontê) e japonesas (Soborô). O problema é que nem sempre aquele bife à James Bond – frio e com nervos de aço – que o cliente deixou quase inteiro no prato pode ser simplesmente limpo, batido e requentado para o próximo cliente sem maiores prejuízos a flora intestinal do coitado. Na maioria das vezes a gente acaba comendo coisa requentada sem saber, e pagando os tubos, principalmente em cidades na qual comer bem se tornou um luxo, justamente quando eu pensava , em minha tenra inocência, que fosse algo básico. E se você for um incauto empregado que almoça em restaurante da empresa, quase certamente já comeu coliformes fecais (a popular bosta). E o que é pior, com a validade vencida.
Para finalizar este manifesto gastronômico, me lembrei de um causo contado por um colega de trabalho sobre um nutricionista da Associação de empregados na qual este meu colega era presidente. Um belo dia a gororoba servida causou uma caganeira coletiva, e obviamente todo mundo queria por a conta do papel higiênico no nutricionista, cuja arrogância também não ajudava muito em ser popular e simpático entre a galera. E quais foram a saída e argumento dele? Ele se eximiu de qualquer responsabilidade e pôs a culpa na Coca-Cola servida durante a refeição, e que estava contactando o fabricante para que lhe fosse fornecida a fórmula do refrigerante, sem a qual não poderia chegar a nada mais conclusivo.
Este post foi inspirado em fatos – e flatos – reais, em episódios que culminaram em iminentes desastres gastrointestinais. Todos os envolvidos estão passando bem, inclusive o papel higiênico nas partes

No Zdorovie!

O uso Medicinal da Vodca
Vez por outra eu acabo me ausentando da Blodega por motivos de saúde. Todavia, sempre que isso ocorre eu consulto a medicina russa, que me providencia o tratamento adequado para limpeza dos brônquios e alvéolos pulmonares. Por indicação do Dr.Orloff, em consenso com o Dr.Smirnoff e da doutora Wyborova, em tais situações administro doses de vodca pura e gelada para aliviar o pigarro de minha garganta, com a opção de adicionar gotas de limão. Santo remédio, eu devo admitir.
Para convencê-los da vocação medicinal desta bebida devo lembrá-los que, como boa parte dos velhos destilados, o nome dessa bebida se deriva da expressão “água da vida”, já que tais destilados eram, normalmente, usados originalmente como remédio, até porque beber água naqueles tempos era um troço pra lá de arriscado. No caso da vodca, seu nome deriva do russo voda ou do polonês zhiznennia voca, já que não existe consenso sobre o local e data exatos da origem dessa bebida, pois poloneses e russos reivindicam a paternidade desse “remédio”. A vodca é obtida a partir da destilação de tubérculos ou grãos, como batatas, centeio ou milho.
Para se beber a purinha russa (ou polonesa), é aconselhável a mesma estar gelada. De praxe, ponha sua garrafa de vodca preferida no congelador, sem risco de que a mesma se solidifique. Beber pura com gelo não cai bem. Alguns preferem misturar com refrigerantes. Os tira-gostos que melhor combinam com esta bebida são salgados, como cebolas ou pepinos em conserva. Não combina muito bem com doces, como convém a qualquer bebida. A vodca também é uma ótima base para drinques diversos. Aqui reproduzo as “receitas médicas” que podem ser feitas a partir da Vodca, todas receitas consagradas e praticamente de domínio público, verdadeiros patrimônios imateriais da humanidade. Leve-as a sua farmácia de manipulação preferida.
Caipirosca: Variante da nossa conhecida caipirinha, substituindo a cachaça por vodca. A prática surgiu por um certo preconceito contra a nossa branquinha, algo injustificável hoje em dia devido a disponibilidade de excelentes marcas. Mas isso não desqualifica a caipirosca como alternativa bolchevique à caipirinha. Para preparar a versão russa do drinque nacional, é a receita de praxe: um limão galego ou taiti, uma dose bem chorada de vodca e duas colheres de açúcar. Normalmente se corta o limão em rodelas para serem espremidas com o pilão direto no copo, no qual se mistura a vodca, o açúcar e bastante gelo. Particularmente prefiro espremer o sumo do limão e misturar tudo em uma coqueteleira. O macete para se evitar que o limão amargue muito o drinque é não espremer muito a casca e remover os gomos brancos do limão antes de espremê-lo. A proporção de sumo de limão e açúcar pode ir do gosto de cada um, mas essa proporção normalmente satisfaz a maioria. Sobre caipirinha já falei bem em um outro post.
Bloody Mary: Diz a lenda que o nome desse drinque seria uma “homenagem” à rainha Mary I, da Inglaterra, que perseguiu implacavelmente os protestantes puritanos no século XVI e recebeu esse carinhoso apelido de “Maria sanguinária”. O drinque teria sido criado no famoso Harry´s Bar de Paris por um americano, que queria fidalgamente ajudar seus compatriotas, que submetidos a famigerada lei seca, precisavam de uma bebida que disfarçasse a aparência e o odor de álcool. A mistura de vodca, suco de tomate e caldo de carne se tornou clássica. A receita mais comum é: uma dose de vodca, um pouco de suco de limão, pimenta-do-reino, sal, molho inglês, molho de pimenta (preferencialmente tabasco) e o indefectível suco de tomate. Tasca tudo no copo, os temperos à gosto, e misture bem. E boa sorte.
Bullshot: Esse drinque foi criado originalmente para fins medicinais, mesmo. Dizem que, durante as navegações no século XVII, marinheiros ingleses recebiam uma beberagem de caldo de carne para se combater os efeitos do frio. Para incrementar o remédio, os marinheiros adicionavam rum, para a alegria da galera. Só que ao chegar nos bares da Inglaterra, o rum foi substituído por vodca. Atualmente os dipsomaníacos elegem este drinque como ótimo remédio para a ressaca. Aprenda a receita contra ressaca: uma dose de vodca, três doses de consomê de carne, um pouco de suco de limão, poucas gotas de molho inglês, uma gota de molho de pimenta, sal e pimenta do reino. Tasca tudo num copo long drink com gelo e um talo de salsa. Se funciona…Bem, você acredita em homeopatia?
Dry Martini: Originalmente o clássico, elegante e mais famoso drinque é uma mistura de gim e vermute. Mas existe uma variante popularizada pelo personagem James Bond em seus filmes, que substitui o gim por vodca. Quanto à receita, o Dry Martini é mais polêmico que a caipirinha no que tange às proporções dos ingredientes. Mas grosso modo, misture uma dose generosa de vodca com algumas gotas de vermute, depois esprema uma casca de limão sobre a mistura. O Dry Martini tradicional pede que os ingredientes sejam misturados em um copo misturador com gelo e servido (sem gelo) em uma taça de coquetel, adicionando uma azeitona. Ou seja, o famoso mexido, não batido. Já o agente a serviço secreto de Sua Majestade pede sua Vodca Martini batida, não mexida, ou seja, tudo na coqueteleira. Se estiver preparando para ele, convém não arriscar a levar um tiro de Walther nas fuças. Por isso, eis a receita do barman a serviço secreto de Sua Majestade.
Para concluir o receituário, caso o leitor prefera administrar doses puras, aconselho a fazê-lo bem gelado. Existe um copinho específico para se beber vodca, conhecido como “Moscou”, fino e longo., como este, por exemplo E se quer seguir o ritual tradicional, a cerimônia de se beber uma dose de vodca é tomar a lapada de virada, com a respiração presa, e depois gritar “No Zdorovie”, que em russo significa “à saúde” (ou putaquepariu, vai saber). E evite água, pois segundo o sábio Padre Levedo, os peixes fodem nela.
Para finalizar, devo lembrar que existem outros médicos no mercado que atendem pelo SUS, como a enfermeira Natasha ou o médico Paloff, mas não aconselha a consulta, pois pode dar uma braba dor de cabeça…

Classe Média Sofre, Mas Goza

Porque se Você não Cobra Providências do Governo, o Stallone Cobra

“Porra, cerveja ruim, quente e com 25% de ICMS.PORRA!”
Por isso levantemos o copo a bandeira para que as cervejas de melhor qualidade tenham um preço mais acessível. Afinal, os jovens antenados precisam comemorar o Bloomsday ou o St.Patrick Day com estilo e algo melhor do que Malzebier de Itu. E de que adianta baratear aquele aparelho de Blu-Ray e Home Theater, além dos filmes nesse formato, se você tiver que assistir aquele BD de sua banda favorita tendo que beber cerveja de menos de um real a lata?E se precisar de um símbolo para esta campanha, a primeira figura que me vem a mente é a do bardo Juca Chaves, que sempre emplacou campanhas por causas nobres, tais como ajudar o pobre Juquinha a abastecer seu Jaguar com gasolina azul, a repor seu estoque pessoal de caviar ou a passar suas férias na Disneyworld. Quem sabe a coisa emplaca e não teremos uísque, champanhe e caviar a preços populares? É só xingar muito no twitter e cobrar das autoridades.
E para quem acha ridícula e improcedente esta campanha, recomendo uma visita ao Tumblr Classe Média Sofre, que obviamente inspirou o título desse post supérfluo e esnobe. Cuidado para não se emocionar de tristeza com os pobres coitados dessa classe tão desfavorecida.
Update: Coincidentemente encontrei um blog novo sobre cerveja, o GeekBeer, e ele está tentando justamente emplacar o tópico #cervejadeverdade no Twitter. Quem sabe não conseguiremos regar os pagodes na laje com cerveja Erdinger?








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