Posts Tagged ‘humor’
Hei de Vencer!
Já que o Sensacionalista, o Diário de Barrelas e o Fábio Flowers costumam noticiar coisas absurdas que, eventualmente, são levadas a sério, também vou criar minhas notícias bizarras. Quem sabe algum estagiário acredita e põe isso na primeira página do UOL?
Banco Imobiliário é Lançado em Versões “Petista” e “Pentecostal”
Para atender a demanda por um público mais diferenciado, o popular jogo “Banco Imobiliário”, versão brazuca do americano “Monopoly”, vem sido lançado em versões temáticas com personagens da ficção e até times de futebol. Essa semana o jogo ganhou mais duas dessas versões temáticas.

A primeira é a versão do jogo para o segmento religioso. Aproveitando a popularidade das denominações pentecostais e suas avançadas ideias para o gerenciamento do dízimo dos fieis, como a criação do “Heaven’s Card“, era questão de tempo surgir um jogo envolvendo este tema.A versão “Show da Fé” adapta o tabuleiro e o jogo, onde os jogadores investem não no acúmulo de bens materiais, e sim para garantir a salvação da alma, acumulando pontos que lhe garantam um lugar no paraíso. Similar ao jogo original, há casas na qual o jogador é recompensado e outras em que é penalizado. Inclusive a famosa “cadeia” do jogo é substituído pelo “Inferno”, onde os jogadores que pecarem passarão algumas rodadas sem jogar, como nos casos em que o dinheiro acabar e não houver o bastante para pagar o dízimo. Com isso os pastores e líderes religiosos esperam divulgar a palavra entre os jovens

Já a outra versão recém-lançada adapta o jogo clássico aos bastidores do poder político no Brasil, mais especificamente em Brasília. Como o atual Ministro da Casa Civil está em alta na imprensa, o objetivo principal do jogo é aumentar seu patrimônio em 20 vezes, através de consultorias, lobbys e negociações entre políticos e empresas prestadoras de serviços. Estranhamente, esta versão o tabuleiro não tem a “cadeia”, o que impossibilita que qualquer jogador seja preso.
A empresa que licencia o jogo espera faturar bem com estas versões, e se o retorno for positivo é provável que outros jogos famosos, como “Detetive” e “War”, adotem esta estratégia em novas versões temáticas.
A Cozinha Maravilhosa de Lavoisier

“Se eu cozinho eu asso, inclusive Pacu Assado”
A prática milenar de se aproveitar as sobras de uma refeição na refeição seguinte deveria ter um manual para regulamentar tal prática para o bem da saúde pública, e até mesmo uma ou duas cadeiras no curso de Nutrição ou Engenharia de Alimentos, já que a impressão que me dá é que esta está bem arraigada nos meios corporativos, apesar de ninguém assumir esse pato – requentado, por sinal. E já que muita gente faz mesmo, ao menos que faça com um mínimo de responsabilidade. E nem estou me referindo àquelas sobras de guloseimas de festas que ainda rendem umas merendas por alguns dias em nossas casas, por obra e graça da sempre superestimada avaliação de nossas mães e matriarcas, que costumam achar que todo mundo tem o apetite de um visigodo e morrem de medo de que todos passem fome durante a ceia de Natal ou o almoço de Dia das Mães. Estamos falando de estabelecimentos e cozinhas que requentam as sobras para suas vitimas seus clientes como prática comum.
Reza a lenda que essa prática se estende a diversos órgãos e estabelecimentos, como restaurantes de hotéis, refeitórios de empresas, fábricas e instituições de ensino públicas. Ninguém admite, obviamente, mas com certeza a prática existe. Surpreso? Não deveria, principalmente se estudou em alguma universidade pública e usufruiu de seu refeitório. Ou nunca percebeu que a janta era sempre canja de galinha quando no almoço o prato principal era frango? Ou aquela calabresa que você comeu no almoço e que tinha um sutil gosto que havia sido pescada de alguma feijoada não consumida?
Chega a ser louvável o estoicismo praticado por estes cozinheiros e nutricionistas para pôr fim ao desperdício de comida em um mundo ainda afetado pelo flagelo da fome, usando e abusando das velhas receitas milenares francesas (Rest D’Ontê) e japonesas (Soborô). O problema é que nem sempre aquele bife à James Bond – frio e com nervos de aço – que o cliente deixou quase inteiro no prato pode ser simplesmente limpo, batido e requentado para o próximo cliente sem maiores prejuízos a flora intestinal do coitado. Na maioria das vezes a gente acaba comendo coisa requentada sem saber, e pagando os tubos, principalmente em cidades na qual comer bem se tornou um luxo, justamente quando eu pensava , em minha tenra inocência, que fosse algo básico. E se você for um incauto empregado que almoça em restaurante da empresa, quase certamente já comeu coliformes fecais (a popular bosta). E o que é pior, com a validade vencida.
Para finalizar este manifesto gastronômico, me lembrei de um causo contado por um colega de trabalho sobre um nutricionista da Associação de empregados na qual este meu colega era presidente. Um belo dia a gororoba servida causou uma caganeira coletiva, e obviamente todo mundo queria por a conta do papel higiênico no nutricionista, cuja arrogância também não ajudava muito em ser popular e simpático entre a galera. E quais foram a saída e argumento dele? Ele se eximiu de qualquer responsabilidade e pôs a culpa na Coca-Cola servida durante a refeição, e que estava contactando o fabricante para que lhe fosse fornecida a fórmula do refrigerante, sem a qual não poderia chegar a nada mais conclusivo.
Este post foi inspirado em fatos – e flatos – reais, em episódios que culminaram em iminentes desastres gastrointestinais. Todos os envolvidos estão passando bem, inclusive o papel higiênico nas partes

No Zdorovie!

O uso Medicinal da Vodca
Vez por outra eu acabo me ausentando da Blodega por motivos de saúde. Todavia, sempre que isso ocorre eu consulto a medicina russa, que me providencia o tratamento adequado para limpeza dos brônquios e alvéolos pulmonares. Por indicação do Dr.Orloff, em consenso com o Dr.Smirnoff e da doutora Wyborova, em tais situações administro doses de vodca pura e gelada para aliviar o pigarro de minha garganta, com a opção de adicionar gotas de limão. Santo remédio, eu devo admitir.
Para convencê-los da vocação medicinal desta bebida devo lembrá-los que, como boa parte dos velhos destilados, o nome dessa bebida se deriva da expressão “água da vida”, já que tais destilados eram, normalmente, usados originalmente como remédio, até porque beber água naqueles tempos era um troço pra lá de arriscado. No caso da vodca, seu nome deriva do russo voda ou do polonês zhiznennia voca, já que não existe consenso sobre o local e data exatos da origem dessa bebida, pois poloneses e russos reivindicam a paternidade desse “remédio”. A vodca é obtida a partir da destilação de tubérculos ou grãos, como batatas, centeio ou milho.
Para se beber a purinha russa (ou polonesa), é aconselhável a mesma estar gelada. De praxe, ponha sua garrafa de vodca preferida no congelador, sem risco de que a mesma se solidifique. Beber pura com gelo não cai bem. Alguns preferem misturar com refrigerantes. Os tira-gostos que melhor combinam com esta bebida são salgados, como cebolas ou pepinos em conserva. Não combina muito bem com doces, como convém a qualquer bebida. A vodca também é uma ótima base para drinques diversos. Aqui reproduzo as “receitas médicas” que podem ser feitas a partir da Vodca, todas receitas consagradas e praticamente de domínio público, verdadeiros patrimônios imateriais da humanidade. Leve-as a sua farmácia de manipulação preferida.
Caipirosca: Variante da nossa conhecida caipirinha, substituindo a cachaça por vodca. A prática surgiu por um certo preconceito contra a nossa branquinha, algo injustificável hoje em dia devido a disponibilidade de excelentes marcas. Mas isso não desqualifica a caipirosca como alternativa bolchevique à caipirinha. Para preparar a versão russa do drinque nacional, é a receita de praxe: um limão galego ou taiti, uma dose bem chorada de vodca e duas colheres de açúcar. Normalmente se corta o limão em rodelas para serem espremidas com o pilão direto no copo, no qual se mistura a vodca, o açúcar e bastante gelo. Particularmente prefiro espremer o sumo do limão e misturar tudo em uma coqueteleira. O macete para se evitar que o limão amargue muito o drinque é não espremer muito a casca e remover os gomos brancos do limão antes de espremê-lo. A proporção de sumo de limão e açúcar pode ir do gosto de cada um, mas essa proporção normalmente satisfaz a maioria. Sobre caipirinha já falei bem em um outro post.
Bloody Mary: Diz a lenda que o nome desse drinque seria uma “homenagem” à rainha Mary I, da Inglaterra, que perseguiu implacavelmente os protestantes puritanos no século XVI e recebeu esse carinhoso apelido de “Maria sanguinária”. O drinque teria sido criado no famoso Harry´s Bar de Paris por um americano, que queria fidalgamente ajudar seus compatriotas, que submetidos a famigerada lei seca, precisavam de uma bebida que disfarçasse a aparência e o odor de álcool. A mistura de vodca, suco de tomate e caldo de carne se tornou clássica. A receita mais comum é: uma dose de vodca, um pouco de suco de limão, pimenta-do-reino, sal, molho inglês, molho de pimenta (preferencialmente tabasco) e o indefectível suco de tomate. Tasca tudo no copo, os temperos à gosto, e misture bem. E boa sorte.
Bullshot: Esse drinque foi criado originalmente para fins medicinais, mesmo. Dizem que, durante as navegações no século XVII, marinheiros ingleses recebiam uma beberagem de caldo de carne para se combater os efeitos do frio. Para incrementar o remédio, os marinheiros adicionavam rum, para a alegria da galera. Só que ao chegar nos bares da Inglaterra, o rum foi substituído por vodca. Atualmente os dipsomaníacos elegem este drinque como ótimo remédio para a ressaca. Aprenda a receita contra ressaca: uma dose de vodca, três doses de consomê de carne, um pouco de suco de limão, poucas gotas de molho inglês, uma gota de molho de pimenta, sal e pimenta do reino. Tasca tudo num copo long drink com gelo e um talo de salsa. Se funciona…Bem, você acredita em homeopatia?
Dry Martini: Originalmente o clássico, elegante e mais famoso drinque é uma mistura de gim e vermute. Mas existe uma variante popularizada pelo personagem James Bond em seus filmes, que substitui o gim por vodca. Quanto à receita, o Dry Martini é mais polêmico que a caipirinha no que tange às proporções dos ingredientes. Mas grosso modo, misture uma dose generosa de vodca com algumas gotas de vermute, depois esprema uma casca de limão sobre a mistura. O Dry Martini tradicional pede que os ingredientes sejam misturados em um copo misturador com gelo e servido (sem gelo) em uma taça de coquetel, adicionando uma azeitona. Ou seja, o famoso mexido, não batido. Já o agente a serviço secreto de Sua Majestade pede sua Vodca Martini batida, não mexida, ou seja, tudo na coqueteleira. Se estiver preparando para ele, convém não arriscar a levar um tiro de Walther nas fuças. Por isso, eis a receita do barman a serviço secreto de Sua Majestade.
Para concluir o receituário, caso o leitor prefera administrar doses puras, aconselho a fazê-lo bem gelado. Existe um copinho específico para se beber vodca, conhecido como “Moscou”, fino e longo., como este, por exemplo E se quer seguir o ritual tradicional, a cerimônia de se beber uma dose de vodca é tomar a lapada de virada, com a respiração presa, e depois gritar “No Zdorovie”, que em russo significa “à saúde” (ou putaquepariu, vai saber). E evite água, pois segundo o sábio Padre Levedo, os peixes fodem nela.
Para finalizar, devo lembrar que existem outros médicos no mercado que atendem pelo SUS, como a enfermeira Natasha ou o médico Paloff, mas não aconselha a consulta, pois pode dar uma braba dor de cabeça…

Classe Média Sofre, Mas Goza

Porque se Você não Cobra Providências do Governo, o Stallone Cobra

“Porra, cerveja ruim, quente e com 25% de ICMS.PORRA!”
Por isso levantemos o copo a bandeira para que as cervejas de melhor qualidade tenham um preço mais acessível. Afinal, os jovens antenados precisam comemorar o Bloomsday ou o St.Patrick Day com estilo e algo melhor do que Malzebier de Itu. E de que adianta baratear aquele aparelho de Blu-Ray e Home Theater, além dos filmes nesse formato, se você tiver que assistir aquele BD de sua banda favorita tendo que beber cerveja de menos de um real a lata?E se precisar de um símbolo para esta campanha, a primeira figura que me vem a mente é a do bardo Juca Chaves, que sempre emplacou campanhas por causas nobres, tais como ajudar o pobre Juquinha a abastecer seu Jaguar com gasolina azul, a repor seu estoque pessoal de caviar ou a passar suas férias na Disneyworld. Quem sabe a coisa emplaca e não teremos uísque, champanhe e caviar a preços populares? É só xingar muito no twitter e cobrar das autoridades.
E para quem acha ridícula e improcedente esta campanha, recomendo uma visita ao Tumblr Classe Média Sofre, que obviamente inspirou o título desse post supérfluo e esnobe. Cuidado para não se emocionar de tristeza com os pobres coitados dessa classe tão desfavorecida.
Update: Coincidentemente encontrei um blog novo sobre cerveja, o GeekBeer, e ele está tentando justamente emplacar o tópico #cervejadeverdade no Twitter. Quem sabe não conseguiremos regar os pagodes na laje com cerveja Erdinger?

Todo Castigo é Pouco

Com Certas Coisas não se Brinca
Mais um feriadão, com direito a enforcar a sexta-feira após o feriado de Tiradentes com a bênção da Igreja Católica. Para quase todo mundo hoje já é sexta-feira. Menos para aqueles que irão trabalhar o feriadão inteiro, inclusive no fim-de-semana. Sim, esse post é para você que se pergunta que mal fez nessa ou em outra vida para ser tão castigado e não poder curtir as festas. A primeira coisa que vem a mente, de acordo com o adágio popular, é que o cidadão se imagina jogando pedra na cruz para ser tão castigado. Mas para fugir ao lugar-comum, listamos outras heresias para a Semana Santa. E se imagine naqueles tempos, numa vida passada, cometendo todas essas barbaridades. Aí com certeza você vai se convencer de que trabalhar no feriado será pouco castigo. Mas ao menos terás mais frases interessantes para justificar sua ausência no almoço de domingo com a família. Vamos a elas:
Joguei pedra na cruz
Tomei caipirinha no cálice sagrado,
contei piada de judeu a ceia inteira
Usei o Santo Sudário como guardanapo
E depois chamei Jesus de Genésio
Paguei a última ceia com cheque sem fundo
Paguei Maria Madalena com cheque sem fundo
Apostei com Judas que ele não beijava Jesus
Vendi sabonete para Pilatos lavar as mãos
E, por fim, fiz boca-de-urna para Barrabás
Eis aqui minha cota semestral de heresias. Siga-as por sua conta e risco. Depois não ache estranho quando você for fazer um churrasco na sexta-feira santa e sua churrasqueira se acender com um relâmpago.
Poesias de Boteco – O Peido que a Nêga Deu

A “nêga” tinha comido
Da panela de um cigano
Pimenta, sebo e tutano
Cebola e peba dormido
Foi tão grande o estampido
Que se ouviu no Pajeú
Toda praga de urubu
Da caixa prego desceu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Na fazenda Gado Brabo
Num casamento que havia
Comeu tanto nesse dia
Mocotó, feijão, quiabo
Meia noite abriu do “rabo”
Defecando o que comeu
Toda prega se rompeu
Na porteira do baú
Quase não cabe no “cú”
O “peido” que a “nêga” deu
Quando o “peido” quis fugir
As tripas se revoltaram
E o “cú” do “peido” vedaram
Para o “peido” não sair
O “peido” não quis pedir
Mas o “cú” se arrependeu
O “peido” inchou e cresceu
Do jeito de um cururu
Quase não cabe no “cú”
O “peido” que a “nêga” deu
“Cú” seboso e vagabundo
O “peido” tinha razão
Um fundo fazer questão
De um “peido” passar no fundo
Mais veloz como um segundo
Esse “peido” endoideceu
Fez finca-pé no “suru”
Quase não cabe no “cú”
O “peido” que a “nêga” deu
Depois da grande explosão
A “nêga” se aliviou
A meninada apanhou
“Caco” de “cú” pelo chão
Pano de fundo e botão
Caroço e casca de umbu
Uma chibata de angu
Do entre perna desceu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Não foi brincadeira não
Quando o “rabo” estremeceu
O “peido” que a “nêga” deu
Ribombou como um trovão
Ela firmou-se no chão
No tronco de um mulungu
Levantou o mucumbu
Abriu a tripa gaiteira
Quando o “peido” fez carreira
Quase não passa nu “cú”
Ela não tem cerimonha
De “peidar” seja onde for
Me disse Joaquim, senhor
Que essa “nêga” senvergonha
Viciou-se na maconha
Mocotolina e pitu
Bebe mais do que timbu
No samba de Zé Bedeu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Quase não pode passar
O chefe da caganeira
O “peido” encontrou barreira
Deu vontade de voltar
Pois quem quer se libertar
Enfrenta até canguçu
Depois do maracatu
A dona do “cú” gemeu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Eu não conheço valente
Por muito brabo que seja
Que não “peido” na peleja
Vendo o perigo na frente
Com o medo que a gente sente
Mais ligeiro o “peido” vem
Empurrado por xerém
Cebola, feijão, quiabo
Dizer na porta do “rabo”
O valor que o “peido” tem
No mundo não há ninguém
Pra saber mais do que eu
O valor que o “peido” tem
E o “peido” que a “nêga” deu
A “nêga” “peidou” peidou num trem
Que ficou de bunda pensa
Um “nego” pediu licença
Soltou um “peido” também
A “nêga” disse meu bem
“Peido” grande só o meu
Vale por trinta do teu
“Peidei” melhor do que tu
Quase não cabe no “cú”
O “peido” que a “nêga” deu
Assim que o “peido” passou
Fez a “nêga” uma careta
A bunda ficou mais preta
O “cú” abriu-se e fechou
Um chifrudo perguntou
O que foi que aconteceu?
Um veado respondeu:
Ainda não sabes tu!
Quase não cabe no “cú”
O “peido” que a “nêga” deu
O “peido” é coisa comum
Chega para todo mundo
Mas de não passar no fundo
Talvez não haja nenhum
Quando a “nêga” soltou um
Fedendo a defunto nu
Não escapou urubu
Quem tinha venta perdeu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
“Peido” não sabe o que faz
É comum cego sem guia
Quase o “peido” não saía
O volume era demais
Para passar por detrás
Foi tão grande o sururu
Entre castanha e caju
O caju foi quem venceu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Assim que o “peido” gritou
Na chapeleta do fundo
Na quadratura do mundo
A voz do “peido” estrondeou
Velho Amazonas deixou
De lutar contra o Xingu
A preta cor do muçu
Disse ao “peido” o mundo é teu
O “peido” que a “nêga” deu
Quase não passa no “cú”
Se famoso quis ficar
Dante sofreu na comédia
Shakespeare, na tragédia
Camões em Goa a nadar
Teve Homero de cantar
Os feitos da raça grega
A que ponto o mundo chega
Um peido eterno ficou
Depois que imortalizou
Uma “nêga” e o “cú” da “nêga”.

Poesias de Boteco: O Plantador de Milho

Enquanto cumpro minhas obrigações contratuais aqui sob o sol do Nordeste, venho rapidinho aqui na Blodega para, nesse espírito de nordestinidade, entreter a clientela com esse ótimo exemplo da poesia popular, a já clássica criação de Daudeth Bandeira. Divirtam-se e até mais. Preciso enxugar algumas ampolas de cerveja no mais breve tempo possível.
O Plantador de Milho
Criado dentro da mata
Nunca calcei um sapato
Nunca usei uma gravata
Moro perto da cidade
Mas pra falar a verdade
Só vou lá de feira em feira
Ou quando há precisão
De batizar um pagão
Ou buscar uma parteira
No dia que registrei
O meu filhinho mais novo
O juiz estava nervoso
Brigando no meio do povo
Me chamou de maltrapilho
Sujo, plantador de milho
E disse mais uma piada
Dessas que a boca não cabe:
Matuto pobre só sabe
Fazer menino e mais nada.
O juiz não tinha filhos
Que enfeitassem sua vida
Eu conhecia a história
E fui direto na “ferida”:
O senhor está zangado,
Tem dez anos de casado
E a mulher não tem um filho;
A sua comida fina
Não contém a vitamina
Que há na massa do milho.
A minha família é grande
Dez filhos e a mulher.
Sua família é pequena
Mas é porque você quer.
A sua mulher lhe embroma
Quase todo dia toma
Anticoncepcional
Lhe vicia em novela
Dorme tarde e faz tabela
E esquece do “principal”.
Ouvi o senhor dizer
Que está gastando por mês
Mas de dez salários mínimos
Só com perfume francês
Diz que a vida é uma bomba
Que foi não foi leva tromba
Com mercadoria falsa
Comprar perfume estrangeiro
É pra quem possui dinheiro
Nos quatro bolsos da calça
Caro doutor, lá em casa
Ninguém nem conversa em luxo
A fora uma simples roupa,
O resto é encher o bucho
Não acostumei meu povo
Exigir sapato novo
Para as festas de São João
Ao invés de um colar de ouro
Compro a rabada de um touro
Pra se comer um pirão.
Lá ninguém fala em perfume,
O que há na minha casa
É cheiro de carne assada
Pingando em cima da brasa
Minha cabocla Maria,
Gorda, disposta e sadia,
Pra toda vez que eu quiser
Botar fogo na geléia
Para isso a minha “véia”
É mulher, sendo mulher.
Como, é galinha caipira
E não galeto de granja
Ao invés de coca-cola
Tomo suco de laranja
Com rapadura de mel.
E escute aqui, bacharel,
Conversa longa me atrasa.
Quer ver a mulher Ter filho?
Bote um plantador de milho
Pra dormir na sua casa.
Post Arqueológico – O Que Não Deve ser Dito ao Marido

Olhem só o que desenterrei enquanto fazia um 5S nos alfarrábios da Blodega: uma revista do fim dos anos 50 com conselhos domésticos para as donas de casa. Não deixa de ser um interessante exercício antropológico tentar contextualizar estes conselhos nos dias de hoje, algo que certamente dará úlcera perfurada na maioria das mulheres. Claro que hoje em dia as revistas dão conselhos mais de acordo com as mulheres dos tempos modernos. Por exemplo, dando dicas de como se dar bem com um gringo durante o carnaval…ops, péssimo exemplo.
Só para o gênero XX da geração Y saber que já foi bem pior, reproduzo para fins de tirar onda mesmo didáticos o artigo intitulado “O Que Não Deve Ser Dito ao Marido”, publicado em agosto de 1959 na revista “Seleções de Reader’s Digest“, de autoria de Cynthia Lyndsay. Uma época na qual o grande avanço no ramo de cosméticos foi o advento do absorvente íntimo descartável – você só usa uma vez e joga fora, como destacava os anúncios destes tempos…
Ah, e feliz Dia das Mulheres.
(agradeço a @Mirtes_Oliveira que encontrou essa pérola entre minhas velharias. reclamações encaminhem direto a ela)
1- Nunca diga: ”Que tal você está me achando?”. Perderá seu tempo e o dele. Se você não estiver bem, ele o notará. Se estiver, ele não tomará conhecimento. Cabelo despenteado, combinação aparecendo, ou batom borrado chamarão imediatamente a atenção do homem. Penteado novo, a perda de dois quilos, ou um vestido elegante – nunca! O máximo que você pode esperar como resposta à pergunta é: “Ótimo, meu bem” – enquanto ele lê o jornal.
2- Quando ele disser: ”Eu às vezes tenho a impressão de que mamãe é maluca”, não diga: “É mesmo”. Ele responderá: ”Bem, maluca mesmo não é o caso…” e você dirá: “Mas eu acho que é”. E pronto, começou o sarrilho. Daí a pouco sairá na discussão que você ofendeu a venerada progenitora dele.
Quando ele disser que a mãe é maluca, responda apenas: “Coitada, ela está velha e vive sozinha. Nós deveríamos procurá-la mais” “Nem arrastado”, responderá ele. E passará o resto da noite provando a você que a mãe dele não anda certa da bola.
3 – Nunca lhe diga que você está cansada. Quem está cansado é ele. Você não organiza bem o programa do dia. Quando ele perguntar:”Que tal o dia?” não lhe conte nada em hipótese alguma. Se você tiver a sorte de receber um “Como vai?” é permissível dizer:”Muito bem.Talvez um pouquinho cansada”.
Mas se vislumbrar um lampejo de solidariedade, não insista em explorar a sorte, porque, se continuar, uma nuvem toldará seus olhos, que ficarão vidrados, e sem levantá-los do jornal ele resmungará: ”Que bom, querida”.
4 – Nunca diga: ”Eu não sei como Helena agüenta. Carlos está ficando insuportável.”.
Você está atacando um representante do sexo masculino. Se um casal amigo tiver dificuldades na vida em comum, a mulher é que está errada. Sua declaração provocará a seguinte reação: “Coitadinha da Helena, hein! Se ela passasse menos tempo na costureira e providenciasse para por o jantar na mesa, não haveria complicações”.
O perigo desse tipo de discussão é que pode lembrar a seu marido alguma coisa que você não fez. É melhor dizer: “É uma pena o que está acontecendo com os Siqueiras. Parece que eles não estão se dando muito bem”. Assim, você não tomou partido. Não há vantagem em procurar entender. Limite-se a aceitar.
5 – Nunca fale jamais de um amor antigo, nem lhe diga que um cavalheiro pretendeu conquistá-la numa festa, há poucos dias. No primeiro caso, ele poderá responder:”Bem, se ele era tão maravilhoso, por que é que não se casou com ele?”. Isso poderá acabar em lágrimas.
No segundo caso, ele não sentirá ciúmes. Que era o que você queria. Pensará que você está inventando coisas para enciumá-lo, o que provavelmente é verdade.
6 – Não comece frase alguma com: “Está bem, eu mesma faço”, ou “será que nunca vai chegar o dia de você fazer…?”.
No primeiro caso, você terá que fazer mesmo. No segundo, o dia nunca chegará. Essas são as duas maneiras mais seguras de gerar obstinação num casamento.
7 – Não discuta o preço ou a qualidade da indumentária dele. As roupas são para o homem uma necessidade básica. As suas representam mera frivolidade. Todos no escritório têm maior número de ternos do que ele.”Você precisava mesmo comprar aquele vestido? Por que não escolheu um todo preto, realmente elegante?”.
8 – Nunca diga: ”Você está sempre falando sobre esporte. Não acha que é tempo de me por ao corrente dos assuntos de suas conversas?”.
Quando se pensa no possível resultado de uma observação dessas, a coisa é apavorante. Ele pode resolver que você está muito bem, vai fazer-lhe a vontade. E leva você a uma corrida de automóveis, disposto a ser compreensivo e esclarecedor. Mas nunca estará disposto a ouvir você perguntar onde são os marcos de chegada.
9 – Nunca pergunte se ele aproveitou bem o cochilo, quando tiver dormido uma sessão inteira de cinema. Ele não estava dormindo; estava apenas descansando os olhos. Não perdeu uma cena.
10 – Nunca conte sonhos ao seu marido. Eu acordei no meio da noite e disse:”Acabo de ter um sonho pavoroso. Estava sendo operada num hospital, numa cidade estranha. Foi horrível. Eu chorava e chamava por você, e ninguém o encontrava em parte alguma.”
A única reação dele foi virar-se para o outro lado e perguntar: ”Mandou procurar no clube?”

Uma Pantera em Seu Colo

Dilemas de Novas e Velhas Tecnologias de TV
O compadre Tio Xiko falou há alguns meses sobre TV Digital e sua experiência com essa nova modalidade de transmissão. Para não ficar tão defasado em relação às novas tecnologias, decidi desviar uma verba aqui do orçamento oficial da Blodega para me atualizar em termos de entretenimento audiovisual. Porém ao ver o leque de opções para novos aparelhos de TV em tela plana, me vi perdido no meio de uma orgia de tecnologias e termos técnicos. Além dos diversos tamanhos de tela, há a resolução oferecida, a tecnologia dos painéis – LCD, LCD com LED, Plasma , conexões, formatos de arquivos digitais, inclusão de receptor digital, conexão com ou sem fio à rede e Internet, conexão HDMI e suas diversas versões, taxa de atualização de imagem, DLNA…Isso sem contar as mais recentes 3D. Em suma, é uma barafunda dos diabos, e se correr o bicho pega, e se ficar o bicho come, pois um usuário desinformado pode pagar caro por uma tecnologia que estaria defasada em comparação à outra acessível pelo mesmo preço, ou levar alguém que queira levar o melhor dentro do que está disposto a pagar à loucura com tanto detalhe técnico. E como a maioria das pessoas não está nem um pouco disposta a decifrar essa Torre de Babel Tecnológica para ver em detalhes as pregas da Susana Vieira, acabam caindo naquela promoção maluca das Casas Bahia, que oferecem algum modelo ultrapassado por módicas 18 prestações. E ainda compra com a sensação de ter feito um ótimo negócio, até porque já ouvi gente afirmar que “Full HD” significa que a TV vem com conversor digital embutido…
Mas precisamos convir que antes a tarefa era bem mais simples, já que a coisa se limitava ao poder aquisitivo do sujeito e a poucas opções tecnológicas. Remoendo as sinapses gastas de minhas fracas lembranças estava eu me recordando de meus tempos de infância e da tecnologia televisiva disponível. Acreditem, não havia muita coisa. O ápice de tecnologia era a TV colorida, transistorizada e com controle remoto, um verdadeiro artigo de luxo. Pobre, na melhor das hipóteses, tinha TV Preto e Branco valvulada, e podia se dar ao luxo de colocar diante da tela da TV uma tela de acrílico azul ou de 3 cores para passar a ilusão de imagem colorida, e se possível usada, já que ainda valia a pena mandar consertar um aparelho de TV. Obviamente a tecnologia era o bom e velho tubo de raios catódicos, instituição sagrada desde fins do século XIX, e a sintonia dos canais era analógica, com direito a sintonia fina. Aos jovens, imaginem um disco com com algumas posições mecanicamente fixas, e cada posição dessas correspondia a um canal. VHF, pois UHF nem em sonhos ainda.
Por exemplo, lá em casa passou uma profusão de aparelhos em Preto e Branco, de marcas as quais hoje só dinossauros de boa memória recordam – alguém mencionou Colorado ou Telefunken? E como boa parte foi valvulada e de segunda mão, muito aprendiz de técnico em eletrônica teve muitas aulas ao tentar recuperar parte das funções desses aparelhos lá de casa. Se na minha pré-adolescência eu me metesse a aprender eletrônica, adquiriria know-how suficiente para ir ao MIT só ao fuçar nessas estrovengas que passaram por minha casa, com os defeitos mais absurdos e as tecnologias mais obsoletas, e ainda por cima usando duas antenas externas, cada uma posicionada para captar os dois únicos sinais de TV do buraco onde morava, as quais eram chaveadas por um interruptor que parece ter saído do laboratório do Dr.Frankeinstein. Inclusive, quando a Tupi faliu, uma das antenas ficou inútil.
De fato, TV em cores e controle remoto eram coisas luxuosas. Só com o passar dos anos é que isso se tornou padrão das boas e velhas TV’s. Eu, por exemplo, só fui ter em casa TV colorida lá pelos idos de 1989 ou 90, e por caridade de meu irmão mais velho, que se livrou de uma TV de 14 polegadas a nosso favor. Mas controle remoto nem pensar, ainda. Na verdade teve uma Colorado Colorida a válvula, que devia pesar uma tonelada e esquentava para dedéu, e que não durou muito tempo, até porque conseguir válvulas não era tarefa fácil, mesmo nos meus tempos. Mas mudarei de assunto antes que alguém pense que tenho idade o bastante para ter empinado pipa com Benjamin Franklin.
Hoje ainda temos as boas e velhas TV’s com CRT, mas são opções menores e mais baratas se comparadas as de Tela Plana, que já estão no mercado há um bom tempo e que hoje, em seus modelos mais simples, já podem ser adquiridas por meros mortais que não ganham tão bem assim. Mas enquanto a maioria se individa a médio prazo para pegar aquela TV AOC em longas prestações, já tem no mercado modelos com tecnologia 3D que custam os tubos (de imagem), aproveitando esse novo boom do 3D que o cinema trouxe. Particularmente penso que é uma tecnologia que, se vingar, ainda vai demorar a se aperfeiçoar para um formato mais prático, que não precise daqueles óculos. Imagine você chamando os amigos para ver um filme ou um jogo e tendo que distribuir óculos a cada um. Considerando que cada óculos custa em torno de uns duzentos mangos, seria um senhor investimento. A não ser que você use o único óculos que acompanha o aparelho e seus amigos e parentes que se fodam. Por e$$as e outras que nem tão cedo cogito em aderir a esta tecnologia. Full HD e HDTV para mim já estão de bom tamanho, por enquanto.
Todavia isso é natural. Sempre enquanto estamos gastando os olhos da cara com o que há de melhor no mercado, as empresas já estão pesquisando algo para por isso no chinelo. No texto sobre a TV Tupi, citei que Chatô ficou puto ao saber que estavam desenvolvendo a transmissão de TV em cores logo após comprar não um aparelho de TV, e sim uma emissora inteira de TV com tecnologia P&B. Devo sentir uma fração disso ao acabar de ver, via @alexrosa, que os japas (sempre eles!) já estão desenvolvendo a Ultra HDTV, que com seus 7680 x 4320 pixels deixa meu TV Panasonic de 1920 x 1080 no chinelo.
Mas voltando a TV 3D, o departamento de Marketing das grandes fabricantes de TV estão pisando na bola. Se em 1953 o cinema anunciava a tecnologia 3D usada no filme “A Sombra e a Escuridão” com o slogan “Um Leão em Seu Colo”, pessoalmente me viria bastante tentado a queimar uma grana na marca de TV que prometesse a sensação de “Uma Scarlett Johansson em seu colo”.
Isso non ecxiste!

Relembrando o Padre Levedo
Para o internauta que adentra no atual cenário da blogosfera brasileira verá a predominância de blogs de entretenimento, que basicamente repostam vídeos e imagens cômicas. Mas a blogosfera (e antes dessa, os sites pessoais) daqueles primeiros anos normalmente tinha bem mais conteúdo para se ler, e muitos bons praticantes do saudável hábito da escrita mantinham homepages e blogs, e alguns chegaram a se tornar celebridades no meio. Desses, muitos se profissionalizaram no ofício de blogar e se mantém até hoje, mesmo que em um ritmo bem menor de postagens. Outros simplesmente encheram o saco e largaram a atividade ou nem chegaram a ter blogs ou sites, se contentando em colaborar com terceiros esporadicamente. A certeza era achar textos bem escritos e ideias sensacionais que levariam um roteirista do Zorra Total a cometer suicídio. E foi por culpa desses elementos que o incontrolável impulso de escrever besteiras me dominou, e posso dizer que tenho uma dívida de gratidão a eles por hoje ser dono dessa blodega.
Um desses elementos que dedicava sua prosa elaborada era alguém que atendia pelo singelo nome de Padre Levedo. Nos primeiros anos que comecei a vasculhar os sites e blogs por acaso, me topei com seu site e sua prosa, e é claro que se tornou parada obrigatória, tanto quanto seria um boteco que vendesse cerveja Antártica Original e tira-gostos excelentes a um preço honesto. Até porque cerveja Kaiser é a ira de Deus engarrafada, por definição do próprio Levedo, que se mostrava entendido do riscado. Sabe Deus quem ele era, de fato, mas criou um personagem para si mesmo – um padre dedicado à servir o divino e a salvar almas através dos prazeres terrenos, o que fatalmente envolvia birita, literatura de primeira, música boa, pois a salvação da alma passava pela palavra sagrada do Jazz e do Blues. Seres como Roy Buchanan ou John Coltrane eram verdadeiros santos padroeiros de sua congregação. E claro, muita putaria a embalar tudo isso.
Ele entretia seus fiéis com histórias de boteco sensacionais, reminiscências de farras e noitadas, dicas de música, livros, filmes, bebidas e comidas. Lendo seus causos etílicos e aventuras amorosas pelas noites dos botecos paulistanos pregando a palavra era quase como beber com ele ouvindo tais relatos. Além disso, ele também escrevia contos hilários, como as aventuras surreais do cowboy e astronauta Klauxo Walker, o irmão de Johnnie Walker. E falando em Johnnie Walker, sua narrativa sobre os prazeres de um legítimo uísque 24 anos é uma verdadeira epifânia.
Mas sua grande contribuição para o léxico nacional foi o seu fabuloso gerador de lero-lero. Graças a ele, com simples toques do mouse você tem a disposição um texto inédito com uma laudatória digna de um artigo científico, tese de mestrado ou pauta de reunião corporativa. E há versões aperfeiçoadas circulando pela Internet.
Infelizmente a última postagem do nobre eclesiástico cibernético é 30 de outubro de 2006. Ou seja, a exatos quatro anos que Levedo sumiu sem deixar notícias. O que será que houve com o sacerdote? Teria ele entrado para uma ordem de monges e feito um voto de silêncio eletrônico? Teria saído em uma peregrinação derradeira para salvar algumas almas da vida noturna paulista? Ou simplesmente encheu o saco de escrever um blog e está até hoje enxugando garrafas de uísque?
Para desgraça das almas desgarradas, grande parte do que Levedo escreveu estava hospedado em um domínio do Geocities, que foi para o vinagre junto com todos os sites movidos a vapor que ele hospedava. O que ainda resta de seus ensinamentos ainda sobrevive em seu blog no Ig. Infelizmente sua palavra faz falta aos jovens, que precisam perceber que estria e celulite é irrelevante quando a trepada é de primeira, algo que muito onanista de hoje em dia ignora ao admirar tanto as mulheres de plástico das revistas em detrimento de mulher de verdade. Faz falta alguém que resgate as almas desgarradas que escutam Restart e Cine com solos de guitarra como aqueles de “Sneaking Godzilla Thru The Alley”, do Buchanan.
Na ausência de sua palavra nestes últimos anos, o que fica aqui a homenagem a este sacerdote virtual, onde quer que ele esteja. E para completar a homenagem, convido os meus leitores a lerem os textos arquivados em seu blog. De preferência acompanhado de uma boa cerveja. Saúde.




Se Ligue na Blodega!