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Pequenas Biografias da Blodega (1)

Tudo bem, Marx. Atrás de você somos todos uns burros

Tudo bem, Marx. Atrás de você somos todos uns burros

Karl Marx

Karl Marx era o irmão mais novo dos irmãos Marx, famosa trupe de comediantes americanos, porém Karl não tinha talento nenhum para a comédia. Karl sempre se julgou mais inteligente que todos os seus irmãos, mas era o Grouxo que pegava todas as meninas da vizinhança, e ele ficava só na masturbação (intelectual). Sempre invejando seu irmão mais talentoso, o Grouxo, Karl tentou seguir seus passos imitando seu bigode, e como queria superá-lo, deixou crescer também uma barba imensa. Obviamente isso não o tornou lá um grande comediante. Após tentar impor um humor mais “cabeça” ao grupo, Grouxo retrucou “cabeça, é? Só se for a cabeça do meu pau!”. Karl se desentendeu com os demais irmãos e preferiu seguir uma carreira solo.

O grande problema é que todas as suas piadas e chistes foram levados a sério demais, e isso inviabilizou sua carreira de comediante. Sem se deixar abater, ele se uniu ao filósofo e estilista Frederico Zuzu Engels para escreverem o roteiro de uma peça de teatro de revista intitulada “O Manifesto Comunista”. Infelizmente muita gente não entendeu e acabaram levando aquela mixórdia à sério. Isso não abateu Karl e Engels, que resolveram escrever o que eles consideraram a obra-prima da comédia: O Capital. Infelizmente faltou capital para adaptar o texto ao teatro e apenas se publicou o livro. Infelizmente os críticos entenderam tudo errado e a confusão que se estabeleceu está aí até hoje, produzindo diversas divergências de interpretação, normalmente resolvidas na base da bala e da picareta: marxismo, leninismo, trotskismo, stalinismo, maoísmo, polpotismo, ala majoritária do PT, PSOL, PCB, PC do B, PSTU e o caralho à quatro, só para citar alguns exemplos. Sua piada mais incompreendida é a analogia de partido, estado e povo, comparando-os a uma família de pai, mãe e filho, no qual o filho, de castigo no armário e com as fraldas sujas, vê seus pais copulando, e conclui: “pai é o partido, já que está fodendo o Estado, que é minha mãe, e eu sou o povo, pois estou na merda e chorando”. Normalmente ninguém acha muita graça, mesmo.

Após tentar processar – e perder – o português Eça de Queiroz por plágio devido ao livro “A Capital”, este lhe é benevolente e dá um conselho gratuito ao colega: “Ai Jisus, Marx, desiste da comédia, gajo. Tenta escrever novelas, ô pá!”. Ele acaba seguindo os conselhos de Eça após tentar montar sua peça em Moscou, cuja reação do público foi tão negativa que derrubou o governo. Ele escreve os folhetins “O ópio do povo” e “Anarquistas nem fodendo, e graças a Deus muito menos!”, que faz sucesso na TV Tupi. Finalmente Marx se encontra e se torna famoso por criar o arquétipo seguido até hoje por escritores de novela: os pobres são legais, bonzinhos e gente fina. Os ricos são mesquinhos, vilões e felasdaputa. Mas poucas pessoas reconhecem sua participação ao estabelecer este novo conceito em novelas.

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