Posts Tagged ‘macarena’
Motivos Para Esquecer os Anos 90
Vanilla Ice e Milly Vanilly
O Rap e o Hip-hop começaram a sair dos guetos e vender muitos discos. E é claro que os executivos de gravadoras tentam reproduzir a coisa em laboratório, e o que conseguem é coisa como o Vanilla Ice. Ou pior, os fajutos Milli Vanilli, cujas vozes verdadeiras eram terceirizadas. Com sorte, o prazo de validade destas bostas era bem curto.
Macareña
O que começou como uma rima improvisada numa festa Venezuelana acabou como uma das mais irritantes e insistentes músicas da década, que nos legou uma coreografia ridícula e um passado de vergonha a muitos que foram na onda. Um dos grandes mistérios da humanidade é saber como essa música e dança sem-futuro viraram mania na Gringolândia. Ou é a prova que um marqueteiro esperto pode vender qualquer coisa ou que o povo americano é capaz que engolir qualquer bosta. O que não é prerrogativa exclusiva deles, como veremos a seguir…
Música sertaneja, Axé, Pagode
Com o esgotamento e a decadência do pop/rock nacional dos anos 80, as gravadoras apelaram para empurrar lixo da pior qualidade no público. E tome lambada, dupla sertaneja, banda de axé e pagode mela-cueca. Pra cada música ou artista que desse pra salvar, haveria dezenas de porcarias destes gêneros tocando nas rádios e TV´s. Mas a música baiana merece menção especial, já que se espalhou como gafanhoto pelas micaretas Brasil afora. E junto com a axé music a Bahia exportou tudo que é tipo de dança ridícula: dança da manivela, dança da galinha, boquinha da garrafa, tcham, tchaco… Ou seja, só a produção cultural da Bahia já seria motivo suficiente para se esquecer os anos 90. Mas a trupe “É o Tchan”, comandada por Compadre Washington era concorrente sério a ser o elemento mais bizarro desses anos. Quando não estava dando chance a morenas e loiras gostosas se darem bem na vida, mesmo que debaixo de chutes e pontapés, parecia mais parque temático do que banda de axé. E tome É o Tchan na selva, no Egito, na baixa da égua, na passeata do MST, na Bósnia ou na puta que pariu.
Jordy
Os franceses ainda falam que nós não temos um país sério. Como é que os bastiões do mau-humor e do politicamente incorreto impõem ao mundo uma música cantada por uma criança de quatro anos e que se torna sucesso, sendo tocada em tudo que é FM e TV adeptas do jabá? Que falta fez um Siro Darlan naquelas bandas. Ao menos os franceses se redimiram com o mundo pop ao nos presentear com a lolita Alizée…
José Sarney
Pois é, ele de novo. Após terminar o mandato de presidente em 1990 e deixar o país mais quebrado do que arroz de terceira, o bigodudo larga o Maranhão e se muda para o Amapá, onde a piada corrente é que lá teria uma fazenda de burros, e desde então vem sido eleito sucessivamente como Senador, se agarrando como carrapato à qualquer governo que chegue à Brasília e empregando toda a sua família em cargos públicos. Pra falar a verdade, Sarney apareceria em qualquer lista de motivos para esquecer a década desde os anos 50, já que sempre perseguiu uma boquinha junto à situação. E se acham pouco, esperem até fazermos os motivos para esquecermos os anos 00…
Fernando Collor
É, elle de novo! Já não bastou ter sido eleito no fim da “década perdida”, suas trapalhadas chegaram aos anos 90, e foi solenemente pénabundado de seu cargo executivo nos primeiros anos da década. E se acha pouco ele aparecer nesta lista e na dos anos 80, espere até a próxima. E falando em próximo, lembremos o que ele nos deixou…

O topete do presidente
Itamar Franco
Nosso Forrest Gump teve a sorte de estar no lugar certo e na hora certa, já que nunca deve ter planejado se tornar presidente nem tampouco tirar o país do buraco da hiperinflação. Na realidade saímos do buraco não por causa dele, mas apesar dele. Pois não dá pra levar a sério um estadista que ressuscita o Fusca e é flagrado ao lado de uma buceta em pleno Carnaval. Nada contra a buceta, obviamente, mas isso tudo dava uma ideia do quão sério era nosso presidente. E a ele devemos oito anos de FHC no poder. Vade retro
Copa de 1990
O escrete de Sebastião Lazaroni não lembrava nem de longe o esquadrão reunido nas duas últimas copas, as quais não ganharam. E o fiasco em 1990 só seria comparável ao fiasco de 2006, mas esse deixemos pra quando formos escrever sobre os motivos para esquecer os anos 00…
Lair Ribeiro
Toda década tem o guru espertinho que merece. No meio da praga oportunista dos livros de auto-ajuda, o “papa” daqueles tempos foi Lair Ribeiro, que prometia mundos e fundos para quem seguisse seus ensinamentos . E como todo livro de auto-ajuda, quem realmente encheu o cu de dinheiro foi o autor.
Quadrinhos Image e similares
Mesmo com muita coisa boa surgindo nos quadrinhos nessa década, o que predominou foi a mediocridade de ideias e histórias e uma temporária supremacia do visual. E tome colorização por computador e imagens de página inteira. História decente e ideia original que é bom, tava difícil de aparecer. E ainda serviu pra garantir emprego a artista que não sabe desenhar, como o caso de Rob Liefeld, Michael Turner e Jim Lee…
Tamagotchi
Cultura nipônica é um troço estranho da porra, e uma dessas manias nos anos 90 era a de criar bichos virtuais, os tais tamagoshis, que não passavam de chaveirinhos eletrônicos nos quais os desocupados donos dos bichos virtuais os alimentavam, davam atenção, botavam pra dormir e outras coisas. Não era mais fácil criar um vira-lata com restos de tira-gosto? Parece coisa de menino criado por vó em condomínio fechado, empinando pipa em ventilador, jogando bola de gude em carpete e criando tamagotchis. Bem, dos males o menos. Os japoneses tem manias muito mais feias que podiam ter se espalhado…
Bug do Milênio
A última grande picaretagem da década, a versão digital do apocalipse bíblico prometia remeter a todos de volta a idade média tecnológica. E pra variar alguém ganhou muita grana com esse terrorismo cibernético decorrente da suposta incompetência de projetistas e programadores. Incompetência sim, já que até os maias, há uns bons séculos, já tinham calendário que ia até 2012, e a porra dos engenheiros e programadores achavam que 1999 já seria bem otimista. No frigir dos ovos foi muito barulho por nada, como quase tudo dessa década.
![Reblog this post [with Zemanta]](http://img.zemanta.com/reblog_e.png?x-id=99982616-b884-825b-bd4e-f87a2ab54979)
Se Ligue na Blodega!