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	<title>Papo de Blodega &#187; maria rita</title>
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	<description>Aqui Até a Conversa é Fiada</description>
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		<title>O Angu da Pagu</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 15:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i562.photobucket.com/albums/ss63/blodega/pagu002.jpg" alt="" width="383" height="510" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como bem lembrou a<a href="http://she.nerdssomosnozes.com/2010/06/eternamente-pagu.html"> Dolphin do She-NSN</a>, hoje é o centenário de nascimento de Patrícia Galvão, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pagu">Pagu</a>, a musa do movimento Modernista e amante de <a class="zem_slink" title="Oswald de Andrade" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oswald_de_Andrade">Oswald de Andrade</a>, um dos mentores do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_antropof%C3%A1gico">Movimento Antropofágico</a>, que como só frequentadores da blodega sabem, é aquela mania de gente comer gente.<br />
Obviamente que ela foi mais do que amante e esposa de escritor ranzinza. Como militante comunista, ativista cultural e escritora, Pagu se tornou um símbolo feminino de emancipação, tanto que sua vida foi tema do filme “Eternamente Pagu”, de 1988. E um ótimo exemplo para se lembrar em tempos de mulheres de plástico.</p>
<p>Para não deixar a data passar em branco, segue abaixo um vídeo para deleite acústico e &#8211; porque não – visual: Maria Rita cantando, ao vivo, a música “Pagu”. Dê asas às suas cobras!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9dQ0YW9UnaQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/9dQ0YW9UnaQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Maria Rita: É samba, ô meu!</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 00:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Moziel T.Monk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biscoitos Sonoros]]></category>
		<category><![CDATA[Naftalinas]]></category>
		<category><![CDATA[maria rita]]></category>
		<category><![CDATA[mpb]]></category>
		<category><![CDATA[samba meu]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava vendo por acaso que a Som Livre lançou na sua linha de coletâneas &#8220;Perfil&#8221; um dedicado à Maria Rita, um picadinho dos seus 3 discos dessa relativa curta carreira. Desde os tempos que estava perdido na Ilha de Lost (assunto ao qual devo voltar em breve) que estava devendo um comentário sobre essa moça, [...]]]></description>
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<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3453/3890613345_4250db03b4.jpg" style="TEXT-ALIGN: center; WIDTH: 370px; DISPLAY: block; HEIGHT: 555px; MARGIN-LEFT: auto; MARGIN-RIGHT: auto" height="555" width="370"/>Estava vendo por acaso que a Som Livre lançou na sua linha de coletâneas &#8220;Perfil&#8221; um dedicado à Maria Rita, um picadinho dos seus 3 discos dessa relativa curta carreira. Desde os tempos que estava perdido na Ilha de Lost (assunto ao qual devo voltar em breve) que estava devendo um comentário sobre essa moça, e aproveito o pretexto para por esta fatura em dia.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">
<p> <span id="more-707"></span>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">De Maria Rita já havia comentado na época do glorioso Buteco do Busilis logo após a beldade lançar seu terceiro CD, &#8220;Samba Meu&#8221;. Como o velho Boteco do Busilis foi para o vinagre há muito tempo, não ponho o link aqui, mas reproduzo o texto logo abaixo, ao fim da postagem. Mas para resumir o que disse naquele longínquo 2007, Maria Rita precisou de 3 discos para me convencer a ouvi-la a sério. Dos anteriores eu pouco me impressionei ou me deixei levar pela orelha, com exceção de algumas poucas músicas, como &#8220;Pagú&#8221; e &#8220;Muito Pouco&#8221;. Mas o &#8220;Samba Meu&#8221; realmente me encantou, se não de cara, após uma audição mais apurada. É um exemplo de álbum o qual ainda não enjoei de ouvir e que escuto de cabo a rabo sem pular faixa alguma.<img src="http://farm4.static.flickr.com/3258/3890663659_bd7e8ceaf4.jpg" style="WIDTH: 189px; DISPLAY: inline; FLOAT: left; HEIGHT: 250px" height="250" alt="0,,15264674-EX,00.jpg" width="189"/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">Eis que no ano passado ela lança o DVD ao vivo de seu CD &#8220;Samba Meu&#8221;, e obviamente o adquiri. O que esperava eram boas performances no palco para as músicas que já conhecia e gostava. Mas me surpreendi. Já havia visto algumas performances da Maria em eventos isolados, com um show que ela divide o palco com o pianista <em>mezzo</em> Jazz <em>mezzo</em> pop Jamie Cullum, e ela rouba a cena. Em suma, já sabia do que ela era capaz ao vivo em termos de desenvoltura, algo pouco visto nos DVD´s anteriores, na qual ela aparece bem contida no palco.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">Mas em &#8220;Samba Meu&#8221; ela resolveu dar uma mudada em seu visual e explorar seu lado mais sensual, por assim dizer, sem vergonha de mostrar aquele corpitcho. Não sei se ela virou marombeira para chegar a ficar aquela gracinha, mas que ficou deveras palatável, ah ficou, sim. Em consideração aos eventuais cardíacos, ela aparece no início do show com uma longa saia cigana, mas com uma generosa abertura lateral. Mas depois surge com aquele vestidinho que ela aparece na metade do DVD em diante, cantando &#8220;Cara Valente&#8221;&#8230;Ai, Jisus! Agora entendo porque Falcão botou &#8220;gaia&#8221; na Débora Secco&#8230;</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">Mas vamos a música propriamente dita. Ela reproduz no palco as músicas de &#8220;Samba Meu&#8221;, o que para mim já seria suficiente, além de outras canções dos trabalhos anteriores. Por sinal, boas escolhas, que em geral não destoaram do tom geral. Além de &#8220;Cara valente&#8221;, veio &#8220;Pagú&#8221;, &#8220;Encontros e Despedidas&#8221;, &#8220;Contra Outra&#8221;, e com a vantagem de, ao vivo, os arranjos ficarem melhores que os originais.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">Mas nem em sonho ela conseguirá convencer os seus críticos mais insistentes, e duvido que deixem de compará-la à mãe <em>ad infinitum.</em> <span style="FONT-STYLE: normal">Sim, ela abusa das caras e bocas, e seu jeito de sorrir e estreitar os olhos lembram sua mãe. Mas é genética, e isso é inevitável. E claro que muitos detestaram a mudança de seu jeito contido para esse desbunde musical. Exagero. Se acham apelativo sugiro que assistam a algum DVD de banda de Forró de Plástico, estilo Calcinha Preta&#8230;</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">Resumo da ópera: a mulher é um espetáculo para os olhos e ouvidos. Pode se dizer que estou convencido do talento da jovem. E não me importo que os chatos digam que fui convencido por argumentos que &#8220;falam ao pau&#8221;, por assim dizer, e que a moça não é talentosa. Ah, se fosse apenas pelo &#8220;corpitcho&#8221;, eu era fã da Sexy Dolls ou da Gaiola das Popozudas. E que venha mais Maria Rita por muito tempo.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><a href="http://www.maria-rita.com/">Site Oficial</a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><a href="http://www.myspace.com/mariarita">Maria Rita no Myspace</a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; FONT-STYLE: normal; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">P.S: Abaixo segue a reprodução do texto que publiquei em 2007</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Maria Rita &#8211; Samba Meu</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Será que dessa vez a filha de Elis calará a boca dos críticos?</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Maria Rita é uma artista que desperta paixões. Não que ela tenha se tornado uma musa ou namoradinha da pátria, e sim porque sua música e carreira têm fiéis seguidores e detratores. Há quem a admire e ache ser a grande revelação da MPB nos últimos anos e legítima sucessora de Elis Regina, sua mãe. Outros tantos a veem como um blefe promovido pelo marketing pesado das gravadoras e que não chega aos pés da progenitora, a quem deliberadamente buscaria imitar, e de outras cantoras da geração atual que não são tão conhecidas.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Eu mesmo admito que, de início, achei muito estranho uma completa desconhecida aparecer com tanta pompa e circunstância em seu trabalho de estreia, e justo em uma grande gravadora, a Warner, que entrou com um esquema de divulgação arrasa-quarteirão. De repente, sem maiores avisos, a filha de Elis Regina cai de para-quedas na mídia logo no seu primeiro disco em 2003, com direito a um bem produzido especial na TV Globo. E logo os mais apressados a aclamaram como um grande nome da MPB. Claro que os cismados e desconfiados estranharam, eu incluso. Filha de uma cantora que ainda é considerada por muitos a melhor do Brasil e que morrera prematuramente, e com tanta promoção por trás, se imagina logo que seria uma cria de laboratório, uma tentativa sem-vergonha por parte de executivos de gravadora de se &#8220;clonar&#8221; uma nova Elis Regina. E olha que os &#8220;geneticistas&#8221; das nossas gravadoras tentam criar um clone de Elis desde aquele fatídico 19 de janeiro de 1982.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>E no lançamento do segundo disco, em 2005, não ajudou muito insinuarem que a Warner, ao distribuir entre críticos ipod´s com as músicas de Maria Rita, estaria &#8220;adoçando&#8221; esses críticos para falarem bem do CD. Se a intenção era essa não adiantou muito, já que as críticas ao segundo trabalho não foram das melhores. E sua aparição em revistas de fofoca por um suposto affair com o cantor Falcão, do Rappa, só serve de munição aos seus críticos mais empedernidos.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Mas armadilha mais emaranhada do que cair nos encantos promovidos por marqueteiros de gravadora é cair na tentação fácil de falar mal de famosos para parecer descolado, algo que parece estar na moda. E acima de paixões momentâneas e frissons induzidos, podemos dizer que o seu disco de estréia foi um bom trabalho, bem produzido e que Maria Rita tem uma bela e afinada voz, além de escolher um repertório eclético. O segundo disco ficou como que devendo algo. Não é ruim, mas não teve nenhuma música que tenha se destacado, mesmo sua versão da música &#8220;A Minha Alma&#8221;, do Rappa, que já havia sido regravada por Leila Pinheiro no disco &#8220;Nos Horizontes do Mundo&#8221;, com um resultado melhor, na humilde opinião desse administrador de botequim.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Se Maria Rita teve a sorte de ter seu primeiro trabalho lançado por uma grande gravadora e de forma avassaladora, o ônus disso é que ela teve que provar aos céticos que ela é mais do que a filha de uma cantora famosa moldada e pré-fabricada para ser uma artista insossa e campeã de vendas. E ser filha de Elis Regina não deixa de ser uma benção e uma maldição, já que as comparações surgem, até porque o timbre de voz de ambas é bem parecido. E nada pior para um artista do que viver à sombra de seu pai. Seu desafio é conseguir impor seu estilo e vontade frente ao caminho fácil de emular sua mãe que eventualmente alguém tente lhe impor. Maria Rita soube aproveitar a promoção, mas não se deixou deslumbrar pelo sucesso fácil, e se nota uma preferência por investir em uma carreira consistente sem maiores concessões. Por outro lado, às vezes sentimos que ela, deliberadamente ou não, tentaria emular sua mãe no palco. Isso dá até enredo para dez anos de psicanálise.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western">&#8220;<em>Samba Meu eu Canto Assim&#8221;</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Mas falemos do último trabalho da cantora. E aviso que não ganhei nenhum Ipod da Warner, mas bem que aceitaria&#8230; O terceiro disco de Maria Rita, &#8220;Samba Meu&#8221;, é dedicado inteiramente ao ritmo que parece ter sido &#8220;redescoberto&#8221; pelas cantoras brazucas nestes últimos anos. Coincidentemente, Elis gravou, em 1965, um LP chamado &#8220;Samba-Eu Canto Assim&#8221;, seu quinto Lp de carreira e primeiro pela Phillips, com músicas de Baden-Powell e Vinícius de Morais, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Ruy Guerra, Francis Hime, Adylson Godoy e Carlos Lira. Só que o &#8220;eu canto assim&#8221; pesava mais do que o &#8220;samba&#8221;, pois os arranjos estão bem distantes do samba tradicional e o jeito de cantar de Elis soa até irreconhecível para quem se lembra das interpretações posteriores e marcantes, com sua identidade musical já definida. Mas ela ainda estava praticamente em início de carreira no Rio de Janeiro e sob a influência das grandes cantoras daqueles tempos. E em seu estilo consolidado, Elis emprestou sua voz a outros sambas durante sua carreira.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Mas esqueçamos comparações com Elis, que deve ser a coisa que mais Maria Rita detesta. Mesmo se tratando de um disco inteiramente de sambas, o estilo de Maria Rita é mais contido e sofisticado. Normalmente habituada a ser acompanhada de baixo, bateria e piano nos trabalhos anteriores, a estes são acrescentados os instrumentos tradicionais dos sambistas, como cavaquinho e cuíca. E como os discos anteriores, este está tecnicamente impecável, com a produção entregue a Leandro Sapucahy.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Mas não esperem que Maria Rita tope o Partido Alto no melhor estilo Zeca Pagodinho ou encarne samba de roda, com direito a usar shortinho cavado (não deixa de ser um exercício de imaginação interessante). E tampouco ela superará a interpretação de tradicionais cantoras do gênero, como Alcione e Beth Carvalho. O samba tocado aqui é mais contido e sofisticado, e sua voz emoldura adequadamente as composições, em boa parte inéditas e do sambista Arlindo Cruz. Há regravações também, como &#8220;O Homem Falou&#8221;, uma não muito conhecida música do disco &#8220;Olho de Lince, Trabalho de Parto&#8221;, de Gonzaguinha, e &#8220;Mente ao Meu Coração&#8221;, já gravada por Paulinho da Viola. Das faixas a que chama mais atenção é a divertida &#8220;Corpitcho&#8221;, tanto pela irreverência da letra e o jeito mais solto de cantar que Maria Rita emprega.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><em>Mas isso calará a boca dos seus críticos? Duvido muito. Creio que nunca Maria Rita estará ao menos perto de ser uma unanimidade ou se livre totalmente do estigma de ser &#8220;filha de Elis&#8221;. Mas isso não a impedirá de ser mais uma boa cantora em um país onde não faltam belas vozes femininas a serviço de nossa música.</em></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"><br/></p>
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