Posts Tagged ‘natal’

Imagine, Papai Noel…

No clima altruísta do Natal, minha lista de pedidos ao Papai Noel não é para mim, e sim para o crítico musical Mark Chapman, que tem o péssimo costume de avaliar músicos não numa escala de zero a cinco estrelas, e sim  numa escala de um a cinco disparos. Como o menino teve bom comportamento nessas últimas décadas, creio que Papai Noel o colocará na lista de garotos bonzinhos. Ao menos se ele raciocinar igual a alguns juízes brazucas.Minha lista de presentes para ele é curtinha. Tudo que eu quero que ele ganhe é:

- Liberdade Condicional

- Uma passagem para o Brasil

- O CD “25 de Dezembro”, da Simone

- Um Colt Python com uma caixa de munição acompanhando

Quebra essa, bom velhinho. Garanto que fará mais feliz o Natal de muitas pessoas…

 

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Rapidinhas Natalinas: Feliz Natal, cai de boca no…rabanete

Além de estar as voltas com os folguedos de fim de ano, a pauta da blodega anda meio travada. E pra lascar de vez, estou tentando fazer funcionar no Linux Mint o editor Zoundry. Se eu conseguir será um verdadeiro milagre de Natal. Mas assim que desvencilhar desses obstáculos, as coisas voltam ao normal. Como aqui é uma blodega fiscalizada pela ANVISA, evitarei oferecer aos clientes comida e piada requentada de Natal do tipo sobre o espírito de Natal entrar em vocês ou envolvendo trocadilhos com peru, saco do Papai Noel, fio de ovos e nozes. Ou seja, aqui na Blodega a ceia é jabá. E vamos a eles:

- Para quem não viu ainda aqui na Blodega, nossa mensagem ridícula de Natal, Roberto Carlos Espacial e a A Trilha Sonora das Festas;

- Para quem não escolheu ainda o que comprar pros amigos, algumas sugestões da Eliana Printes. De minha parte me contento com casa, comida e um milhão por mês.

-Os malucos do Farrazine soltaram um especial de Natal da revista eletrônica mais cool da blogosfera nerd. Manda ver que, pra variar, é no precinho;

-Coca-Cola e Natal, tudo a ver? Dizem que foi a Coca que inventou o Papai Noel em um anúncio de 1931, mas não foi bem assim. Se inteire sobre o assunto e pague de nerd intelectual na ceia em família.

-E nem Papai Noel escapou da Patrulha do Politicamente correto. Os australianos dizem que ele é uma má influência para as crianças, por comer besteiras demais, ser obeso, dirigir em alta velocidade na noite de Natal e praticar traquinagens, tipo subir em telhado e descer por chaminés. Esses pesquisadores não tiveram infância, mesmo, ou foram todos criados por vó. O que eles precisam no Natal não é uma Santa Claus, e sim uma Silvia Saint.

Rápidas Sugestões de leitura no Natal:

-“Missa do Galo”, do Machado de Assis. Nessa breve narrativa, Machado consegue ciar uma tensão erótica e sensual da maneira mais sutil possível, sem nenhuma referência direta, deixando tudo para a imaginação do fértil leitor, que costuma levar tudo para o buraco da maldade (epa!);
-“Hellblazer 49”, na qual o patife John Constantine ajuda o espírito pagão das antigas festividades orgiásticas que foram obliteradas pelas tradições natalinas cristãs. Dá uma vontade de comemorar o Natal como antigamente: enchendo a cara e enfiando o peru na primeira que der bobeira;
-“Lobo vs Papai Noel” – O mais anárquico dos personagens da DC, Lobo é contratado nessa história pelo coelho da Páscoa para dar cabo do bom velhinho. Mais de um bom  motivo para você se comportar direitinho durante o ano, senão ganha bomba na cabeça. A história gerou até um ótimo fan-film com o personagem Lobo;

-Sim, tá nevando na blodega, ou então meu problema com caspa piorou bastante. Quem sabe assim também não neva em Patos e teremos finalmente nossa olimpíada de inverno?

- E aí, já contribuiu para a campanha Natal sem Simone?

Por enquanto é só. Como não achei nenhuma orgia alcoólica promovida por algum inglês ocultista, improvisarei com meu estoque de bebidas para emergências, suficiente para suprir um pequeno exército, enquanto espero o Papai Noel trazer o panetone que Arruda está me devendo. Mas não ligo se receber uma garrafa de Johnnie Walker Blue no lugar. Feliz Natal e, como diria o “gualda” Smith a Zé Colméia, não alimentem os ursos, nem os da Coca-Cola

Mensagem ridícula de Natal

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Você que, ao invés de ir para casa na véspera do Natal prefere encher a cara com os colegas de trabalho até tarde, tome cuidado: você pode chegar em casa e descobrir que o Papai Noel desceu pela chaminé – ou entrou pela janela de sua casa – pôs sua mulher no colo e esta atendendo a seus desejos. Rou-rou-rou.nicola_380_679414a.jpg

E pior que isso seria encontrar o urso da Coca-Cola. É isso aí.

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Roberto Carlos Espacial

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Texto enviado por mim mesmo no futuro. As conexões devem ser ótimas em 2069

Um belo dia, na altura de meus trinta e poucos anos, naquele final de ano de 2009, perguntaram se eu tinha medo da morte. É claro que eu me cagava de medo da morte. Mas disse apenas que precisava de tempo para me acostumar com a ideia. Uns cento e quinze anos, pelo menos.
E até que não posso reclamar. Desde aquela data, já se passaram sessenta anos. E, graças ao avanço na medicina, ainda controlo as minhas funções mais básicas. O que significa qualidade de vida e uma senhora economia, já que não precisam lavar minhas calças cagadas. Talvez tanta longevidade se deva a um bom bocado de sorte e – cogitam – a administração regular de doses de gim com tônica.
Cazzo, mais um ano que se acaba. No meu caso, já foram mais de noventa e cinco anos. No decorrer do século 21, muita coisa mudou na raça humana e nos costumes. Mas tem coisas que simplesmente não mudam, e o pouco que mudam é para que tudo permaneça igual.
Por exemplo, desde que me entendo por gente, que o Natal é marcado por um especial de Roberto Carlos e o lançamento anual de seu disco. Claro que quando começou, os discos eram LP. Long Plays, onde chiados disputavam espaço entre os instrumentos e a voz do rei. Meus bisnetos acham estranho quando descrevo estas coisas, que são literalmente peças de museu, comparados aos dispositivos digitais de hoje. Por exemplo, enquanto escrevo, Roberto Carlos está apresentando seu show anual a bordo da estação espacial de luxo Lady Laura, uma nave luxuosa com todos os recursos inimagináveis, incluindo uma casa de shows com milhares de lugares. E podemos assistir a este show no conforto de minha sala através de imagens holográficas e som digital de alta definição. E ao invés de venda de discos, o pacote do show inclui uma cópia registrada do mesmo, gravada em mídia não volátil. É praticamente como se estivéssemos lá. Com exceção da baixa gravidade, obviamente.
Mas como diabos Roberto Carlos ainda está vivo e cantando em 2069? A biografia oficial explica que as mais novas e revolucionárias técnicas medicinais têm prolongado a sua vida, e ainda mantendo sua forma e sua voz (isso inclui uma perfeita perna biônica). Claro que aquele paletó cafona tem um sistema de suporte de vida, dizem as más línguas. Aliás, as más línguas dizem muita coisa. Como por exemplo, que a atual esposa dele, uma jovem setenta anos mais nova, seria um clone da Miriam Rios. Claro que poucos sabem ou se lembram dela, só uns poucos matusas iguais a mim. Há outras teorias malucas de que aquele é apenas um clone do verdadeiro Roberto Carlos, ou que o show inteiro não passa de um holograma produzido por computador. Aliás, dizem que a vida inteira é uma simulação de computador. Isso parece um filme que assisti há muito tempo, só não lembro o título…

Ah, mas tergiverso. O show é o mesmo nestas décadas todas. Algumas canções clássicas, como “Emoções”, abrem o espetáculo. Aí ele emenda um sucesso antigo atrás do outro, como “É Preciso Saber Viver”, “Imoral, Ilegal ou Engorda”, “Festa de Arromba”, “A Volta”, e eventualmente ocorre a participação de algum cantor mais jovem. A propósito, vale comentar que os “cantores mais novos” são quase todos netos e bisnetos de outros cantores famosos “do meu tempo” , como os netos da Sandy, que formam uma banda de heavy-funk-pagode progressivo, que acompanham Roberto em uma nova roupagem da música. Já “Debaixo dos Caracóis de Seus Cabelos” é cantada com a bisneta de Caetano Veloso, naquele tom de homenagem e reverência. Ou não.
Claro que não dá para viver só do passado, mesmo que este passado seja imenso. As músicas novas merecem um espaço no final do show. Este ano ele compôs uma música em parceria com o seu computador Erasmo Carlos (uma cópia cibernética do cérebro do antigo parceiro. Infelizmente não houve ciência que o salvasse de décadas de pé na jaca) que enaltecem a beleza e o caráter das mulheres que trabalham nas casas noturnas que orbitam Vênus. Obviamente Roberto Carlos explica sua nova composição em uma entrevista à Glória Maria. Sim, claro que ela ainda existe. A medicina faz milagres. Só não pergunte qual a idade dela. É o segredo mais bem guardado nestes últimos oitenta anos, talvez mais do que a fórmula da cerveja afrodisíaca romulana.
Mas, diante deste admirável mundo novo, os que me conhecem devem estar se perguntando: o que diabos Moziel faz assistindo a um show de Roberto Carlos, já que eu não era exatamente fã do “rei”? Poderia simplesmente dizer que gostos mudam em seis décadas, ou que o próprio estilo do Roberto teria mudado nestes anos. Na realidade ambos mudamos. Mas a principal causa é que, no mundo de 2065, Roberto Carlos é uma ilha de boa música. Podem acreditar. Ou vocês já tentaram escutar uma música de heavy-funk-pagode progressivo?


Moziel afirma que recebeu este texto de si mesmo por e-mail, já que no futuro este recurso estará disponível, o que acabaria com os problemas de prazo na entrega dos textos. Claro que ele respondeu o e-mail agradecendo e pedindo os números dos futuros sorteios da Mega-sena. Ele ainda aguarda resposta

Natal bem Tropical

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Repertório pra fazer o espírito de Natal entrar em você

Músicas de Natal, ao menos aqui no Brasil, parecem ser audíveis apenas nesse período do ano, soando totalmente deslocadas em qualquer outra época. Antes mesmo da chegada do ano-novo, enquanto ainda se curte a ressaca do Natal, o repertório natalino já se torna anacrônico e, como um pobre empregado contratado temporariamente pelos Shoppings, é educadamente defenestrado. E aí só reaparecem no Natal do ano seguinte, tão tradicionais quanto os pratos da ceia natalina.

Ao contrário daqui, lá nos States músicas de Natal são menos descartáveis, e é comum cantores dedicarem discos aos temas natalinos. Sendo um tradicional feriado americano por excelência, é mais do que natural que na terra do Natal branco e do Papai Noel da Coca-Cola as músicas natalinas sejam mais do que uma instituição. Aliás, grande parte das canções de Natal que embalam o imaginário popular é de origem americana, como “White Christmas“, “Count Your Blessins Instead of Sheep”, ambas de Irving Berlin, “Christmas Song”, de Mel Tormé, “Silent Night”, de Franz Gruber ou “Let it Snow”, de Jule Styne, muitas delas com versões em português.

Music_album_record_white_christmas.jpg“White Christmas”, composta por Irving Berlin e gravada por Bill Crosby, é um verdadeiro fenômeno, passando vinte anos nas parada da Billboard, entre 1942 e 1962, deu título a um filme do diretor Michael Curtiz de 1954, é o segundo single mais vendido do mundo e vendeu mais de 100 milhões de cópias no decorrer dessas décadas, das quais 50 milhões são da versão original, o que rendeu royalties ao autor até o fim de sua vida (Berlin morreu em 1989, com mais de 100 anos).

E respeitáveis cantores, principalmente de Jazz, dedicam álbuns inteiros as cantigas de fim de ano, como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald ou Chet Baker . Dean Martin, entre suas doses habituais de uísque, foi uma das vozes mais associadas à estas canções em décadas passadas. E o resultado normalmente não faz feio, sendo excelentes peças do cancioneiro popular americano, com sofisticados arranjos e interpretações por vezes pungentes, mesmo quando ouvidas no meio do ano. E seguindo a tradição, artistas contemporâneos como Kenny G e, mais recentemente, Diana Krall dedicaram alguns ao tema. Esse ano, o trompetista que quer salvar o Jazz, Winton Marsalis, lançou seu “Christmas Jazz Jam”, recriando alguns desses clássicos de feriado com sua característica leitura sofisticada.

Fora do Jazz, praticamente todo gênero de música tem sua contribuição para as músicas natalinas com suas versões. Blues, Rock, Pop, Reggae, Bolero, todos se incorporam do espírito natalino, desde o mito Elvis Presley e seu “Christmas Album”, passando pelo veterano B.B.King, os três tenores,o latino Luis Miguel, o tenor Andrea Bocelli, e até a banda Twisted Sisters. Uma música de natal moderna que virou clássica foi “Happy Xmas” de John Lennon”. Esse ano o veterano Bob Dylan gravou “Christmas In The Heart”, acabado de sair do forno.

Cantando o Natal em bom português

Como a nossa tradição natalina é praticamente uma importação literal dos costumes americanos, no Brasil tentou meio que se copiar também essa tradição musical, mas nunca estabelecemos uma tão forte quanto a americana. A primeira canção natalina que me lembro de ouvir em disco é uma versão em português de “White Christmas” na voz de Nelson Gonçalves, resgatada diretamente dos velhos LP´s mono de meus pais. Mas é difícil engolir pinheiros brancos de neve como torres de uma catedral sob uma Lua tropical, uma visão quase tão artificial quanto as ornamentações dos Shoppings. E morando em um lugar que faz calor de derreter catedrais, quiçá pinheiros brancos de neve, a visão de um Natal branco sempre foi tão alienígena quanto o desenho dos Jetsons.

Mas mesmo entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, nas priscas eras até que havia uma certa tradição musical natalina aqui na Terra Brasilis. Um dos cantores veteranos que certamente mais gravou canções de Natal foi Carlos Galhardo. Seu primeiro grande sucesso natalino foi a música “Boas Festas”, de Assis Valente, que pensava ser todo mundo filho de Papai Noel. Esse clássico foi lançado em 1933 e regravado diversas vezes, inclusive pelo próprio Galhardo, até os dias de hoje. Galhardo ainda emprestaria sua voz para “Papai Noel” em 1935, “Sonho de Natal” em 1942, “Feliz Natal” em 1950, “Natal das Crianças” e “O Velhinho” em 1957 e “Não Mudou o Natal”, em 1967. Algumas dessas músicas são relembradas e regravadas até os dias atuais, fazendo parte de nosso cancioneiro natalino.

A gravação de “Boas Festas” em 1933 fez cantores e gravadoras apostarem nesse gênero, como Francisco Alves, Orlando Silva e Elizeth Cardoso, mas sem alcançar o sucesso obtido por Carlos Galhardo. Nas décadas que se seguiram vez por outra algum artista lançava uma música ou compacto. Até artistas da Jovem Guarda, como os Golden Boys, Lafayette e Celly Campelo, gravaram músicas natalinas. Mas o sucesso que persistiu por décadas foi um disco instrumental lançado no início dos anos 60. Desde então o disco “A Harpa e a Cristandade“, de Luis Bordon, ressurge nos finais de ano, servindo de trilha sonora para a correria nas lojas e gerando inúmeros seguidores que gravam discos instrumentais no mesmo estilo. Forçando a memória, os colegas que visitam essa bodega devem lembrar dos temas instrumentais juntamente com o stress das compras de última hora com a sua mãe.

Cantores e gravadoras praticamente deixaram de gravar e lançar temas de Natal por muitos anos. Antigamente o artista poderia lançar um compacto simples ou duplo de vinil, com no máximo quatro músicas. Mas na era do CD ou se enfiava a música natalina no meio de um CD ou se fazia um álbum inteiro com o tema. E como é uma música sazonal, um trabalho desses só vende no fim do ano, encalhando bonito nos demais meses. Não obstante, há uma grande oferta de CD´s gravados com temas natalinos e sacros, normalmente por corais infantis ou instrumentistas pouco conhecidos.

Simone - 25 de Dezembro.JPGMesmo com essas limitações, esse gênero meio que ressurgiu nas prateleiras de CD nos últimos anos pelas mãos de artistas mais conhecidos. Quem enveredou nessa seara natalina foi a cantora Simone, que gravou nos anos 90 o CD “Simone – 25 de dezembro“, que contém a versão “Então é Natal” para a original de John Lennon, como também versões para antigas gravações “Natal Branco”, “Bate o Sino”, “Noite Feliz”, “Natal das Crianças” e “Boas Festas”, essa em versão bem baticum. E desde seu lançamento que ressurge todos os anos com a proximidade das festas de Natal, para desespero dos pobres vendedores que, além de suar em bicas e trabalhar como jumentos, precisam aturar essa trilha sonora ad nauseaum pelo mês todo. Para eles o disco da Simone deve ser o som-ambiente do inferno. Só que ela já se tornou parte do folclore natalino brazuca. Deve ser por isso que o blog “Ora Piulas” está promovendo a campanha Natal sem Simone.

Após o sucesso de fim de ano da Simone, outros famosos lançaram seus discos de Natal. Eis um apanhado de alguns Cd´s que você pode encontrar pelas prateleiras das lojas:

- Em 2004 foi lançado “Samba de Natal“, reunindo dos pagodeiros do Negritude Jr, Exaltasamba, Artpopular e Só Preto sem Preconceito cantando temas natalinos no ritmo mais que brasileiro. Nesse mesmo estilo a finada gravadora Velas lançara em 2000 o álbum “Um Samba de Natal”, reunindo sambistas tradicionais como Zeca Pagodinho, João Nogueira, Almir Guineto e o grupo Fundo de Quintal.

- Em 2005, o fenômeno musical daquele ano, Caio Mesquita, cujo estilo de tocar saxofone é mais do que açucarado o bastante para tocar músicas natalinas, lança um CD instrumental exclusivo para as festas de Noel, Caio Mesquita – Natal:

- O instrumentista Valmar Amorim parece ser o herdeiro de Luis Bordon, só que substituindo as dezenas de cordas da harpa pelas quatro cordas do cavaquinho. Seus temas instrumentais natalinos em ritmo de samba e choro vem disputando espaço na trilha sonora das lojas com o longevo Bordon. Ele já lançou dois discos: “Natal com Samba” e “Samba de Papai Noel”. Há outros CD´s instrumentais nessa linha, procurando acrescentar tempero brasileiro aos temas natalinos, como o “Natal Feliz – Natal de Cavaquinho” e o “Natal Brasileiro” de Waldir Silva.

- Em 2006 até o decano conjunto Roupa Nova investiu no filão, gravando o disco “Roupa Nova – Natal Todo Dia“. Outro veterano que incorporou o espírito natalino musical foi Ivan Lins com “Um Novo Tempo – CD de natal”.

No Natal do ano passado, a Biscoito Fino, gravadora conhecida por produzir música brasileira de excelente qualidade, lançou “Natal Bem Brasileiro“, reunindo um elenco de cantores brasileiros interessantes: Maria Betânia, Jane Duboc, Zezé Mota, Maria Alcina, Wanderléia, Dominguinhos, Marcos Sacramento, Olivia Hime, Miúcha, Célia, Leila Pinheiro, Francis Hime, Toquinho e Vinícius (que declama seu “Poema de Natal” ao som do violão de Toquinho).

Agora você está apto a escolher a sua música de Natal. Divirtam-se com o Chester, a Sidra e as piadas prontas sobre peru e entrada de anos.

P.S – Apesar de tio Xiko me imputar mais idade do que tenho, fazendo alegações suspeitas de que eu teria servido vinho na Santa Ceia, não sou tão velho a ponto de me lembrar das músicas de Carlos Galhardo. Por isso agradeço ao site Brasileirinho pelas informações “arqueológicas” obtidas lá.

 

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Espírito de Natal Antecipado

colabore2.jpg Tal como o calor do verão, a cada ano o “espírito do Natal” parece chegar mais cedo. Já em fins de outubro os sinais do fim dos tempos do ano já aparecem pelas ruas, principalmente pelo comércio, doido pra desovar seus encalhes após o último grande pretexto para a galera torrar o dinheiro, o dia das crianças. O que é válido lembrar é que, se o comércio quer antecipar o natal, deveria se lembrar que o décimo-terceiro ainda não está sendo antecipado. Bem, em alguns casos até está, mas no geral ele é antecipado logo no início do ano, e antes do carnaval já virou confete.

E o maior sinal desse espírito não são os lojistas obrigados a usar um gorro ridículo nesse calor de derreter catedrais, nem as músicas de “A Harpa e a Cristandade” do Luís Bourdon tocando nas lojas ou as matérias dos jornais sem pauta decente que todo ano invade a 25 de março pra decretar que esse natal será o das “lembrancinhas”. O sinal inequívoco da proximidade do Natal são as indefectíveis caixinhas escritas “colabore com o Natal dos funcionários” estrategicamente colocadas ao lado do guichê do caixa. Sim, nem terminou outubro e já me deparei com algumas. E em poucos dias veremos tal caixinha em todo e qualquer estabelecimento dos mais respeitáveis. A caixinha dos óbolos natalinos já virou uma instituição, um símbolo das festas de fim-de-ano, que ajudam a complementar a merreca que a maioria dos brasileiros ganha.

E bem que essa mania de apelar para a caridade alheia no fim do ano poderia justificar certas situações estranhas. Por exemplo, ontem um prefeito do interior de São Paulo foi pego com a mão na botija, acusado de receber propina. Se ele fosse esperto, ao invés de negar, apenas justificaria que não estava pedindo suborno, e sim uma “ajudinha” para o Natal dos funcionários. Sarney poderia por uma versão king size dessa caixinha no seu gabinete, o que seria um belo pretexto para explicar a origem de qualquer grana não declarada que aparecesse por ali.

Aproveitando tanta boa vontade e caridade cristã, logo colocarei uma caixinha dessas aqui no balcão da blodega, pedindo ajuda no melhor estilo Juca Chaves, que costumava fazer campanha de caridade para ajudar o pobre Juquinha a abastecer seu Jaguar com gasolina azul, manter a dieta de caviar e passar férias na Disneyworld. Preparem o espírito e os bolsos!

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  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
  • suzilene: caraca o coelhinho é´loco e tarado e lindinho*-* fiado e´bom de mais. 100% play boy
  • Vampira Dea: Ótimo blog e post, parabéns. Os caras eram burros mesmo rsrrs

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