Acervo Subtraído

CD´s, livros e filmes que um dia acumularam poeira em minha estante mas que me foram “subtraídos”. Ainda aguardo a devolução deles.

Acervo Subtraído – Perdeu pro Capitão!

Como assim quer seus CD´s de volta? zero-sete, me dá a doze!

"Como assim quer seus CD´s de volta? zero-sete, me dá a doze!"

Mais uma cobrança postagem da categoria “Acervo Subtraído”. Dessa vez o tema ainda são CD´s, e agora é caso de polícia, já que o jovem amigo a quem emprestei a prazo ignorado está a milhares de quilômetros e foi recentemente promovido a capitão da Polícia Militar. O cara é uma figura, tão sutil e delicado que consegue deixar o Capitão Nascimento parecendo um escoteiro. Só os “causos” envolvendo esse mimo de pessoa daria um novo blog, uma versão mais escrota e divertida do Diário de um PM. Sob o risco de ir pro saco ou ter que pedir pra sair, vou listar aqui os CD´s que foram pra conta do Papa. Nem vou mencionar os quadrinhos e revistas que perdi desde a quinta série, pois daria pra escrever um livro.

Conheci o Pink Floyd há muitos anos, mas demorou até realmente comprar algum disco deles, me contentando com fitas cassete até poder comprar o LP “Wish You Were Here”, de 1975. Sim, fitas cassete e discos de vinil, isso ainda existia há pouco mais de dez anos. Nesse trabalho, os componentes da banda prestam uma homenagem a Syd Barrett, um dos fundadores da banda, que no início tinha uma levada psicodélica, justamente por influência de Barrett. Este se afastou da banda por problemas relacionados ao uso de drogas, já que seus miolos começaram a virar paçoca com o excesso de LSD. Após sua saída, Roger Waters foi moldando sua influência e o Pink Floyd se tornou uma banda de Rock Progressivo, tendo seu ápice com o álbum “The Dark Side of The Moon”. Em “Wish You Were Here”, temos a suíte “Shine on You Crazy Diamont”, com estupendo solo de saxofone, além de “Have a Cigar” e “Welcome to the Machine”. Mas a canção-título é que faz referência explícita a Syd, e é a mais conhecida do álbum e uma das mais executadas pela banda.

Tudo uma maravilha, mas claro que o meu LP tomou sumiço, e eu gostaria que ele estivesse aqui. Claro que, anos depois, comprei o CD. E adivinha quem também o tomou emprestado para eu nunca mais vê-lo? E juntamente com ele, o CD “Animals”, de 1977, que contém a visceral “Dogs”, uma longa música digna de ser ouvida com seu fígado afogado em vodca. O problema é ir pra casa e esquecer o disco na casa do nobre colega. Mas amigo é pra isso mesmo.

(Mais sobre o Pink Floyd no Lágrima Psicodélica)

Só que o fato mais escroto ainda estava por vir. O xará de meu algoz, Flávio Venturini, egresso da banda mineira 14-Bis, certamente tem uma das vozes mais afinadas do panteão de cantores nacionais. No meio dos anos 90, a gravadora Velas investia em talentos e boa música. Chico César, por exemplo, estourou com seu CD de estréia “Aos Vivos” por essa gravadora. E Venturini lançou por ela seu melhor trabalho, em minha opinião humilde: “Noites com Sol”, de 1994, que contém sua versão para a música “Clube da esquina II. Tem até participação de Ritchie na faixa “O Que Tem que Ser”. Mas minha preferida é a penúltima, “No Cabaré da Sereia”.

E o que aconteceu? O próprio Flávio Venturini foi fazer um show em minha cidade, e por um motivo qualquer eu acabei não podendo ir. E adivinhem que foi, mas não sem antes passar na minha casa e, na minha ausência, pegar o meu CD e levá-lo para ser autografado no nome DELE? Pois é, ele atacou de novo. Como diria Cardinot, durma com uma bronca dessas! Por isso, para evitar problemas, após muitos anos consegui encontrar o CD em um sebo, já que a gravadora Velas fechou as portas, e o dei de presente a minha esposa, muito mais zelosa de seu pertences do que eu. E muito mais braba que qualquer PM.

(Mais informações sobre esse CD no Rock Grátis)

Acervo Subtraído

Gostaria que estivesse aqui - mesmo

Gostaria que estivesse aqui - mesmo

Não tenho uma coleção estupenda de livros e CD´s, mas esta ainda poderia ser maior se os ingratos a quem eu procurei compartilhar algumas pérolas se lembrassem de devolvê-las ao legítimo dono. Eu, na ingênua missão de mostrar o que há de bom e satisfazer a curiosidade de amigos e conhecidos, emprestei muita coisa. Muitos devem ter gostado tanto que não se fizeram de rogados para me devolverem as obras em questão.

Por isso, criei a categoria “Acervo Subtraído” para comentar acerca de obras interessantes que não mais estão em minhas mãos e aproveitar para tentar refrescar a memória desses pobres amnésicos para, quem sabe, se redimirem e devolverem o objeto citado. Prometo que não cobrarei multa, até porque se fosse contar o tempo da multa, dava pra comprar um carro zero. Por isso, hoje se quero indicar algo para ser lido, visto ou ouvido, indico o link pra download. Se forem subtrair alguém, que o façam com o artista diretamente, sem intermediários.

Para inaugurar essa nova categoria, lembro de três CD´s (na verdade quatro, já que um é duplo) que me escaparam do meu porta-CD´s portátil o qual carregava junto com um velho CD-Man em minhas viagens a trabalho. A ingrata que os levou nem se deu ao trabalho de querer as capas, e caiu na estrada. Sinto muitas saudades dela, mais ainda de meus discos. Por isso, esse post é dedicado a você, Ana Luisa.  Vão-se os CD´s, ficam as capas. Beijão.

Toquinho e Suas Canções Preferidas

No meio da década de 90, um modismo inspirado na série da MTV americana “Unplugged” virou praga no mercado fonográfico, e a mania de saírem versões “acústicas” de conhecidos artistas acabou sendo mais uma estratégia caça-níqueis das gravadoras para reciclar o acervo deles relançando-os com nova roupagem e arranjos elaborados. Por isso, o nome “acústico” na capa desse songbook do Toquinho poderia remeter a essa oportuna prática. Mas na verdade essa versão “acústica” é filhote do songbook original, que foi lançado em CD-ROM pela Paradoxx no final de 1996 com 30 de seus maiores sucessos em versão voz e violão. O CD-ROM continha essas versões, as partituras, cifras, letras das músicas, fotos e alguns vídeos.  Com a repercussão junto aos fãs, a gravadora lançou as versões das músicas em CD duplo de áudio, intitulado “Toquinho e Suas Canções Preferidas” em uma embalagem especial com livreto.
E, ao contrário das costumeiras versões acústicas, não havia osquestras ou instrumentistas com arranjos rebuscados acompanhando, apenas Toquinho e seu violão, o que já vale por um quarteto de cordas.  A introdução de “Aquarela” já foi suficiente, na época, para me fazer desembolsar a grana, e todas as músicas são excelentes.

O CD-ROM teve uma tiragem limitada e não foi relançado. Já o CD ainda permanece em catálogo, porém sem a embalagem especial das primeiras tiragens. O que é uma sacanagem, porque nem a embalagem original me sobrou…

Nuno Mindelis e Cream Crackers

O guitarrista angolano radicado no Brasil Nuno Mindelis começou a chamar a atenção ao ganhar um concurso mundial promovido pela revista Guitar Player em âmbito mundial, sendo eleito o melhor guitarrista de Blues. Esse CD em especial não trazia muita informação, parecendo mais uma coletânea oportunista da gravadora Movie Play para aproveitar a onda. Mas na verdade foi o relançamento de seu segundo CD, “Long Distance Blues”, de 1992. Mas já era o suficiente para saber ao quem o guitarrista veio. Também criou asa sem precisar de Red Bull. Ao menos consegui comprar esse CD em um sebo, e depois peguei trabalhos ainda melhores, como “Blues on The Outside” e “Outros Nunos”. Inclusive ainda tenho a capa do que foi subtraído.

Astor Piazzolla – Tango, Nuevo Tango

Sobre Piazzolla, falei bastante no velho site Crazy Man há alguns anos, e o texto ainda está lá. Lançado pela gravadora Kuarup, trazia o registro de sua última gravação ao vivo, de novembro de 1989. Falecido em 4 de julho de 1992 após meses imobilizado por um derrame,  o velho argentino deixou sua marca na música argentina e na música mundial, desconstruindo e reconstruindo o tango. Durante sua longa carreira ele experimentou diversas formações, desde ser acompanhado por octetos, quintetos, quartetos ou orquestras sinfônicas. Mas a formação desse disco parece ser a perfeita, acompanhado por piano, bandoleon, violoncelo, contrabaixo e guitarra. Até hoje é a mais pungente interpretação de seu maior sucesso, “Adios Nonino”. Adquiri outros bons discos de Piazzolla, inclusive interpretado por outros, mas esse é ainda o que eu acho melhor, e o que eu NÃO acho em canto nenhum, já que saiu do catálogo da Kuarup há muitos anos. Aliás, nem a Kuarup tá mais no mercado, pelo que sei. Só me restou a capa, mesmo.

Se eu não for processado, em breve mais textos nessa nova categoria.

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  • Pedro Nunes Araujo: Consultando, ou comprando a vista, informações detalhadas sobre “Gisele, a espiã nua que...
  • Moziel T.Monk: Vejo que esse “travamento” já alcançou proporção de ser classificado como síndrome....
  • Emilia Vaz: (Eu peço fiado,mas pago viu?) Não me acho uma escritora,mas eu juro que tento…rsrs É bom saber...
  • André: Adorei,sempre escutava essa filosofia do meu pai !!!!!!Branchu.
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